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Pensaram Educação. Será?

31/08/2020 11:46

                         Finalmente pensaram educação. Pensaram na educação básica que, como o nome está dizendo é o começo de tudo, a base para que haja continuidade e os alunos cheguem a topos maiores com conhecimento de causa. A manutenção do FUNDEB que estava com seus dias contados até o final deste ano foi um passo importante para que as coisas comecem a mudar de figura. Isto porque, além de tornar o Fundo como permanente aumentou as participações de todos incluindo a União que gradativamente vai chegar a 23% até 2023. O importante também é que a aplicação do Fundo vem bem definida visando às construções e manutenções de escolas e chega graças a Deus à valorização do professor, não só em termos salariais, mas e, sobretudo no que diz respeito à sua capacitação e qualificação em períodos ditos como necessários e aceitáveis. O nosso “será?” no título deste artigo tem uma razão de ser exatamente no conteúdo e na definição do que se pode e do que se deve fazer com os recursos do Fundo.  É exatamente aí que nossa dúvida vai pairar até que se prove o contrário. Até que se veja que a vergonha na cara chegou para determinados administradores que vierem a gerir as verbas exatamente como está escrito no papel que gerou a lei. E como até agora pouca gente de bem administra o dinheiro do povo ficará a nossa dúvida para provocar e ver se coisa vai funcionar. Tomara! Nossas crianças merecem o melhor.

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A guerra das vacinas.

15/08/2020 08:31

                        Duas guerras em andamento: a primeira contra o desacerto médico-social em todo o mundo quando foi surpreendido pelo novo coranavírus e teve que enfrentá-lo sem saber como. A famosa história do inimigo oculto que tem uma poderosa arma e dela faz uso sem que tenha adversário para enfrentá-lo. Foi assim que tudo começou na China lá pelos idos de fevereiro. A segunda grande guerra é a de descobrir a arma verdadeira que acabe com o inimigo e o afaste de suas investidas mortais por onde passa ou onde coabita. E aí a disputa de vários países, de muitas instituições principalmente as científicas que querem ser as salvadoras da pátria, às vezes mais pela honra de descobrir a vacina salvadora à frente de países politicamente adversários do que pela graça de encontrar o remédio que vai encostar na parede e dar o “knockout”no inimigo comum. A Rússia, por exemplo, declarou que descobriu a vacina e que em dois meses estaria vacinando em massa. Imediatamente encontrou muitos países a declararem a ineficácia, a falta de testes definitivos e a afastarem sua validade já considerando que aquele país estava na corrida como um dia esteve na luta com os Estados Unidos por uma viagem à Lua. Na verdade esperamos que ninguém fique lunático e que as forças e os testes se unam além de que todos procurem encontrar aquilo que será o bem comum da humanidade. Uma vacina ou, quem sabe, muitas vacinas.          

 

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Por que as pessoas devem ser candidatas?

20/07/2020 11:16

                     A primeira questão é se devem. E aí a resposta é tranqüila quando se tratar de poder e dever exercer a cidadania em toda sua plenitude. Então, se o preparo democrático estiver presente naquela pessoa, ela deve sim, aproveitá-lo para colocar o  direito de defesa da sua comunidade num lugar de destaque e que o permita levar suas idéias para a realidade da discussão e da realização. A segunda questão deve-se ao fato de que a democracia permite a alternância no poder e que cabe ao povo usá-la, sobretudo se este poder não estiver sendo bem exercido por quem já está lá. A pessoa que sentir-se preparada para defender o povo, para mostrar a este mesmo povo que tem capacidade para exercer o cargo, deve sim, candidatar-se e brigar por uma eleição saudável e promissora. E aí, as questões sucedem-se. Uma delas é a do exercício do cargo, se for eleito. É preciso brigar com e pela instituição para mudar princípios e ações que já se tornaram comuns e em outras que moralizem o cargo e as funções inerentes a ele em e sob todos os aspectos. A coragem de se fazer confiar será o grande trunfo para uma vitória. Mas, na verdade, a coisificação das eleições foi tão grande nos últimos tempos que o verdadeiro homem – ou mulher, claro – de bem não quer expor seu nome a uma possível lama. E exatamente aí o buraco aumenta, os sujos tomam para si a missão de governar e legislar em terreno fértil para que o anti-desenvolvimento se faça presente e para que a democracia dê lugar a uma ditadura de métodos e de princípios. Melhor que o povo se mexa e ouça melhor os possíveis candidatos de 2020.

 

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A felicidade existe.

11/07/2020 17:04

É claro que sim. Existe de fato e de direito no coração de cada um ainda que esses “cada uns” às vezes nem queiram acreditar. Talvez por analisarem a felicidade pelos conceitos mais comuns, pelas visões generalizadas e não pela possibilidade de enxergá-la por ângulos diversos e às vezes até indefinidos. Ela pode estar na série de convivências do “toma lá dá cá”, mais comum, por exemplo entre os casais de todas as idades, como pode estar situada apenas “toma lá” sem que haja a necessidade do “dá cá”. A felicidade é um estado de espírito que pode ser vivenciado em cada minuto, em cada ato da vida por mais inexpressivo que seja porque o simples fato de estarmos aqui, de estarmos vivendo nos dá o direito de sermos mais simples e menos exigentes na busca da chamada felicidade. Dormir e acordar, por exemplo, são atos de extrema paz que entremeados com sonhos ou pesadelos nos dá enorme alegria quando deles nos despertamos. A felicidade existe nos pequenos atos, muito mais do que nos grandes. A felicidade verdadeira é tão real e tão bem distribuída nos minutos de nossas vidas que às vezes nem nos apercebemos de que a estamos absorvendo e vivendo com ela e por ela. E, talvez seja exatamente por não a percebermos que não a compreendemos em toda a sua essência porque ela não está na riqueza, na opulência, na pobreza ou na penúria. Ela faz parte de um todo que, se bem administrado em nossas mentes, se bem compreendido minuto a minuto nos faz compreender que em cada um desses minutos ela existe e a nós só compete enxergá-la.

 

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Quando um amigo se vai

24/06/2020 09:00

                                                     

                 Luiz Carlos Barreto Góes. Fundador e diretor deste jornal. Para mim muito mais que isso. Meu amigo desde os anos de 1978 quando o conheci em Sergipe, ele diretor da Comlar, junto a outros que fiz naquela época. Joaquim Santana, Elias Costa e Silva, João Alves, gente boa que está por aí até hoje. Eu tinha uma agência de criação publicitária no Rio de Janeiro que prestava serviços para agências e alguns clientes diretos no nordeste brasileiro. Um deles era a Habitacional com sede em Aracaju e em função disto nasceu nossa amizade que se estendeu para Alagoas, onde assim que por aqui cheguei o encontrei como diretor de O Jornal. Logo me convidou para assinar uma coluna, o fiz, depois ele vendeu o jornal, fundou o Primeira Edição, levei minha coluna para o novo jornal onde escrevo até hoje. Lula era uma figura ímpar e reclamava quando eu ficava algum tempo sem vê-lo. Quando eu chegava e colocava a cara na porta de sua sala ele dizia logo: “Ficou rico! Não vem mais ver os pobres!” E a partir dalí o papo se estendia, as confissões da vida e por aí vai. E na despedida a eterna reclamação: “Vá lá em casa sábado. Você nunca vai!” Era o dia em que ele gostava de receber os amigos para um churrasquinho. Aquilo era quase um ritual. E aí essa Covid19 que está levando tanta gente nos leva mais esse amigo tão querido e tão de surpresa. Um aviso que Bruno, seu filho nos dava de que ele havia sido internado, dois telefonemas com Conceição para saber de seu estado, uma rápida intubação e em menos de dois dias, a notícia chegando à noite de que ele havia partido aos 72 anos. Um choque! Teimoso como ele era enfrentava as dificuldades de tocar um jornal impresso sempre acreditando e acreditando se foi. Fica o legado de seu trabalho, a família, os amigos que como eu não deixarão que morra com ele a chama de sua lembrança e de nossa saudade. Nossos  sentimentos, meus e de Vanessa à Conceição, Bruno, Miguel e Rachel.

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