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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Contagem regressiva: Bolsonaro decretará virada no Supremo Tribunal

21/10/2019 16:27

A sociedade brasileira anda decepcionada – muita gente emite sinais de revolta e indignação – com o Supremo Tribunal Federal. Ante a fragilidade e omissão do Congresso, os ministros do STF agem como legisladores, tomam decisões que valem como ‘leis’ e, como ocorre atualmente em relação ao processo da Lava-a-Jato, inventam regras e normas que viram ‘legislação’.

A Suprema Corte tem duas Turmas, cada uma com cinco ministros. A 2ª, formada por Cármen Lúcia, Edison Fachin, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, tem sido motivo da ira nacional. Esses três últimos são responsáveis por decisões controversas, reprovadas pela opinião pública. Gilmar Mendes, então, tornou-se o ‘rejeitado número um’. Com fama de ‘legalista’, é motivo de chacota e de forte rejeição. Ele encarna a máxima ‘a Justiça prende, o Gilmar solta’.

O desencanto com o Supremo é total, mas nem tudo está perdido. Dentro de um ano, a composição da Corte mudará. E aí reside a esperança de mudança. De inversão do mix. Como? Em novembro de 2020, Celso de Mello se aposenta. Será sucedido por um indicado do presidente Bolsonaro. Mas, não só. Um pouco antes, em setembro, Luiz Fux assume a presidência, enquanto o petista Dias Toffoli retorna para uma das Turmas.

É pouco? É muito. Fux pautará os processos, livre de pressões políticas externas. E o novo ministro, que poderá ser Sérgio Moro, inverterá a atual maioria da 2ª Turma, a que vem decidindo contra os interesses nacionais. Por isso, aliás, os ministros contra a Lava-a-Jato estão apressados, criando regras para anular as condenações de bandidos em julgamentos presididos por Moro.

Tem mais: em julho de 2021, Bolsonaro indicará mais um ministro, que vai ocupar a vaga de Marco Aurélio Mello. Outro que tem votado – em decisões no plenário – contra a Lava-a-Jato. Infelizmente, Gilmar Mendes, hoje com 69 anos, ainda tem seis longos anos na Corte Suprema. Mas, com esse calendário aqui projetado, não contará mais com o respaldo de Celso de Mello e de Marco Aurélio. Ou seja, até julho de 2021, o Supremo deixará de ser motivo de indignação nacional.

 

ARTIGOS DO DEPUTADO MARCELO VICTOR

Em dois artigos publicados na mídia impressa (Parceiro do Desenvolvimento saiu no Primeira Edição de 14/10/19), o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor destacou o papel do Legislativo na agenda de avanços do Estado e a passagem dos 30 anos de promulgação da Constituição Estadual de Alagoas, ocorrida em cinco de outubro de 1989.

 

TINHA (QUASE) TUDO PARA SER GRANDE PARTIDO

E o PSL, que deu legenda para Jair Bolsonaro disputar a Presidência da República, implodiu de vez. Em meio a confusão dos ‘laranjas’, objeto de investigação da Justiça Eleitoral via Polícia Federal, o presidente Bolsonaro achou por bem pedir que as contas do partido sejam escancaradas. Assim, saindo ou continuando, mantém sua conduta alinhada à transparência.

 

COISA DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Prova de que as mensagens roubadas divulgadas, seletivamente, pelo sumido Intercept são produto de uma organização criminosa: toda vez que o Supremo Tribunal vai julgar algo relacionado com Lula, surge uma mensagem atacando a Lava-Jato. Agora: quem pode garantir que esses textos não são criados ou manipulados?

 

CÉLIA ROCHA ENCERRA A CARREIRA POLÍTICA

Com excelente histórico de mandatos e de serviços prestados ao Agreste, Célia Rocha avisa que encerrou a carreira política. Melhor assim. Depois de ter sido vereadora, prefeita de Arapiraca várias vezes, deputada federal – Célia Rocha não deve ceder a convites cavilosos para atuar como coadjuvante, como acabou fazendo no ano passado. Seu nome, vitorioso, não deve nunca figurar no rol dos políticos derrotados.

 

JANOT “ALCOÓLATRA E SOCIOPATA”

Collor chama Rodrigo Janot de “alcoólatra e sociopata”. Para provar a sociopatia, só um exame psiquiátrico. Quanto ao alcoolismo, o histórico da presença habitual de Janot em um boteco de Brasília parece dar razão ao senador alagoano. Com o adendo de que Janot abuso de denunciar Collor.

 

JUROS BAIXOS E INFLAÇÃO SOB CONTROLE

O projeto econômico de Bolsonaro vai se desenhar a partir da reforma da Previdência. Depois, virá a reforma tributária, em paralelo com a administrativa. Porém, mesmo sem essas mudanças, o governo já acertou com a redução dos juros e com o absoluto controle da inflação. Não é pouco.

 

IRONIA DE GILMAR MENDES OFENDE O FLAMENGO

Durante entrevista ao Globo News, o ministro Gilmar Mendes pisou literalmente na bola. Ironizou ao dizer que Sérgio Moro é um ministro que Bolsonaro leva para assistir a um jogo do Flamengo. O desbocado Gil, dessa vez, mexeu com o time de maior torcida no Brasil – uma das maiores do mundo...

 

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Uma obra histórica está causando tremenda inveja...

12/10/2019 13:02

O Hospital da Mulher é uma obra grandiosa. Uma das mais relevantes – talvez a maior em estrutura física e em investimento – já construída pelo governo estadual com recursos próprios, na história deste Estado. Quem tem boa memória sabe que, excetuando-se o Hospital Geral, que resultou de uma ‘arrumação’ na área da antiga Unidade de Emergência, nada se construiu em Alagoas, no ínfimo universo hospitalar, nos últimos 50 anos.

Portanto, o Hospital da Mulher, com um edifício majestoso e estrategicamente situado (ao lado da Maternidade Santa Mônica) oferece aos alagoanos em geral – e às mulheres, em particular – justo motivo para radiante comemoração. Por duas razões.

A primeira, porque confere à parcela mais numerosa da população o direito de usufruir de atendimento hospitalar exclusivo, com seleta equipe de médicos e enfermeiros, além de equipamentos de última geração, tudo bancado pela Fazenda Estadual.

Segundo, porque o Hospital inaugurado na manhã do último domingo, 29 de setembro, não representa o ‘ponto culminante’ do atual projeto governamental para o setor, mas o início da entrega de seis grandes centros hospitalares: três na capital (da Mulher e Metropolitano e o da Criança) e três Regionais (no Sertão, Agreste e Região Norte). Acrescente-se, pela importância e por já estar em pleno funcionamento há cerca de dois anos, o Hospital do Coraçãozinho, uma unidade própria para atendimento de crianças portadoras de cardiopatias.

Durante o evento inaugural do domingo, presente uma multidão comparável à que assistiu à inauguração do Estádio Rei Pelé, ouviu-se esta frase de uma senhora: “Uma obra magnífica, tão mais significativa, porque construída com o dinheiro de um estado pequeno e pobre. Só um louco poderia criticá-la”.

Os seis hospitais, mais o do Coraçãozinho, mostram a dinâmica da atual política financeira e o foco na saúde dos alagoanos. Mas, não só. Também, vão descentralizar o atendimento hospitalar, com perfeita regionalização, de modo a acabar de vez com a angustiosa superlotação do Hospital Geral de Maceió.

Uma obra histórica, aplaudida até pela oposição, mas com um dado que merece ser ressaltado: está matando muita gente de inveja...

 

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A cara do novo Congresso com o patriota Davi Alcolumbre no comando

30/09/2019 12:34

A ‘descoberta’ do caixa dois, um instituto ilegal tão velho e conhecido quanto o rascunho do Hino Nacional, motivou a intervenção do Supremo Tribunal (sempre ele) para, atuando fora de sua competência constitucional, proibir as doações de empresas para as campanhas eleitorais.

A decisão judicial se deu em resposta aos esquemas desvendados pela Operação Lava-Jato, cujas investigações revelaram que, em troca de apoio e votações no Congresso Nacional, empresas irrigavam a conta bancários de seus candidatos, dando-lhes vantagem nos gastos de campanha com os concorrentes.

Em compensação, ordenou a Corte Suprema que as doações aos candidatos fossem efetuadas apenas por pessoas físicas, dentro de um limite estabelecido. A eleição de 2018 mostrou, entretanto, que a regra não produziu o efeito esperado: a campanha visível, com despesas declaradas, nem de longe lembrava os esquemas de compra de voto na relação clandestina entre candidato e eleitor.

Com o ‘novo Congresso’ eleito em outubro do ano passado, tinha-se que a norma do STF seria mantida, mas a volúpia cresceu e tanto o comando do Senado quanto o da Câmara se uniram para, deixando de lado as contribuições espontâneas, aprovar um Fundo Eleitoral próximo dos quatro bilhões de reais.

A ousadia dos nobres legisladores não se resumiu ao Fundo bilionário. Também se criaram regras imorais para o processo eleitoral, com destaque para a que permite o uso do dinheiro público (do Fundo) para pagar advogados de candidatos pilhados com a mão na massa, violentando a lei e o bom senso.

E o que espanta não é o que está sendo aprovado para o pleito municipal do próximo ano. O que assombra - antes mesmo de ser visto - é o tamanho do Fundo que será votado para a campanha eleitoral das eleições gerais de 2022, exatamente quando os atuais legisladores estarão defendendo a renovação de seus mandatos.

Com dez meses incompletos de legislatura, o Congresso que rejeitou o comando do senador Renan Calheiros e assumiu prometendo sepultar a ‘velha política’, dá o exemplo de como desprezar a opinião pública e atentar contra o interesse nacional.

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Para o mundo, o Brasil não é mais o mesmo. Nem a ONU.

27/09/2019 16:17

Ao optar por um discurso inovador, enérgico e crítico, o presidente Jair Bolsonaro desviou-se do lugar comum assumido por seus antecessores perante a assembleia-geral da ONU.

Para a oposição, aqui, no Brasil, claro, a fala presidencial foi ‘um desastre’. Figuras como Humberto Costa e Gleisi Hoffmann  usaram expressões do tipo ‘vexame’, ‘vergonha. Explica-se: diante de líderes do mundo inteiro, o Capitão apresentou os governos do PT – de Lula e Dilma – como disseminadores da corrupção que desviou centenas de bilhões de reais.

A reação dos críticos e adversários políticos era esperada exatamente como se deu: uma orquestração, exaustivamente ensaiada. Na mídia, os textos jornalísticos malhando Bolsonaro estavam prontos de véspera. Portanto, qualquer que fosse o tom do presidente, o malho seria o mesmo. Ou será que o PT, em qualquer hipótese, elogiaria a fala do presidente? Com aquela fervorosa exaltação ao Dr. Sérgio Moro?  Brincadeira. E a mídia, ressabiada, sem dinheiro público na conta bancária, reconheceria um ‘bom e positivo’ pronunciamento do Capitão?

Fora desses dois segmentos de posições pra lá de conhecidas, a opinião publica brasileira viu, pela primeira vez na história, um chefe do governo falar com autonomia e desenvoltura. A enérgica digressão de Bolsonaro libertou o Brasil do velho complexo de vira-lata, de que falava Nelson Rodrigues, e mostrou ao mundo a nação brasileira na exata dimensão de sua importância no contexto de todas as nações. Não foi um discurso de loas, de compadrio, de submissão. O ousado tom de Bolsonaro remeteu ao verso famoso da música de Cazuza, quando bradou sob forte ênfase melódica: “Brasil, mostra tua cara”. E o Brasil mostrou.

Bolsonaro – anotem – foi um divisor. Depois de seu discurso contundente, instigante, substantivo – a assembleia da ONU jamais será a mesma. O ciúme da oposição, por isso mesmo, é compreensível. Lula e Dilma preferem reagir criticando ou se defendendo. Mas, no íntimo de cada um, com certeza está ecoando o lamento por não terem feito discurso tão candente e objetivo. O Capitão mudou a história das Nações Unidas. Até porque a realidade nacional mostra que discursos precedentes do ‘sim e sim senhor’, na ONU, não acrescentaram coisa nenhuma ao Brasil. O resto é mi-mi-mi de críticos surpresos e vencidos.

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Homenagem à Marta atenta contra lei e revela bairrismo barato ao desconsiderar Pelé

17/09/2019 12:53

Em sua sessão ordinária de 12 de setembro, a Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou o projeto de lei que retira o nome Estádio Rei Pelé para colocar o de Estádio Rainha Marta na praça de esportes do Trapíche da Barra.

Ante a insistência da maioria dos deputados, o Primeira Edição resolve adotar uma posição firme e clara, contrariamente ao capricho mudancista que, em momento infeliz, foi aventado pelo ex-deputado Temóteo Correra, e acabou sendo vetado.

Inaugurado em 1970 com o nome de Estádio Rei Pelé, a maior praça de esportes de Alagoas continuará sendo chamada pela denominação atual, que homenageia o maior jogador de futebol da história, em todas as matérias pertinentes publicadas pelo Primeira Edição em versão impressa e digital.

Este jornal – o mais tradicional semanário do Estado – se recusa terminantemente a compactuar com uma atitude mesquinha, típica de bairrismo interiorano e que, a rigor, não passa do exercício de ‘política menor’ voltada para descabida promoção pessoal.

O Primeira Edição entende, como já assinalado em reportagem anterior, que a cassação do nome Rei Pelé constitui grosseira descortesia ao mais famoso desportista do Brasil e um dos maiores do mundo, e afronta o ordenamento legal vigente, que proíbe a nomeação de bens públicos com o nome de pessoas vivas.

A jogadora Marta Vieira da Silva, aliás, merece a homenagem do povo alagoano e brasileiro, mas não um tributo controverso, antiético e ruinoso, decorrente de um gesto que agride a razoabilidade e viola o princípio legal da impessoalidade, consagrado no texto da Constituição Federal.

Diante da aprovação, pelos deputados estaduais, em segundo turno, do projeto de lei que bane o título Estádio Rei Pelé para em seu lugar esculpir o de Estádio Rainha Marta, o Primeira Edição faz aqui uma conclamação dirigida a três segmentos:

1 – Ao governador Renan Filho, para que vete integralmente o projeto em questão, reeditando o gesto altivo e republicano de seu antecessor Teotonio Vilela Filho;

2 – Ao Ministério Público para que, cumprindo seu papel de defender a sociedade (que não foi ouvida nesse episódio) e o respeito ao ordenamento legal vigente, recorra de imediato ao Judiciário, caso a matéria aprovada venha a ser sancionada;

3 – Aos integrantes da crônica esportiva alagoana – repórteres, comentaristas, narradores, fotógrafos, cinegrafistas e apresentadores de programas esportivos do rádio e da televisão – para que, assim como o Primeira Edição, continuem chamando a Arena da Av. Siqueira Campos pelo seu nome original de Estádio Rei Pelé.

A alagoana Marta, com seis títulos de melhor do Mundo, merece nossa homenagem, justa homenagem, mas sem vinculação com politicagem e, sobretudo, sem afrontar a lei, pois, na hipótese que está em curso, deixa de ser homenagem para significar uma atitude de desrespeito à tradição e à uma determinante legal.

 

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Primeira Edição © 2011