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Os loucos estão à solta

14/04/2018 09:23

               E no caso que vamos abordar os loucos iniciais são os que inventaram as armas químicas, destruidoras de inocentes e que, pelo que tudo indica foram usadas pela Síria neste momento conturbado do planeta. Depois entram os loucos que, a pretexto de combater a Síria por ações tão perversas a atacam e provocam com isto uma divisão de forças que não queremos ver entre Estados Unidos e Rússia. Muito cedo para avaliarmos as consequências das iniciativas do louco Trump e mais cedo ainda para podermos perceber que tipo de retratação acontecerá por parte da Rússia. No caso do ataque dos Estados Unidos não poderemos deixar de lado que, dentro da Europa, França e Reino Unido ficaram com Trump e acionaram as autorizações para ataque o que deixa o mundo mais assombrado ainda. O fato é que Putin da Rússia já pediu uma reunião das Nações Unidas, já declarou que o uso de armas químicas na Síria não aconteceu mas está disposto a entrar no jogo bélico se as coisas acontecerem em grau maior o que só não foi neste primeiro ataque dos americanos  porque os sírios prevendo os fatos esvaziaram os possíveis alvos. Menos mal. O fato é que, a exemplo da guerra fria dos anos 70 podemos estar entrando em uma perigosa fase que até levará o mundo a uma inédita destruição. Peçamos a Deus para que os loucos controlem suas insanidades. 

 

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De Getúlio a Temer conheci tudo.

09/04/2018 07:48

                   Talvez porque tenha nascido em ambiente político com um pai atuante diante de governos, lembro-me bem da figura de Getúlio, falando no Dia do Trabalho, direto do Campo do Vasco e reforçando a constante abertura de seus discursos com um empolgante "brasileiros e brasileiras". Depois, o seu segundo governo, cinco anos após ter sido deposto e trazido de volta nos braços e nos votos do povo. A crise que assolou seu governo, seu suicídio ainda estão na minha mente. Depois, períodos de tranquilidade e também de revoltas, mas com um Juscelino fazendo o seu governo de cinquenta anos  em cinco. Um estadista!  Chega Jânio Quadros, que figura! Também querendo, depois de uma inesperada renúncia, voltar nos braços do povo acabou por ficar chorando dentro de um avião em Cumbica. E aí chegou a vez de João Goulart que com a renúncia teria que assumir a presidência, já que era vice-presidente. Mas foi duro,  difícil e conseguiu negociando um período de parlamentarismo histórico neste país. E, então, taxado de comunista, o que não era, foi deposto pelos militares que ocuparam o país por vinte anos em total regime exceção. Aí o país volta ao presidencialismo que, com a morte de Tancredo dá vez a Sarney que preside eleições e o povo elege Collor, retirado do Planalto por um "impeachement" até hoje discutível. Entra  Itamar Franco, na sucessão o Fernando Henrique Cardoso e finalmente, depois de muito tentar Lula assume o governo do Brasil por dois períodos consecutivos. Elege sua sucessora, Dilma Roussef que também sofre "impeachement", entra o Temer e o resto vocês sabem. Lula preso, as instituições abaladas e o Brasil, sem dúvida alguma, com grandes dúvidas quanto ao seu futuro. Hora de escrevê-lo e de resgatar os nosso valores.

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O barulho das ruas.

04/04/2018 09:13

                    Ou o silêncio, sei lá. Das ruas, do povo, nunca se sabe exatamente que mensagem poderá surgir. O povo é tão fantasticamente sábio que, dito como peça de manobra, sempre surpreende pela capacidade de mostrar atitudes verdadeiramente populares, no sentido amplo da palavra. É ele, povo, que quando não segue as induções programadas e fabricadas por grupelhos organizados, é capaz de produzir de panelaços a caminhadas silenciosas para dizer da sua vontade, do seu desejo real e não manipulado e o faz sem necessidade de pseudo-lideranças, mas com total espontaneidade. É este povo que gostaríamos de ver nas ruas no dia de hoje, histórico para o país, mostrando o que quer e o que deseja para o futuro e o digo sem cor política, sem tendências, sem vontade de manobrar. Não importa qual é o seu desejo de vitória. O que valerá será a sinceridade dos seus propósitos com este ou com aquele lado. Não interessam os sentimentos falsos mas a necessidade que o Brasil tem de ver seu povo ativo, atuante e, sobretudo, feliz. E enquanto os sinos dobrarem no maior santuário político do país, voltemo-nos para os verdadeiros sinos para que orientem as mentes dos que julgam e que obtenham deles o melhor dos resultados. E mais: que o barulho das ruas nunca seja ensurdecedor. ´É preciso ouvi-lo.

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Roupa suja se lava em casa...

22/03/2018 10:46

              E, de preferência nos fundos da casa, na área destinada à lavagem sem que os vizinhos ou visitas tenham acesso. Aí é a certeza de eliminar a sujeira, de tornar tudo novo e deixar que todos desfilem pelas ruas com a melhor das aparências.

             Infelizmente, no Supremo Tribunal Federal parece que a coisa não está funcionando exatamente assim e, através das câmeras indiscretas do plenário estamos assistindo a um lavar de roupas sujas que não condiz com dignidade daquele tribunal, o mais alto do país e que deveria dar exemplos de coerência, de discussão saudável e, sobretudo de educação sob todos os aspectos.

            Pelo bem da transparência tudo é aceito nos dias de hoje, mas quando se vê dois ministros da Suprema Corte a se ofenderem pessoalmente em plenário só podemos lamentar e ao mesmo tempo aplaudir a aparente frágil presidente suspender a sessão para que os ânimos dos dois ministros voltem ao lugar da razão.

            O contraditório é perfeito e faz parte da vida, mas quando é exercido de maneira pessoal e não em função da atividade fim, não  se justificam os meios escolhidos para que sejam atingidos aqueles fins.

            Longe de mim criticar o Supremo Tribunal Federal, mas, como cidadão, posso fazê-lo, por desejá-lo imaculado dentro deste mar de lama que assola o país. O STF e seus pares são uma esperança dos brasileiros por dias mais honestos.

            Portanto, senhores mninistros, lavanderias não faltam por aí.

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Reforma Radical

16/03/2018 11:37

                   Há um grande equívoco no Brasil quando se fala em reforma, uma aqui outra acolá, como se fossem essas reforminhas as salvadoras da pátria. Dessa pátria amada, idolatrada, nem tanto e nem por todos, que sofre as agruras de quem nasceu há pouco mais de 500 anos e lhe faltou o carinho materno e paterno, o amor leal dos seus descobridores e fundadores que dela se locupletaram, que roubaram suas riquezas e implantaram nela e desde o primeiro presente dado por um português a um índio, as políticas do roubo, do desperdício, do mal administrar, da corrupção enfim. Mudar este "status quo" deste país mal educado significa abraçar com garra e muita coragem uma reforma radical de métodos e sistemas, de costumes, de enganos e desenganos, diminuindo a participação dos governos no desenvolvimento e devolvendo ou oferecendo à iniciativa privada as possibilidades de crescerem e, sobretudo a de ofertarem empregos, uma das melhores maneiras de se obter inclusão social, sem favorecimentos esdrúxulos e sem o burro assistencialismo que tomou eleitoralmente conta de nosso país. Reformar politicamente essa "coisa" que é a enorme presença numérica de partidos sem nenhuma ideologia, sem nenhum objetivo a não ser o de eleger parlamentares e executivos despreparados para a grande reforma. Que não podemos detalhar neste simples e curto artigo, mas que sabemos como muitos e muitos brasileiros sabem a sua verdadeira extensão e profundidade. Um trabalho inequívoco, mas para duas ou três gerações à frente se, a partir de agora, soubermos lutar e exigir.    

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Primeira Edição © 2011