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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Preferido de Bolsonaro para o Supremo desagrada troianos, gregos, e romanos

13/10/2020 13:29

 

Já indicado por Bolsonaro para preencher a vaga de Celso de Mello no Supremo Tribunal, o advogado Kassio Nunes Marques virou o centro de uma tremenda controvérsia e de críticas, ferozes críticas à escolha presidencial. Ao rigor, feito um apanhado das opiniões emitidas até agora, tem-se que o bacharel transformado em desembargador do Piauí desagradou a gregos, troianos e romanos. Até empresários simpáticos ao atual governo reprovaram a indicação do presidente Bolsonaro.

A questão central é a seguinte: os bolsonaristas de primeira hora não aceitam a decisão do presidente de escolher para a Suprema Corte alguém que não seja da ultra direita conservadora, isto é, um personagem que pense e aja como o próprio Bolsonaro.

Mas, de todas as críticas à indicação de Kassio Nunes, nenhuma foi tão devastadora, tão ferina e explosiva quanto a do pastor Silas Malafaia, um dos grandes aliados de Bolsonaro na campanha

presidencial que teve como apoio fundamental à vitória o engajamento de líderes evangélicos. Eis o que disse Malafaia:

“Desde quando, no mundo, alguém terrivelmente da direita vota a favor de um terrorista, comunista e assassino?”, escreveu em referência a Cesare Battisti. “Aqui está o voto do indicado para o STF a favor do terrorista. O presidente quer justificar o injustificável. Vergonha total!”.

Sem citar o nome de Malafaia, Bolsonaro reagiu: "Lamento muito que uma autoridade lá do Rio de Janeiro, que eu prezava muito, está me criticando muito, com videozinho me xingando de tudo o que é coisa. Essa infâmia em especial que essa autoridade lá do Rio de Janeiro está fazendo contra o Kassio é uma covardia. Até porque ele está fazendo isso porque queria que eu colocasse um indicado por ele".

Como se pode ver, não surpreende que a primeira escolha de Bolsonaro para o Supremo Tribunal tenha se convertido em grande e ruidosa celeuma. A surpresa se daria se nada disso – confusão nenhuma – estivesse acontecendo.

UM GOVERNO VOLTADO PARA A SAÚDE PÚBLICA

De um assessor parlamentar, na entrada da Assembleia Legislativa: “É duro fazer oposição a um governador que, em seis anos de mandato, já entregou quatro novos hospitais, todos funcionando, e aguarda a conclusão de mais dois de grande porte e um exclusivo para crianças, na capital”. Com um detalhe: há 40 anos não se construía um hospital em Alagoas.

QUEM É O RÉU – O PADRE OU O MP DE GOIÁS?

E o Ministério Público de Goiás, hein? Fuzilou a reputação do padre Robson Oliveira, destruiu a imagem do religioso com uma ação que pareceu mais um ataque à Igreja Católica. E agora, que o Tribunal de Justiça goiano, em decisão unânime, inocentou padre Robson, como fica o conceito de seus acusadores? Quem, por justiça, deveria sentar no banco dos réus?

FIDELIDADE – A MARCA DO ELEITOR DO ALMEIDA

Os eleitores de Cícero Almeida têm um traço em comum: a fidelidade. Para onde o ex-prefeito vai, uma fatia ponderável dos eleitores de Maceió o acompanha. Para observadores da cena política, com Cícero candidato ou não, seu eleitorado o seguirá. Ou seja, votará nele ou no candidato para quem ele pedir o voto.

JHC E CIÇO PISANDO O MESMO TERRENO

Aliás, recente pesquisa do Data Sensus, amplamente divulgada, revelou que JHC e Cícero Almeida ocupam o mesmo espaço eleitoral – conjuntos residenciais e áreas da periferia. Por isso, para o deputado federal, a desistência de Almeida seria interessante porque tornaria mais claro o cenário da disputa – especificamente – entre os dois.

RUSSOMANO É A CARA DA POLÍTICA BRASILEIRA

O tolinho Celso Russomano é o cara que, perto da eleição, corre para apresentar o ‘Patrulha do Consumidor’ na TV Record. Findo o processo eleitoral, ele se manda, sai de cena. Já condenado a devolver salários pagos a uma assessoria sua com dinheiro público, Celso é o candidato em quem Bolsonaro aposta todas suas fichas, na disputa pela Prefeitura da cidade de São Paulo.

COMO SÃO ESCOLHIDOS OS MINISTROS DO STF

A politização que marca a escolha de ministros do Supremo Tribunal é uma lástima. Kassio Nunes Marques, o indicado por Bolsonaro para a vaga de Celso de Mello, defendia a prisão em segunda instância. Defendia, porque, em entrevista recentíssima, já mudou de posição. Ele sabe que Sérgio Moro também era favorável à prisão em 2ª instância, mas deu no que deu.

MÍDIA AMERICANA: QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ...

A mídia americana, à teste o velho New York Times, usa todos os meios e métodos para derrotar Donald Trump. Jornais e televisões abandonaram de vez a ética e a isenção. Todos ampliam os erros e escondem os acertos do presidente. Jogam o jogo do ‘tudo ou nada’ nessas eleições. Mas, e se Trump ganhar, de novo?

 

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A disparada do dólar - provocada pelo governo - e a explosão dos preços em geral

28/09/2020 12:18

 

O Brasil enfrenta não apenas sinais, evidências, mas efeitos concretos de uma desorganização de preços que, a cada dia, vai se tornando mais abrangente e com tendência de generalização. Começou há uns dois meses com a disparada do preço do – errou quem imaginou arroz – do maracujá. De repente, sem desaparecer do mercado, o saboroso e nutritivo maracujá tornou-se quase inacessível: a unidade saltou de 50 centavos para um real –aumento de 100%. Por que isso?

Porque, como soja, manga, laranja – o maracujá é exportado e, como se sabe, a cotação do dólar desembestou ao estímulo do gênio da economia Paulo Guedes. Lembre-se que, há alguns meses, o ministro da Economia, em acintoso e abjeto gesto de preconceito repulsivo, defendeu a alta do dólar dizendo que, antes, com o câmbio acessível, até as empregadas domésticas estavam viajando para Nova Iorque.

A lógica de Guedes, no caso específico do câmbio, é uma agressão primária à inteligência: o Banco Central estimula a valorização da moeda americana e, com isso, corrige para cima o valor das reservas cambiais do Brasil, estimada em mais de 330 bilhões de dólares. Um ganho genial, sem dúvida...

Mas com um preço devastador: a subida do dólar abriu caminho para um espetacular embalo às exportações. Traduzindo: o produtor brasileiro, que vive de lucro, decidiu direcionar sua produção para o mercado externo, já que o real havia virado ‘vale de usina’, enquanto dólar multiplicava lucros.

Paulo Guedes, o velho Posto Ypiranga, ficou com a cara mexendo e, como esperado, sem saber o que fazer. Com o câmbio lá em cima, a população brasileira vai ter que se habituar à escassez dos produtos e aos preços cada dia mais elevados. E não adianta, nem Guedes nem outros agentes do governo, dizer que a culpa é do auxílio emergencial que ‘impulsionou as vendas e pressionou os preços’. Pois o material de construção explodiu, também, e não consta que pobres sem emprego e renda estejam comprando, reformando ou construindo imóveis pelo Brasil afora...

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Senador Renan diz que é perseguido e vítima de 'assassinato de reputação'

20/09/2020 11:16

Enquanto delatores se desmentem e negam acusações que viraram ‘notícia’ e enquanto o Supremo Tribunal Federal manda arquivar, uma a uma, as denúncias apresentadas pelo Ministério Público, o senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, não para de ser acusado, até agora, porém, sem nenhuma prova concludente. 

Alvo de imputações dessas denúncias ao longo de anos, o senador alagoano tem resistido com todas as forças, mas a resistência humana tem limites e, na semana que passou, durante exames de rotina, foi detectado um tumor no rim direito (ambos extraídos) e depois outros tumores menores no corpo. 

Ainda internado, Renan aproveitou para, nas redes sociais, fazer um desabafo gravado em seu quarto no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde está sendo tratado.  

No vídeo gravado e postado nas redes sociais, disse que seu propósito era o de relatar o desgaste físico e mental que tem enfrentado por conta de "processos e perseguições absurdos", com mais "absoluta falta de provas". "Mesmo assim, a qualquer momento podem surgir outros absurdos que vão causando danos a minha saúde física e mental. Ano a ano, mês a mês, é uma verdadeira tortura. Ontem mesmo, saindo da cirurgia, fui instado a responder pela 10ª vez a uma denúncia improcedente, nascida de uma delação onde todos os delatores negaram a imputação inicial. Fala-se muito em assassinato de reputações, essas acusações sem prova. O fato é que vale uma sentença de morte em vida, assassinato mesmo. O corpo também se abate", desabafou. 

"São acusações seriadas sem prova, sem materialidade ou fatos, que equivalem a uma sentença de morte em vida, assassinato mesmo", afirmou o senador. "A duras penas tenho procurado manter a serenidade, a sanidade e o equilíbrio, ao mesmo tempo em que faço minha defesa técnica dentro do Estado democrático de Direito, que muitas vezes é violentado por alguns agentes púbicos". 

"A cada fardo retirado, um novo é lançado em minhas costas, parece uma condenação inapelável. No futuro, quando isso tudo passar, a vergonha estará na face daqueles que me condenaram à morte em vida. Por isso, a vontade de viver e lutar não esmorece. Mesmo diante das mais vis das atrocidades, resisto para que isso não se abata mais sobre nenhum outro brasileiro, só assim o Brasil será um país melhor", disse Renan Calheiros 

 

ACUSADOR 

Há cerca de 15 dias, o Conselho Nacional do Ministério Público puniu, com pena de censura, o procurador Deltan Dellagnol, que chefiou o MPF no processo da Operação Lava-Jato, em Curitiba. 

Durante a eleição para a presidência do Senado Federal, em 2018, Dellagnol usou as redes sociais para afirmar que “se eleito, Renan Calheiros dificultaria reformas contra a corrupção”. 

A punição, que o senador considerou ‘branda’ e disse que iria buscar reparação por danos morais, vai atrasar a progressão profissional de Dellagnol e pesar em outros processos. 

 

VISITA DE LULA

Após ser visitado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Sírio Libanês, Renan Filho postou foto do encontro e comentou:

"Recebi a visita do ex-presidente Lula no hospital. Durante a conversa, ele me perguntou se eu estava bem. Respondi que aguento jogar os 90 minutos, mas que a prorrogação não garanto".

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Principais candidatos em Maceió: Cícero Almeida (2)

07/09/2020 17:27

Teria sido um fenômeno da política alagoana. Por definição, fenômeno é algo passageiro, fugaz, momentâneo. Mas na política não é assim e a história de um Marcos Freire desmente o conceito clássico. E sucede que existe explicação plausível tanto para a ascensão quanto para a ‘queda’ do ex-prefeito Cícero Almeida.

Sua espetacular vitória em 2004, quando se elegeu prefeito de Maceió pela primeira vez, originou-se da ‘exaustão das elites’, mas não só. Certo que Kátia Born estava muito desgastada e Alberto Sextafeira não passava de uma proposta sofrível para a sucessão na capital. O nome emergente e alternativo seria o do empresário João Lyra, mas as pesquisas mostraram que o eleitorado maceioense estava ‘pronto’ para uma mudança radical: trocar um representante do ‘sistema’ por um homem simples, sem curso superior, sem títulos, um ‘homem do povo’.

João Lyra fez a leitura correta das sondagens e decidiu apoiar Almeida – repórter policial, ex-vereador e, naquele momento, deputado estadual. Deu certo, Cícero conquistou a Prefeitura e repetiu o mandato, mas depois cometeu um erro fatal: elegeu-se deputado federal e se mandou para Brasília. Trocou o contato direto e constante com suas bases para remar no Paranaguá, que não era sua praia. O efeito era esperado: sem a aliança com João Lyra e diante das elites ‘recompostas’, Cícero quase perde a vaga na Câmara para o novel Val Amélio. Depois disso, ainda teve uma chance ao enfrentar Rui Palmeira em 2016, mas não deu.

Acabado? Nada disso. Almeida fez muito, deixou marcas de um ótimo prefeito – ao nível de um Dilton Simões – e está no páreo na disputa de novembro. Pesquisa recente lhe atribuiu mais de 9% da preferência doe eleitores. É muito, ele pode evoluir, crescer. E se não conseguir o bastante para levá-lo ao segundo turno, poderá transformá-lo no pêndulo da decisão. Traduzindo: seu apoio poderá ser decisivo para consagrar um dos finalistas.

 

 

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Os principais candidatos em Maceió: Ronaldo Lessa (1)

24/08/2020 14:44

Por ordem alfabética, os principais concorrentes à sucessão do prefeito Rui Palmeira são: Alfredo Gaspar, Cícero Almeida, João Henrique Caldas e Ronaldo Lessa. Os demais estão no páreo? Sim, estão, até porque quem decide a eleição é o eleitor, e não pesquisas, sondagens, enquetes e análises - mas em todo pleito surgem nomes mais chances e neste ano não será diferente. E invertendo a ordem alfabética, este Enfoque inicia uma série de quatro comentários avaliando o potencial desses pré-candidatos.

Ronaldo Lessa tem bagagem, conhece Maceió como ninguém. Foi governador duas vezes, exerceu um mandato de deputado federal – e não se elegeu senador porque a Justiça Eleitoral inviabilizou seu projeto com esse objetivo – mas começou sua carreira como vereador e prefeito de Maceió, após ter cumprindo um mandato de deputado estadual. E ninguém conhece mais a cidade e sua gente do que vereador e prefeito.

Tem a seu favor, por isso mesmo, a simpatia e o apoio dos que de alguma forma foram assistidos, mormente, durante sua passagem pela Prefeitura da capital e pelo governo do Estado, valendo ainda lembrar de sua vigorosa participação nos plenários da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados em Brasília.

É dizer que está fácil? Não, e Lessa sabe disso. Experiente, protagonistas de muitas lutas com vitórias e reveses, o líder do PDT alagoano sabe que uma disputa como a deste ano em Maceió exige, por parte dele em especial, um poder de convencimento muito forte. Lessa deve transmitir aos eleitores a mensagem de que já fez muito e pode fazer ainda mais – uma bandeira envolvente, sem dúvida – porém precisa, também, desfazer a ideia de que está concorrendo a um cargo que já exerceu (um cargo de largada para alguém com sua história) apenas para se manter vivo da política. Seus adversários, com certeza, atacarão esse flanco.

Em relação a Alfredo Gaspar e JHC, será concorrente com um discurso voltado para quem já fez e quem pretende fazer. Poderá dizer que o ‘experiente’ é mais seguro do que a ‘experiência’.

 

 

 

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