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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

O presidente bem que poderia se impor uma leve 'correção postural'

18/02/2020 14:01

O presidente Jair Bolsonaro tem e alimenta um defeito crônico: o de falar sem pensar. Diz o que lhe vem à mente e só depois se dá conta de que falou o que não devia. São tantas as reconsiderações que uma das expressões mais usuais da mídia atualmente é ‘Bolsonaro recua e’... Poderia ser açodamento, erro no improviso, descuido, dificuldade de contato com jornalistas, mas não é. O presidente é que parece gostar do que diz e como de diz.

Ultimamente, ele até ensaiou mudança de postura. Durante um contato com repórteres à saída do Alvorada anunciou ruptura. Disse que a imprensa só quer saber de massacrá-lo, distorce o que ele fala, retira frases do contexto para criticá-lo, e que, por isso, decidiu não falar mais aos emissários da mídia. Três dias depois, de novo à saída do Palácio da Alvorada, lá estava o presidente tentando se desvencilhar dos cutucões dos repórteres.

Poderia não ser assim, se o Capitão percebesse o óbvio: os repórteres o procuram para cumprir pautas de seus editores que, por seu turno, excutam a orientação das empresas. E o fato público e notório é que, nesse momento, nenhum veículo da imprensa nacional está interessado em noticiar as coisas boas do governo. A ordem é pintar o cenário com tinta chumbo, carregada. Quando sai um resultado positivo, ligado ao governo, noticia-se, sim, porém com um ‘mas’ no título... A adversativa anula o conteúdo válido. Exemplo: “Desemprego cai, mas ainda existem 11 milhões sem trabalho”. Tão fácil perceber isso...

Ora, a ‘grande mídia’ perdeu bilhões de reais com Bolsonaro no governo. Só o Grupo Globo embolsava meio bilhão por ano, na era petista. Comparando, os gastos atuais com propaganda são irrisórios. Então, querem que a imprensa reaja como?

Caberia, pois, ao presidente mudar sua ‘estratégia’: nada de bate-papo (ou bate-boca) com repórteres instruídos para provocá-lo, embaraçá-lo e até para distorcer o sentido de suas palavras. Assim fazendo, a fala presidencial que a mídia viesse a reproduzir não passaria de ficção. Os repórteres não buscam conversa. Querem qualquer coisa que possa expor o presidente e diminuir o governo. Só assim acham que Bolsonaro sentirá o ‘peso’ dos veículos.

 

JORNALISMO POLICIAL NAS DÉCADAS DE 70/80

Não existiu ‘jornalismo romântico’, na década de 1980, quando Jeferson Morais começou a atuar no batente. Não aqui, em Alagoas. Pelo contrário: o Jornal de Alagoas denunciou todo tipo de violência – grupos de extermínio, esquadrão da morte, queimas de arquivo – e travou verdadeira guerra com a Segurança Pública, à época comandada pelo empedernido coronel Amaral.

 

CONFRONTO DO JÁ COM A SEGURANÇA PÚBLICA

Foram anos literalmente de chumbo. Assassinaram o jornalista Tobias Granja com um tiro na nuca em plena Rua das Árvores. O repórter fotográfico Jacaré (irmão do folclórico Demétrius) foi preso por seguir o camburão da Polícia numa operação em que se tentou proibir cobertura jornalística. A guerra declarada entre o lendário Cabo Henrique e os irmãos Ernesto e Paulo Calheiros encharcava de sangue as páginas policiais do velho JA.

 

DOIS ‘FUROS’ ANTOLÓGICOS MARCARAM ÉPOCA

O Jornal de Alagoas, que editei durante 15 anos (de 1978 a 1993) liderou a cobertura policial na violenta década de 80. Noticiamos com exclusividade a morte de Ernesto Calheiros (morto a tiros pelo Cabo Henrique na Av. Siqueira Campos), e demos em primeira mão, também, a execução do prefeito de Santana do Ipanema, Adeildo Nepomuceno, líder político regional. Dois ‘furos históricos’. Não era romantismo, era bala, mesmo!

 

SEM BARULHO, O DESEMPENHO DO SENADOR RENAN

A longevidade congressual e a glória dos altos postos ocupados no Congresso da República em nada arrefeceram o ânimo de Renan Calheiros. Estudo do site Metrópoles mostra que o senador do MDB alagoano foi o campeão em produtividade na Casa, com aprovação de 21% dos projetos apresentados (14 ao todo). Para se ter uma ideia do que isso representa, Fernando Collor obteve produção zero, segundo o levantamento do Metrópoles.

 

EFEITO VIRAL DO ENSINO SUPERIOR À DISTÂNCIA

O ensino à distância, a coqueluche do momento, chegou ao mercado universitário e está abalando as estruturas do tradicional ensino presencial. O custo é infinitamente inferior, o que tem ‘aspirado’, para esses cursos online, alunos de faculdades com nome e história. É um dos efeitos revolucionários da internet agitando a educação superior.

 

PRESIDENTES DOS TJs VÃO SE REUNIR EM MACEIÓ

No período de 19 a 21 de março vindouro, Maceió vai sediar o 120º Encontro do Conselho dos Tribunais de Justiça. Trata-se de um grandioso evento irá reunir os presidentes de todas as cortes de Justiça do Brasil para troca de experiências e discussão de fórmulas que possam melhorar o desempenho do Judiciário.

 

DENÚNCIA ATINGE SENADOR CIRO NOGUEIRA

A Procuradoria-Geral da República acaba de apresentar denúncia contra o senador Ciro Nogueira no Supremo Tribunal Federal. É mais uma bomba no cenário político nacional. O piauiense Nogueira preside o PP (partido de Benedito e Artur Lira) e é acusado de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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O verdadeiro concorrente do presidente Bolsonaro

05/02/2020 14:24

 

Ao final do primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro, ficou muito claro, cristalino, que a grande liderança brasileira da atualidade chama-se Sérgio Moro. O ministro da Justiça conquista

as pessoas pelo que diz – e tudo que diz procede de reflexões, do conhecimento de causa e de convicções – mas, sobretudo, pelo que faz. Por isso todas as pesquisas divulgadas ao longo de 2019 mostraram Moro com mais de 75% de aprovação popular.

Isso significa que não é Lula, nem qualquer de seus postes, não é o buslesco Ciro Gomes ou mesmo uma eventual ‘liderança emergente’, como João Doria, que faz sombra a Bolsonaro – um presidente irrequieto, boquirroto, que já nos primeiros meses do mandato começou a falar em..., isso, em reeleição.

Bolsonaro até seria uma opção viável para a sucessão de 2022, não fossem as confusões que ele se habituou a fazer e as medidas que, como presidente tem adotado de forma açodada e precipitada, obrigando-se, o tempo todo, a recuar disso e daquilo. Não fossem, também, as posições que assumem em defesa dos filhos, a exemplo de manutenção da figura do ‘juiz de garantias’ no projeto anticrime de Moro – algo que contraria frontalmente a opinião pública, mas atende ao interesse pessoal de Flávio Bolsonaro, o senador acusado da tal ‘rachadinha’ nos tempos em que era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Tudo isso é fato e serve justa e precisamente para polir e dimensionar a figura de Sérgio Moro. O presidente sente isso e logo se dará conta de que vai precisar ‘se livrar’ de seu ministro mais importante, única condição previsível para tocar adiante seu projeto – um desafio – de repetir o mandato presidencial.

Como fazê-lo? No final do ano que se inicia um novo ministro terá que ser escolhido para suceder Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. Será uma ótima chance de emplacar Moro na Suprema Corte, tirando-o de vez de seu caminho rumo à reeleição. Apesar das conhecidas objeções, o Senado deverá sancionar a escolha do ex-juiz da Lava-Jato. Outro ministro do STF, Celso de Mello, será substituído em julho de 2021.

Será mais uma vaga para um ministro contrário ao trio Gilmar-Lewandowski-Tóffoli, mais previsível reforço para a Lava-Jato.

 

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Acima de qualquer discussão

22/01/2020 12:18

O controle da criminalidade, em Alagoas, está muito bem descrito no balanço anual apresentado pelo governo na 1ª segunda-feira (6) do Ano Novo, mas há algo muito mais significativo do que os números oficiais exibidos: a sensação de mais segurança que tomou conta do alagoano em geral e do maceioense, em particular, nos últimos anos.

Oito dez anos atrás, as pessoas transitavam com medo, sobressaltadas, até mesmo nas áreas centrais de Maceió, onde há um policiamento inercial, não só pelo funcionamento do comércio, bancos e instituições públicas, mas também pela presença da própria Polícia Militar sediada no Quartel Geral localizado na antiga ‘Praça da Independência’.

Batedores de carteira, ladrões de celulares e autores do ‘saidinha de banco’ atuavam com desenvoltura nos limites do perímetro central, sem darem a mínima para o ineficaz policiamento de então. Esse cenário triste de insegurança individual e coletiva começou a mudar em 2015 quando Renan Filho assumiu o governo e colocou o procurador de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, na Segurança, então chamada de Defesa Social.

Alfredo Gaspar encarou a bandidagem e pôs a Polícia para atuar como deve: sem contemplação, com a energia necessária, respeitados, claro, os limites da lei. Quase três anos depois, quando o coronel Lima Junior assumiu o comando da SSP (por decisão do Supremo Tribunal, procurador de Justiça perdeu o direito de atuar em cargos do Poder Executivo), Alagoas já havia ‘perdido’ a liderança da criminalidade nacional. Desde então, só houve avanços, com queda contínua de homicídios, ataques a bancos, roubos de cargas no interior, assaltos nos coletivos, invasões de residências, saidinha de bancos, dentre outros. Muitos bandidos egressos de Pernambuco, Paraíba e Sergipe fugiram.

Importa, porém, lembrar que o governador Renan Filho não se sente ‘realizado’. Na apresentação do balanço anual da violência, ele disse que a meta para 2020 é reduzir os crimes em 10%. Não é fácil, como disse, perder peso quando já não se é obeso. Mas a disposição de luta mostra o diferencial do seu governo.

 

HERANÇA VELHA E GESTÃO ACIMA DO ESPERADO

Assessores do governo do Estado fazem uma avaliação que tem tudo a ver: os problemas estruturais enfrentados pelo governador Renan Filho constituem um legado dos governos nos últimos 40 anos. Eles lembram que, apesar da herança e da crise, RF ‘faz uma gestão muito acima das expectativas, reconhecida até pela oposição e criticada apenas pelos adversários gratuitos’.

 

LIRA DE OLHO NA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Mesmo enfrentando denúncias de caixa dois e recebimento de propinas, o deputado Artur Lira, líder do PP, se mantém firme com seu projeto de chegar à presidência da Câmara Federal. O objetivo, avalia, seria conseguido com o respaldo do presidente Rodrigo Maia, que Lira apoiou na disputa do ano passado.

 

TÁXI-LOTAÇÃO SUGA PASSAGEIROS DE COLETIVOS

Se a SMTT fiscalizasse com rigor, o funcionamento insidioso do chamado táxi-lotação seria inviabilizado nas ruas de Maceió. O efeito seria um considerável aumento da receita das empresas dos coletivos urbanos da capital. Muitos taxistas atuam em pontos fixos ou circulando em busca de passageiros, Muitos, também, vivem sugando usuários nas paradas de ônibus.

 

DEPUTADO QUER MAIS GRATUIDADE EM ÔNIBUS

Projeto de lei do deputado Dudu Ronalsa torna gratuito o transporte de guardas municipais e agentes de trânsito nos ônibus intermunicipais. Como o sistema de transporte vive em crise, o parlamentar também deveria indicar uma fonte para compensar a gratuidade. Pois é o excesso de gratuidade, também, que está arruinando o sistema de coletivos urbanos de Maceió.

 

A OBRA DE PETRA ESTÁ INCOMPLETA

Tudo bem que, nascida em ninho comunista, a cineasta Petra Costa tenha se inspirado para fazer o documentário ‘Democracia em Vertigem’ (indicado ao Oscar). Mas a obra ficaria completa (e equilibrada) se a neta de Gabriel Andrade também fizesse uma narrativa sobre o papel da Andrade Gutierrez, empresa de sua família, no fantástico esquema de corrupção do petrolão.

 

SIGILO DA FONTE INSPIRA FICÇÃO JORNALÍSTICA

O conteúdo do livro ‘Tormenta’, da japa Thaís Oyama, é tão verossímil quanto o relato publicado, salvo engano em Veja, de uma conversa do presidente Ernesto Geisel com o general Golbery do Couto e Silva. Só havia os dois no gabinete, e o repórter descreveu até a respiração dos circunstantes. 

 

REGINA DUARTE DEVE ACEITAR CONVITE

Tudo indica, Regina Duarte deve aceitar o convite para a Secretaria Nacional de Cultura. Seguinte: se ele pediu um encontro com Bolsonaro é porque – diz a lógica – topa assumir o cargo. A ‘queridinha do Brasil’ quer, evidentemente, ouvir do presidente que terá liberdade de ação nas ações da Cultura.

 

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Uma solução viável contra aumento dos combustíveis

13/01/2020 17:58

De repente, a ideia luminosa: um fundo para equalizar os preços dos combustíveis. Por que não?

A sugestão sobreveio com a crise entre Estados Unidos e Irã com reflexos altistas na cotação do petróleo. Como, no Brasil, o preço da gasolina, do diesel e até do etanol aumenta o tempo todo, seguindo o mercado externo e a variação do dólar, Bolsonaro concebeu a oportuna ideia de criar um fundo setorial.

É a fórmula, sem efeitos colaterais, capaz de evitar que os combustíveis sacrifiquem ainda mais os proprietários de automóveis. Ou que induzam, mais uma vez, os caminhoneiros a uma paralisação que teria consequências imprevisíveis.

A questão é: o governo não pode interferir na política de preços da Petrobras pelo simples fato de que, o fazendo, afetará a receita da estatal e produzirá fuga de seus acionistas e investidores.

O governo Dilma segurou o preço dos combustíveis e o resultado, no médio prazo, todos conhecem: aumento compensatório e greve dos carreteiros durante o governo de Michel Temer. Um pandemônio se abateu sobre o cotidiano dos brasileiros.

Mas, o fundo em cogitação não deveria ser, apenas, para evitar a explosão dos preços dos combustíveis. Não. Poderia, igualmente, ser usado para livrar os usuários de energia elétrica do pagamento de contas bilionárias às termoelétricas, que garantem o suprimento energético em períodos de estiagem e de queda acentuada dos níveis dos reservatórios das hidroelétricas.

A cobertura dada às termoelétricas atinge pesadamente o bolso dos consumidores, mesmo com a política de diluição dos encargos ao longo de anos. Por isso, seria mais do que justo que o governo de Bolsonaro criasse um ‘fundo energético’ mais abrangente, de modo a evitar a penalização de quem usa energia e combustível automotivo, sabendo-se, obviamente, que nem todo cidadão tem carro, mas todo cidadão usa energia elétrica.

O governo, que sempre acha de onde tirar recursos públicos (como os dois bilhões do fundo eleitoral), saberá onde ir buscar lastro para manter energia e combustível sem altas insuportáveis.

 

UMA CONQUISTA DIGNA DE COMEMORAÇÃO

A redução da violência, em Maceió, pode ser sentida pelas pessoas no cotidiano. Quase já não se houve falar em ‘saidinha de banco’, ataques a postos de combustível e explosão de caixas eletrônicos. Também diminuíram muito os assaltos nos coletivos. No interior recuaram os roubos de cargas e de agências bancárias.

 

MAIS SEGURANÇA SIGNIFICA MAIS TURISMO

E o que é mais emblemático nos avanços da luta contra a criminalidade é a queda da taxa de homicídios. Foram 1.184 assassinatos no ano passado contra 2.417, em 2011. Uma redução superior a 50% em menos de uma década. O boom turístico de Alagoas tem explicação: segurança. O turista hoje se sente seguro ai visitar nosso Estado, ao contrário do que se via há 10 anos...

 

O INIMIGO DO FUNCIONALISMO PÚBLICO

Preocupado, apenas, com arrecadação, Paulo Guedes tende a colocar o funcionalismo público em rota de colisão com o presidente Bolsonaro. A pancada nos aposentados já aconteceu, mas é uma categoria imobilizada. A vez dos servidores ativos está chegando com a reforma administrativa...

 

O DRAMA DE ROGÉRIO TEÓFILO EM ARAPIRACA

Rogério Teófilo lutou bravamente, reduziu despesas, racionalizou gastos, mas não conseguiu livrar Arapiraca da dívida astronômica que herdou ao assumir a Prefeitura em 2017. Servidores com salários atrasados, recorrendo ao Ministério Público e à Justiça, mostra que o déficit orçamentário persiste na capital do Agreste.

Às vezes, na política, é melhor perder ganhando do que ganhar perdendo. Teófilo parece viver esta última situação.

 

TCU QUER REDUZIR GASTOS DE PARLAMENTARES

O Tribunal de Contas da União está de olho no cotão. É o nome dado ao dinheiro gasto pelos congressistas com alimentação, combustível, passagem aérea, telefone, aluguel de veículos etc.

Em 2019, a despesa com esses itens foi de R$ 188 milhões.

 

O RENDIMENTO DA CADERNETA LÁ EMBAIXO

Com o rendimento lá embaixo, a caderneta de poupança está deixando de ser um investimento atrativo. Hoje, uma aplicação de R$ 50 mil rende menos que R$ 150,00. Por enquanto, o poupador está correndo para outras aplicações, mas, de repente, pode acontecer uma corrida para o consumo...

 

VIDENTE PREVÊ MORTE DE DOIS VELHINHOS...

O vidente Rogério Alexandre, o Robério de Ogum, previu a morte de dois ex-presidentes do Brasil, em 2020. Se nenhum morrer, ninguém se lembrará da profecia. Se morrerem dois, o médium vira um deus. Detalhe: José Sarney e Fernando Henrique têm 89 anos e estão doentes. Michel Temer beira os 80. O mais novo, Fernando Collor, já comemorou 70...

 

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Sucessão em Maceió - Alfredo Gaspar poderia esperar para disputar o governo...

07/01/2020 09:54

O cenário da sucessão em Maceió pode até mudar, mas as análises e especulações vão continuar concentradas numa disputa com três fortes opções para o eleitorado, envolvendo a candidatura do deputado federal JHC, pelo PSB, de Alfredo Gaspar, pelo MDB ou um partido aliado, e do candidato apoiado pelo prefeito Rui Palmeira, que prefere um nome do PSDB.

João Henrique Caldas é candidato declarado desde a eleição de 2016, vencida por Rui, e na qual ele – JHC – ficou em terceiro com votação positivamente surpreendente. O deputado tem o apoio do senador Rodrigo Cunha, presidente regional do PSDB.

Rui Palmeira não apoia (nem apoiará) JHC por considerá-lo um adversário, avaliação que se sedimentou já na campanha de 2016. O prefeito entende, inclusive, que o PSDB comanda o Município e deve naturalmente apresentar o seu próprio postulante. Correto.

No bloco liderado pelo MDB, do governador Renan Filho e do senador Renan, o nome em destaque – e não de agora – é o do procurador de Justiça Alfredo Gaspar Mendonça. É o ‘possível’ candidato mais comentado, mas especulado pela mídia, mas sua candidatura é apenas ‘um projeto ainda sem definição’.

A questão a considerar é que Alfredo Gaspar estaria para Alagoas, hoje, como Sérgio Moro para o Brasil. Portanto, com estatura bem acima de possíveis concorrentes a uma eleição em Maceió. A avaliação da Coluna, por exemplo, é de que Gaspar tem potencial para disputar o governo, numa batalha de alto nível. Isso, aliás, deveria ser objeto de uma pesquisa qualitativa para orientar melhor o comando do MDB. Simples: o eleitor que apoia e quer Alfredo Gaspar no governo pode não assimilá-lo como prefeito.

Uma das alternativas, do MDB, seria lançar Maurício Quintella, ex-ministro e ex-deputado federal ‘bom de urna’, tanto que em 2018, na corrida ao Senado, ficou em terceiro (atrás de Rodrigo Cunha e Renan, os eleitos) colocando quase 130 mil votos à frente do então senador Benedito de Lira, decano da política estadual. O MDB poderia até se compor para apoiar JHC, indicando o candidato a vice-prefeito, numa aliança com retorno traduzido em apoio a Alfredo Gaspar na sucessão de 2022.

Por que não?

 

EM VIGOR, A LEI DO ABUSO DE AUTORIDADE

Autor da proposta que resultou na Lei do Abuso de Autoridade, que começou a vigorar no final de semana, o senador Renan Calheiros valeu-se do twitter para destacar: “Colaborei para mudar velhos e tristes hábitos. Quanto maior o poder, mais perigoso o abuso”. A nova legislação pune abusos nos poderes e em instituições como Ministério Público e Polícia Federal.

 

O ROLO COMPRESSOR DE RENAN FILHO

Renan Filho deverá manter o ritmo intenso de execução de obras que marcou o primeiro ano de seu segundo mandato. Uma dessas obras será o Hospital Metropolitano de Maceió, com estrutura superior ao celebrado Hospital da Mulher, inaugurado em 2018 poucos antes da entrega da novíssima UPA do Jacintinho.

 

MAIS UM RETROCESSO DO MINISTRO TOFFOLI

Decisão recente do ministro Dias Toffoli abre caminho para que pessoa viva possa ser homenageada com o nome afixado em imóveis públicos. Retrocesso absurdo. Os gestores se sentirão à vontade para estampar em escolas, rodovias, avenidas e outras obras o nome até de pessoas procuradas pela Polícia Federal.

 

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Primeira Edição © 2011