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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Os avanços superam as picuinhas políticas. Com certeza.

29/12/2019 09:34

O Brasil tem motivo para comemorar o ano que está se despedindo. Não foi, claro, uma viagem turística, um passeio inesquecível, uma aventura deliciosa. E nem poderia ser com o ambiente político tenso, um pós-eleitoral marcado pela ruptura de um predomínio partidário hegemônico. Mas o país andou, houve avanços importantes, embora a mídia tenha se preocupado mais com as picuinhas do jogo político arrastado e inconsequente.

A reforma da Previdência, por exemplo, foi um grande avanço. Nos últimos 20 anos, o sistema previdenciário explodiu. Benefícios de mais para contribuição de menos. Lula conseguiu taxar os inativos, mas não foi fácil. Desarrumou a bancada do PT no Congresso. Dilma só conseguiu emplacar o sistema 85/95,  sem idade mínima. E o essencial era um limite etário para impedir aposentadorias aos 50 anos de idade. Temer tentou, mas foi só. Bolsonaro, afinal, fez a reforma, a mais ampla e profunda possível, mas sem incluir estados e municípios, o que deverá ser sacramentado com a PEC Paralela.

Com o novo sistema previdenciário, gradativamente o governo deixará de desviar dinheiro para cobrir o déficit bilionário do setor. Os recursos, então, irão para saúde, educação, segurança... Um avanço extraordinário refletido no alto grau de confiabilidade dos investidores. A Bolsa de Valores prova isso. A retomada do investimento na cadeia produtiva prova isso.

Também houve avanço no combate à corrupção com aprovação do projeto anticrime de Sérgio Moro, o ministro incluído entre as 50 personalidades da década (não do ano) pelo insuspeito e consagrado Financial Times. Pena que Bolsonaro não tenha vetado a figura excrescente do tal ‘juiz de garantias’. Absurdo.

Para o ano Novo, ano de eleições municipais, espera-se que o Congresso aprove a reforma tributária. Não para arrecadar mais, que o povo não aguenta, mas para simplificar o sistema. E fazer correções pontuais. O Imposto de Renda requer mudanças, mormente a criação de mais alíquotas. Não é justo que o contribuinte com renda de R$ 5 mil pague o mesmo que um privilegiado com salário de R$ 30 mil, R$ 40 mil. Bolsonaro precisa conter a obsessão arrecadatória de Guedes. O ministro da Economia é tão insaciável quanto socialmente insensível.

CORINTHO DA PAZ APOSTA NAS REDES SOCIAIS

Corintho Campelo da Paz trabalha intensamente preparando o terreno para disputar a Prefeitura de Maceió, pelo PDT de Ronaldo Lessa. E aposta na influência das redes sociais, inspirado no exemplo de Bolsonaro na eleição presidencial. Lembrando que Corintho já administrou Maceió – foi prefeito por 10 meses.

 

UM CENÁRIO RARÍSSIMO ESTÁ SE DESENHANDO

A partir de 2023, a representação política de Alagoas no Congresso Nacional deverá exibir uma composição raríssima: pai e filho exercendo o mandato de senador. No caso, Renan Calheiros e Renan Filho. Até 2028 havia um pai senador e um filho deputado, no caso, Biu de Lira e Artur Lira.

 

MARCELO VICTOR PARA VICE-GOVERNADOR?

Marcelo Victor vice-governador? É o que se especula nos bastidores da Assembleia Legislativa, que o deputado de Palmeira dos Índios preside. Analistas lembram a excelente relação de Victor com o governador Renan Filho. E acham que essa seria uma boa hora para Luciano Barbosa estrear como concorrente a um mandato eletivo. Deputado federal? Estadual?

 

DOIS CAMINHOS PARA LUCIANO BARBOSA

A se levar em conta o seguinte: pela legislação vigente, Renan Filho terá de renunciar ao cargo em abril de 2022 para poder disputar o mandato de senador. Diante disso, Luciano Barbosa se efetivará como governador. Ou renunciará, também, para disputar as eleições, abrindo caminho para a eleição de um governador-tampão, com mandato de mais ou menos oito meses.

 

A CONSAGRAÇÃO QUE ‘BLINDA’ SÉRGIO MORO

A eleição de Sérgio Moro para compor a galeria das 50 personalidades da década (único do Brasil na seleção do Financial Times) não apenas ‘absolve’ o ministro, das imputações dos adversários, como lhe serve de blindagem ética. Trata-se, em verdade, da maior derrota sofrida pelos que tentam desacreditar Moro por haver condenado o petista Lula da Silva.

 

IANQUE COMBINOU USO DE MENSAGENS ROUBADAS

E atenção: a Polícia Federal obteve prova material de que o interceptador Glenn Greenwald manteve conversa com os hackers que roubaram mensagens de procuradores da República e do juiz Sérgio Moro. Interceptador, para deixar mais transparente, é o sujeito que adquire, esconde ou guarda objetos furtados.

 

UM ANO NOVO DE PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE!

Aos amigos, leitores, anunciantes – transmito aqui meus votos de um Ano Novo de muita Paz, Saúde e Prosperidade. E segurança. Na esperança de que, com Jesus no comando da grande nave, tenhamos todos um 2020 e muitas conquistas e notícias positivas.

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O verdadeiro foco da prisão em segunda instância

19/12/2019 18:07

A mudança de posição do Supremo Tribunal Federal sobre a prisão em segunda instância mexeu com a sociedade, gerando ondas de críticas e manifestações contra os ministros do STF, mas não só. Alcançou, também, a confiabilidade de empresários, de investidores estrangeiros que andam com uma lupa buscando enxergar inconsistências na estrutura da segurança jurídica.

É fácil entender o que pensam estrangeiros que, endinheirados, desejam investir por aqui, abrir empresas, comprar e ampliar fábricas e indústrias já existentes, apostar na economia nacional. “É seguro trazer dinheiro para um país onde um fator tão importante, como a regra da prisão de um criminoso, muda ao sabor dos humores dos ministros da Suprema Corte?”. Não é.

E não poderia ser, porque, por trás da discussão sobre se um princípio legal deve ou não ser prevalente, impõe-se considerar, de forma crucial, o que isso significa. A questão da ‘segunda instância’ não abrange, a rigor, crimes comuns como assaltos, estupros, latrocínios. Atinge, precipuamente, os delitos de natureza financeira. Traduzindo: desvios de dinheiro público.

Então, num país onde uma mega operação chamada de Lava-Jato desmantelou esquemas de rapinagem de muitos bilhões de reais, envolvendo grandes empresas estrangeiras e até chefes de estado, paira o justificado temor de que a supressão de uma regra como a do cumprimento de pena após condenação em segunda instância favoreça e estimule a impunidade, pondo em risco, obviamente, os investimentos feitos por quem ingressa no mercado brasileiro para operar com transparência e honestidade.

Isso é emblemático. A Lava-Jato não caça nem investiga pistoleiros nem traficantes. Seu foco são empresários, políticos e agentes de governo que agem como organizações criminosas desviando dinheiro oriundo dos impostos pagos pelo povo. Talvez por isso, a volta da prisão em segunda instância tenha mobilizado tão intensamente o Congresso Nacional, sobretudo depois dos protestos da sociedade com a malfadada decisão do Supremo Tribunal.

 

NÃO TEM ESTADO LIVRE DA NOVA PREVIDÊNCIA

O governo Renan Filho fez o que os demais governadores ou fizeram ou terão de fazer: a reforma previdenciária ajustada à reformulação feita pelo governo federal. Mais: só está livre para escalonar o reajuste da contribuição previdenciária do servidor o estado que não tiver déficit no setor. Tem algum?

 

O PRÓPRIO LULA TAXOU OS APOSENTADOS

Lembrando: Lula taxou os aposentados e Dilma fixou o sistema de 85/95 (soma de idade com tempo de contribuição) para aposentadorias de mulheres e homens. E a reforma de Temer, ampla e profunda, não saiu porque o presidente foi denunciado e perdeu influência junto ao Congresso.

 

EM DEFESA DO RESPEITO E DA FÉ

Quem tem arte, exibe arte. Quem não tem, faz palhaçada como esse tal grupo ‘Porta dos Fundos’ (nome emblemático, por sinal). A ofensa a Jesus, no ‘filme’ desses palhaços, merece uma única resposta: boicote à Netiflex ao próprio grupo e a quem patrocina esse tipo de apelação rasteira e afrontosa à fé religiosa.

 

 

QUEM FALA SOBRE ‘DESVIO DE CARÁTER’

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, afirma que “quem apoia o presidente Jair Bolsonaro tem desvio de caráter”. Um alagoano adepto do capitão devolveu na bucha: “Se tem desvio é porque tem caráter. Agora, não existe solução, nenhum remédio, para o sujeito sem caráter”.

 

PESQUISA DO DATAFOLHA E OUTRAS PESQUISAS...

Enquanto pesquisa Datafolha (do Grupo Folha, que adora Bolsonaro...), mostra o presidente em situação crítica, sondagens independentes publicadas pela Veja e pela CNI mostram o capitão em alta junto à população e ao empresariado, respectivamente.

 

CADA GESTO, CADA ATO, TEM UMA RAZÃO DE SER

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer retardar volta da prisão em segunda instância alegando que uma PEC oferece mais segurança jurídica. Seu colega do Senado, Davi Alcolumbre, tem o mesmo discurso. Traduzindo: ambos respondem a processos no Supremo Tribunal Federal por improbidade administrativa.

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O caminho natural do PT em Alagoas

05/12/2019 13:04

Não se trata de estratégia, projeto, plano ou coisa do gênero. É o caminho óbvio a ser percorrido: derrotado nas eleições gerais do ano passado, o Partido dos Trabalhadores tem mais é que se lançar na batalha eleitoral do próximo ano. E não como coadjuvante, como fez em pleitos passados, mas com candidatos próprios. Será um esforço de reerguimento, agora com Lula em liberdade, em busca de espaços perdidos. O PT não se acabou, nem com a prisão do principal líder e ex-presidente da República, nem com a derrota de Fernando Haddad para Jair Bolsonaro. O partido criado no início da década de 1980 continua com uma estrutura forte. Está bem representado na Câmara Federal e no Senado e comanda alguns e estados e muitos municípios. Tanto pela sobrevivência quanto pela necessidade de expansão, cabe-lhe escolher bons nomes para a batalha nas urnas municipais.

O próprio Lula recomenda que as lideranças petistas se organizem e lancem candidatos próprios principalmente nas grandes cidades. Tradicionalmente, o PT se sai bem nas disputas eleitorais em importantes capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife. Mas a campanha de 2020 servirá, sobretudo, para recompor o patrimônio ético e moral do partido, resgatando-o do profundo desgaste sofrido em meio ao processo do petrolão. Nesse sentido, parece crucial, mas imperioso, aos líderes petistas a adoção de um discurso de humildade e de reconhecimento de erros cometidos. O momento não comporta arrogância.

Aqui, o comando estadual petista anuncia o intento de concorrer à sucessão de Rui Palmeira, mas sem comprometer a aliança com o MDB. Ricardo Barbosa, presidente regional, deseja disputar a Prefeitura e deve obter o apoio partidário. Legítimo e natural, já que a eleição, tudo indicará, será decidida em dois turnos. Servirá para o PT avaliar o seu nível de aprovação popular, mas também difundir o discurso nacional já voltado para a sucessão presidencial de 2022. Ao final, o partido terá se exercitado no campo da luta eleitoral sem melindrar a estratégia de composição com o MDB para a disputa decisiva do segundo turno.

 

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Responda: a culpa é do Supremo? Somente do Supremo?

25/11/2019 17:01

Por que será que o Supremo Tribunal adota decisões que parecem coloca-lo acima de tudo e de todos? Estaríamos assistindo ao início de uma ‘ditadura do judiciário’? Um ministro pode invadir a privacidade financeira de 600 mil cidadãos? Compete ao Supremo decidir se os criminosos podem ou não iniciar o cumprimento de pena após condenação em segunda instância?

Não, não se trata de ditadura nenhuma. Os ministros do Supremo tomam decisões arrogantes e absurdas porque alguém não está fazendo sua parte. Quem? O Congresso Nacional. Eleito com uma renovação incrível no Senado, o novo Parlamento ainda não entendeu que deve governar para e pelo povo. E que matérias como a da prisão em segunda instância são da sua alçada.

Traduzindo: se deputados e senadores – de ontem e de agora – tivessem votado e aprovado uma, das várias propostas de emenda à Constituição, alterando a redação do artigo que trata de ‘presunção da inocência’, os ministros do Supremo não teriam tido a chance de decidir pela soltura de quase cinco mil criminosos – muitos deles de grosso calibre no terreno da corrupção - sob a suspeita inafastável de que tomaram tal decisão para beneficiar um ex-presidente da República.

Compete ao Congresso – Câmara e Senado – decidir. Não são os ministros do STF, mas os deputados e senadores que elaboram as leis e os códigos e, acima disso, a própria Constituição. Se a Carta Maior contém falha e precisa de correção, que seja emendada. Sem exageros, sem rompantes como o do presidente do Senado que sugeriu uma Constituinte para sanar a questão da 2ª instância. Isso não é solução, é evasiva. Proposta inútil, sem nenhuma chance de ser aprovada e posta em prática.

A maioria congressual é contra a prisão após condenação em 2ª instância? Então, que demonstre. Votando. É menos intolerável postar-se contra a sociedade por meio de uma ação – uma decisão plenária sobre a mudança na Constituição – do que pela via insidiosa da omissão. O Supremo erra, de forma deliberada, mas erra porque o Congresso transfere a própria responsabilidade.

 

OS TOLINHOS E A CASQUINHA DO BOLSA FAMÍLIA

O Bolsa Família é a reunião do vale transporte, vale gás, vale alimentação e bolsa escola – todos criados por FHC. O milagre da transformação coube ao mago Luiz Inácio, o Lula. Depois, projeto de Aécio Neves fez do Bolsa um programa de estado (não mais de governo). Bolsonaro criou o 13º dos bolseiros. Agora, o tolinho Rodrigo Maia quer inseri-lo na Constituição...

 

COLLOR E O IMPEACHMENT DE JAIR BOLSONARO

Sem corrupção e sem crime de responsabilidade, não há como destituir Bolsonaro. Em entrevistas, o senador Collor anda prevendo a queda do presidente. Bom, no caso de Collor houve denúncia de corrupção envolvendo seu tesoureiro PC Farias. No caso de Dilma, crime de responsabilidade. E no de Bolsonaro?

 

NOVO PARTIDO: COM ASSINATURA ELETRÔNICA?

O anúncio da criação de um novo partido, à frente Jair  Bolsonaro, já causa intensa reação dos adversários, Não tanto por se tratar do ‘partido do presidente’, mas porque os organizadores estão querendo coletar assinaturas eletrônicas. Temem pelo tsunami de filiados digitais espalhados por todo o país.

 

INALDO SAMPAIO – JORNALISTA E GRANDE AMIGO

Faleceu no Recife o jornalista Inaldo Sampaio. Consagrado analista político, assinou coluna no Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco. Em 1989, foi meu companheiro de viagem a Portugal. Com outros colegas do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, participamos de uma Conferência Internacional sobre Língua Portuguesa, em Lisboa. Profissional de primeira linha, Inaldo Sampaio também era um amigo gentil e atencioso.

 

A MALÍCIA POR TRÁS DA OBVIEDADE...

Manchete do antigo diário Gazeta de Alagoas: “Empréstimo feito por Renan Filho vai todo para empreiteiras”. Ora, e deveria ir para quem? Ou não são as empreiteiras – empresas de construção – que constroem as rodovias, escolas, postos de saúde, hospitais, sistemas de abastecimento de água, acessos rodoviários e tantas outras obras que o governo alagoano vem inaugurando?

 

ANO DEVE FECHAR COM 1 MILHÃO DE EMPREGOS

De vento em popa, o mercado de trabalho brasileiro continua crescendo: foram criados mais de 70 mil empregos com carteira assinada, em outubro. No ano, já são quase 900 mil postos de trabalho. Como falta contabilizar novembro e dezembro, a previsão é de que o governo Bolsonaro registre, em seu primeiro ano, a geração de 1 milhão de empregos formais.

 

EQUATORIAL EM AÇÃO NA RUA ARI PITOMBO

Após matéria do Primeira Edição sobre a constante falta de energia na Rua Ari Pitombo, no Trapiche,  Equatorial enviou duas equipes para solucionar o problema. Não houve troca do transformado (que seria a causa dos apagões), mas pelo menos na semana que passou não se registrou nem queda de corrente.

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Será o fim da 'farrinha municipal'?

13/11/2019 15:25

Provavelmente, não. Volta e meia, o tema ressurge, enseja discussão, mas não evolui. Cai no esquecimento. Agora, o governo Bolsonaro tenta, por meio de emenda constitucional, transformar algumas centenas de municípios em distritos. Seria o retorno à condição original dessas cidades que não têm como se manter e sobrevivem graças a uma verba constitucional chamada Fundo de Participação dos Municípios, o popular FPM.

A Proposta de Emenda à Constituição, encaminhada ao Senado, não fala em decisão popular, mas o presidente assegura que só haverá mudança – incorporação das cidades miúdas a centros urbanos maiores, vizinhos – se a população assim decidir. Seria através de plebiscito, consulta popular direta, ou referendo, instrumento pelo qual o povo diz se concorda ou não com uma decisão prévia do Poder Legislativo. Até lá, muita discussão, muito debate, muitas opiniões prós e contras.

O fato: o Brasil tem municípios demais. São cerca de 5.700, sendo que, estimativamente, mil destes sobrevivem à base de ‘doações’. São cidadelas, lugarejos, sem comércio, sem indústria, sem turismo, sem agricultura, enfim, sem meios de produção e de sobrevivência financeira. Não têm IPTU nem ISS. A rigor, são mantidos por cada um dos brasileiros, de outras cidades e dos outros estados, pois é aí, na força do conjunto, que se forma o bolo tributário fatiado para todos a título de FPM.

O interesse: transformar lugarejo, distrito, em município – sem condições essenciais para tanto – não melhora a vida de seus habitantes. Atende, apenas, ao interesse do chefe político que, graças a um projeto legislativo, de repente se vê transformado na figura de ‘prefeito’. O dinheiro que entra não vira calçamento, posto de saúde, escola, quadra esportiva, praça, simplesmente porque só dá para pagar os salários do prefeito, dos secretários e vereadores. Além dos servidores, escolhidos a dedo.

Não há rigor nesta análise, é a pura realidade. É grande, enorme o número de cidades sem as mínimas condições de se manter como cidades, cujos chefes políticos não conseguem obras para melhorar a qualidade de vida do povo, mas sabem carrear o voto dessa gente para eleger seus aliados com assento nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

 

GERAÇÃO DE EMPREGO EM ALAGOAS

Em plena crise de emprego em todo o País, Renan Filho comemora: atualmente, a obra do Viaduto da Polícia Rodoviária emprega 180 trabalhadores. Até dezembro serão mais de 400 e, na fase final, a partir de fevereiro, cerca de 500 alagoanos estarão trabalhando na execução do grande projeto viário.

 

G-1 NÃO ESQUECE O SENADOR RENAN CALHEIROS

A turma da Globo sabia que a PF, com autorização do STF, havia notificado inúmeros políticos para prestar esclarecimentos sobre a delação de Sérgio Machado. Apesar disso, o G-1 deu registrou o fato expondo de forma deliberada o nome do senador Renan Calheiros, junto com Eduardo Braga. Somente depois foi feito novo texto com fotos mostrando outros intimados.

 

ALE CONCEDE CIDADANIA A ISMAEL PEREIRA

Em justíssima homenagem, a Assembleia Legislativa acaba de conceder o título de Cidadão Honorário de Alagoas ao ex-deputado estadual Ismael Pereira de Azevedo. Artista plástico, natural de Sergipe, Ismael foi um dos parlamentares responsáveis pela elaboração da atual Constituição de Alagoas, promulgada em outubro de 1989. O título foi proposto pelo deputado Inácio Loiola, filho de Piranhas e líder político no Sertão alagoano.

 

UMA AMEAÇA À LIBERDADE DE PENSAMENTO

A cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro – proposto pela esquerda à Comissão de Ética da Câmara – seria uma afronta ao princípio constitucional do direito à liberdade de opinião. O filho do presidente sequer defendeu a reedição do AI-5, apenas o mencionou ao desenvolver um ‘raciocínio hipotético’.

 

O DISCURSO DE LULA FORA DA CADEIA

Lula ainda tem sete processos nas costas, pode voltar à prisão, mas deixou a cadeia com a afoiteza de sempre, convocando manifestações e pregando que a militância de esquerda faça, aqui, o que está sendo feito no Chile. Ou seja, ainda sob o efeito desgastante do cárcere, Lula parece não ter nenhuma ideia do que está propondo...

 

SUPREMO PASSA A BOLA PARA O CONGRESSO

Não há como enxergar que a decisão dos ministros do Supremo tenha tido outra motivação, senão permitir a soltura de Lula. E coube ao ministro que um dia atuou como advogado do PT (o presidente Dias Toffoli) dar o voto decisivo. Mas, logo a seguir, O Dr. Toffoli jogou a bola para o prédio vizinho: “O Congresso pode resolver isso”.

 

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Primeira Edição © 2011