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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

'Diz-me com quem andas, e te direi'....

18/01/2018 16:41

Nesse momento de grave crise ética e moral na política, como deveria proceder o presidente da República, ao escolher seus assessores diretos? Informando-se sobre o histórico pessoal de cada um. Não bastaria avaliar a capacidade profissional, os méritos, a bagagem dos escolhidos. Indispensável, também, saber se estão, se estiveram ou não em débito com a Justiça. Esta seria a postura do governante comprometido com a moralidade: colocar o interesse nacional acima de suas próprias conveniências.

Tal preocupação com a decência, aliás, deveria ser mais presente nos atos de um presidente alçado ao cargo por meio de um processo político que puniu sua companheira e antecessora, justamente, por práticas dolosas incompatíveis com a função.

O presidente Michel Temer, no entanto, não tem dado a mínima para a ética de seus auxiliares. O episódio atual, da deputada convidada para o Ministério do Trabalho, é emblemático. Pensando, unicamente, no apoio do PTB à reforma da Previdência, Temer relevou tudo, inclusive o fato de a petebista Cristiane Brasil ser uma condenada pela Justiça do Trabalho. Com esse tipo de atitude, o sucessor de Dilma conseguiu montar a equipe ministerial eticamente mais vulnerável da História.

José Serra, Aloísio Nunes, Romero Jucá, Moreira Franco, Alexandre Padilha, Geddel Vieira, Marx Beltrão, Cristine Brasil – todos atingidos por denúncias de corrupção. Temer chegou a afirmar que quem fosse denunciado entregaria o cargo, mas desistiu. Quem sabe, acabaria sem ninguém por perto.

Vá ver, o presidente sentiu-se fortalecido depois de escapar de duas denúncias, ignoradas pela Câmara dos Deputados ao custo de bilhões de reais. Talvez isso explique porque Temer preza tanto – mesmo pagando caríssimo por essa atitude – segurar a barra de pessoas ímprobas escolhidas para seu ministério.

O presidente teria se saído melhor se, ao menos, tivesse lido a máxima de Sócrates: “Diz-me com quem andas, e te direis quem és”.

 

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O que salvou Alagoas do caos econômico

08/01/2018 18:05

Nos últimos 20 anos, Alagoas experimentou dois momentos raros de estabilização econômica: em 1998, depois da grave crise enfrentada pelo terceiro governo de Suruagy, e a partir de 2015, com a política de contenção do governador Renan Filho.

Mas são momentos absolutamente distintos. No final do governo Suruagy, vencida a turbulência que começou antes, com epicentro na gestão de Gerado Bulhões, o Estado reentrou nos trilhos por imposição do governo central. Não houve intervenção política, mas Brasília decidiu só liberar socorro financeiro condicionado a um ajuste fiscal extremamente rigoroso.

Os poderes, que até então gastavam o que queriam e mandavam a conta para o Executivo, passaram a sobreviver com duodécimos, como manda a Constituição. Para se ter uma ideia: a despesa mensal da Assembleia Legislativa era de sete milhões e oitocentos mil reais. Caiu para quatro milhões e duzentos mil reais.

A estabilidade, porém, durou até 2011, quando se iniciaram os desmandos do governo Dilma. Em resumo: a política errática da sucessora de Lula desmantelou a arrecadação federal, afetando drasticamente os repasses aos estados e municípios. E a renúncia fiscal deliberada – o preço de sua reeleição – armou a bomba que explodiria nas mãos dos governadores eleitos em 2014.

Renan Filho, apesar de muito jovem, teve visão e pressentiu a hecatombe financeira que os outros julgaram desnecessário fazer: cortou gastos, fechou secretarias, desativou órgãos. E, com ingente esforço, somado à eficiência de George Santoro, secretário da Fazenda, passou a otimizar a arrecadação estadual.

Foi a combinação perfeita: menos gastos e mais receita. O resultado não poderia ser outro: nunca o governo alagoano investiu tanto em segurança, saúde, educação, sistema viário, abastecimento de água e em ações sociais, como a urbanização das grotas de Maceió. Graças a essa política previdente, racional e dinâmica, Alagoas vem atravessando a crise sem sofrer os efeitos dramáticos que assolam diversos unidades federadas.

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O protesto tardio de Rui e o troco do Tribunal de Contas

02/01/2018 14:30

Assunto grave, sério, a denúncia de Rui Palmeira contra a presidente do Tribunal de Contas, Rosa Albuquerque, deve ser analisada sob duas vertentes: o objeto da acusação e a circunstância em que veio a conhecimento do público.

O prefeito acusa a conselheira de reter uma certidão de que a Prefeitura precisa para anexar a um processo visando à obtenção de empréstimos externos. A denúncia é grave, exige o devido esclarecimento de Rosa Albuquerque, mas o prefeito também deve explicação à sociedade maceioense.

Ao acusar a presidente da Corte de Contas, Rui disse que fez o pedido há oitenta dias, sem resposta, e ressaltou que uma certidão dessas se emite em até 48 horas. Depois, irônico, desculpou a conselheira-presidente afirmando que quem manda no Tribunal de Contas é um deputado – Antônio Albuquerque, irmão da acusada.

Bom, compreende-se que o prefeito esteja angustiado, sem recursos e sem meios de cumprir as promessas de campanha.

Mas, se a certidão invocada pode ser expedida em dois dias, por que Rui esperou quase três meses para protestar? Não seria o caso de, já no terceiro dia, diante do atraso, o gestor subir o tom e levar o impasse para a instância competente – o Judiciário?

Para complicar, ao revidar o ataque, a conselheira denunciada fez uma revelação igualmente grave: a Prefeitura estaria se utilizando de certidões emitidas sem trâmite regular e aprovação do TCE, situação que já estaria sendo investigada. Nesse caso, a presidente do Tribunal, de acusada, passou à condição de acusadora.

O protesto público pode ter sido um desabafo do prefeito, que vive seu pior momento na chefia da Municipalidade, mas tanto a acusação, quanto a réplica da conselheira, precisa de explicação cabal e transparente. Resta saber quem deve intervir em busca de uma solução: o Ministério Público ou o Tribunal de Justiça?

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Servidores de Alagoas recebem três salários em trinta dias

11/12/2017 13:39

O governo de Alagoas libera na próxima sexta-feira, 15 de novembro, a folha do 13º salário. Mais de 74 mil servidores públicos poderão sacar a gratificação natalina. Trata-se de ‘simples obrigação’ do Estado, mas no atual contexto de crise e dificuldades financeiras, soa como um privilégio raro.

Poucos estados pagarão o 13º salário dentro do prazo. Apenas alguns depositarão os valores integralmente na conta bancária dos funcionários. E os mais apertados, como Rio de Janeiro, sequer concluíram até agora o pagamento do 13º do ano passado.

Alagoas, projetando-se como uma ilha de exceção no vasto oceano sacudido pela turbulência econômica, dá um exemplo poucos vezes visto na história: o governo cortando despesas e gastando apenas o que arrecada. O nome disso é ajuste fiscal, nome técnico para designar ‘equilíbrio financeiro’.

Poucos se dão conta, mas em apenas 30 dias o governo está pagando três folhas salariais: a de novembro, a de dezembro e a do 13º salário. Algo em torno de 850 milhões de reais.

A gratificação natalina, paga de uma só vez, injetará no mercado quase 300 milhões de reais. Dinheiro que se destinará ao pagamento de dívidas e compras de final de ano. Bom para o servidor, que quita seus débitos, bom para os credores, que recebem seus haveres, e bom para o comércio que vende mais, beneficiando-se inclusive da antecipação do 13º para o dia 15.

E não se trata de um lance ocasional. No ano passado, Renan Filho pagou os salários em dia ao longo dos meses e também antecipou a liberação do abono natalino. Não se tem notícia de que isso tenha ocorrido, aqui em Alagoas, nos últimos 30 anos.

Esse quadro único de equilíbrio e estabilidade tem nome: responsabilidade fiscal. O governo gasta o que tem, o que pode gastar. E só. Quando o governador age assim, o Estado avança e todos se dão bem. É uma lição de Alagoas para o Brasil.

 

FIM DO IMPÉRIO

O leilão da massa falida da Laginha marca o fim de um império. O Grupo João Lyra, com cinco usinas (três em Alagoas e duas em Minas), sucumbiu no abismo de uma crise sem fim.

 

NOVA ECONOMIA

O fato é que o setor sucroalcooleiro deixou de ser o suporte da economia alagoana há muito. Daí porque a derrocada setorial não está produzindo efeitos devastadores. Alagoas mudou.

 

 

DEPUTADOS PRETENDEM MUDAR DE CASA

São três os deputados estaduais que disputarão vaga na Câmara federal: Sérgio Toledo (PSC), Rodrigo Cunha (PSDB) e Severino Pessoa (PSC). Marcelo Victor (PSD) poderá ser o quarto, mas ainda não bateu o martelo. Bom para a prata de casa, que disputará a reeleição livre de uma fortíssima concorrência.

 

TUDO OU NADA

A reforma da Previdência será votada nesta semana, com ou sem voto para aprová-la, por uma questão matemática: se ficar para o ano das eleições, a PEC não terá a menor chance de passar.

 

NÃO ADIANTA

Nem o fechamento de questão garante apoio unânime de partido aliado à PEC da Previdência. A punição máxima ao ‘infiel’ seria a expulsão, isto é, apelação de siglas moralmente decompostas.

 

HELOÍSA PRONTA PARA O GRANDE DESAFIO

A empreitada é difícil, mas o objetivo é plenamente alcançável: Heloísa Helena disputará uma das nove vagas de deputado federal e terá como grande suporte o apoio da presidenciável Marina Silva. Será o grande teste para a dupla que, na eleição passada, não pôde concorrer pela Rede Sustentabilidade, o partido que Marina criou mas, à época, não obteve registro no TSE.

 

COMO ESTOPIM

Induzido por Henrique Meirelles, Temer deve adiar o reajuste do servidor federal para 2019. Não tem nada definido, ainda, mas setores do funcionalismo já discutem paralisações em 2018.

 

DUODÉCIMOS

O governo estadual propôs reajuste de 4,8% no reajuste dos duodécimos dos poderes, mas, com negociação em curso, o valor pode subir para 6%, isto é, abaixo do reajuste dos servidores.

 

O QUE O PSDB GANHARÁ VOTANDO COM TEMER?

Fora do governo, por que o PSDB haverá de fechar questão a favor da reforma da Previdência? Para trombar com a grande maioria da população? A moeda válida seria a liberação de emendas orçamentárias (como na votação das denúncias contra Temer), mas essas já se esvaziaram. Ao menos as dos aliados.

 

GANHOU PERDENDO

Inácio Loiola perdeu a eleição de 2016, mas ganhou. Ganhou porque, se eleito, assumiria uma Prefeitura falida. Em Piranhas, sua terra, e em Marechal Deodoro, onde pensou em concorrer.

MAIS JOGOS

A Prefeitura deve melhorar a mobilidade no Trapiche. Isto porque, no próximo ano, duplicará o número de jogos da Série B, no Rei Pelé, agora com o CSA disputando ao lado do CRB.

 

SEGURANÇA ATRAI MAIS TURISTAS A ALAGOAS

Alagoas volta a viver um boom turístico como na década de 1980. Hotéis lotados, cruzeiros ancorando no Porto de Jaraguá e um número cada vez maior de turistas desembarcando no Aeroporto Zumbi dos Palmares. Tudo isso tem uma explicação: os turistas estão se sentindo mais seguros em Alagoas. O Estado, como se sabe, deixou de liderar o ranking da violência nacional.

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Huck não é bobo - o caldeirão rende bem mais do que o Alvorada

04/12/2017 09:11

Luciano Huck não é um aventureiro político. Poderia, sim, no vácuo de lideranças, no profundo desgaste da classe política, lançar-se candidato à presidência da República. Sairia do nada político para o máximo político. Seria catapultado pelas maquinações dos oportunistas de plantão. E até poderia chegar ao Planalto criando expectativas de salvação nacional. Poderia.

Ao desistir do projeto presidencial em pleno nascedouro, a despeito dos afagos e estímulos vazados nas pesquisas de opinião, Huck fez suas contas e concluiu pelo óbvio: é mil vezes mais lucrativo apresentar seu caldeirão na TV Globo.

A presidência confere fama e poder, mas o salário é ínfimo. Huck embolsa todo mês algo em torno de 1 milhão de reais. Já o salário de Temer não passa de 33 mil, sem descontos. Huck não tem poder, mas vai continuar com fama e dinheiro. Muito dinheiro.

Sua decisão, portanto, não é um gesto de nobreza, nem de sensatez. É mera manifestação de interesse pessoal. O apresentador da TV Globo não é um herói, nem mesmo líder popular. Por isso, não há porque reprová-lo. Sua escolha foi racional: preferiu ficar com o salário milionário a exercer o poder com direito a uma poupança mínima mensal.

Collor recebia uma mesada da Organização Arnon de Mello, além do subsídio de governador. Fernando Henrique era professor e ganhava como senador. Lula vivia como sindicalista. Para esses, portanto, a presidência representava fama, poder e até um meio de ganhar mais, durante e depois. Com palestras, por exemplo.

Luciano Huck, um assistencialista televisivo, que fatura audiência ajudando algumas pessoas carentes e deixando milhões na ‘saudade’, agiu corretamente. Pois não estaria bem intencionado se abrisse mão de um salário milionário simplesmente em troca de ser chamado de Sua Excelência, o presidente Huck.

 

À ESPERA DE RUI

Rui Palmeira vai analisar três posições antes de decidir se disputará ou não o governo em 2018: a dos prós, a dos contras e a dele próprio. E esta última é a que vai prevalecer, obviamente.

 

NONÔ TEM CACIFE

Se Rui optar por continuar na Prefeitura, o nome de Thomaz Nonô pode surgir como alternativa para o governo. Lembrando que Nonô já foi secretário da Fazenda e vice-governador.

 

TUDO TEM COMEÇO E, DEPOIS, FIM

A Lava-Jato está na reta final, e quem admite isso é Sérgio Moro, o juiz que conduz o rumoroso processo, na primeira instância, e tem total autoridade para falar do assunto. O resto é conversa de um ou outro procurador do Ministério Público querendo aparecer. Aliás, a Lava-Jato deu projeção a muita gente, e não apenas aos denunciados por desvios de dinheiro público.

 

DISCURSO AFINADO

Pensando nas eleições, os deputados federais tucanos engrossam o discurso pró-rompimento com Michel Temer, o presidente que também se notabiliza pelo recorde de reprovação popular.

 

E A REFORMA?

Daí surge a questão subsequente: se os deputados tucanos já não querem saber de Temer, porque razão votariam a favor da reforma da Previdência, condenada pela maioria da população?

 

MARCOS BARBOSA, O GRANDE CREDOR DO CRB

Os contras – os azulinos, em especial – apostaram tudo na queda do CRB, no justo momento em que o CSA ascendia à Série B, mas o eficiente comando de Marcos Barbosa manteve o Galo em seu devido patamar: a Segundona do Brasileiro. Aliás, quando, na reta final, os rivais apostavam 10 por 1 como o Regatas cairia, o deputado Marcos Barbosa foi categórico: “O CRB não cai”. Falou, disse e provou. Já o Náutico e o Santa Cruz...

 

NOVOS FILÕES

Com o comércio em baixa, os empreendedores investem na fundação de igrejas e criação de partidos. Aliás, o investimento é irrisório, se comparado com o lucro que podem proporcionar.

 

FARRA SEM FIM

E a farra partidária não tem fim. No centro de Maceió não falta adepto coletando assinaturas para criar o Partido Militar do Brasil. O poder fica distante, mas o fundo partidário está bem ali...

 

ENSINANDO COMO CUIDAR DO DIABETES

O cirurgião vascular Josué Medeiros, do HGE, deveria ser escalado pela Secretaria de Saúde para dar palestras nas escolas da rede estadual abordando um assunto da maior relevância: o diabetes, um dos grandes males do século. Poucos dominam tão bem o tema quanto o médico Josué Medeiros.

 

FAXINA GERAL

O governo federal fez uma economia de R$ 2,7 bilhões com a faxina no Bolsa Família. O cruzamento de dados excluiu milhares de pessoas que não tinham direito, mas recebiam o benefício.

 

PAGAMENTO NA ALE

A Assembleia Legislativa liberou a folha salarial dos servidores na quarta-feira (29). A expectativa agora é de que o provento dos aposentados e pensionistas seja liberado nesta segunda-feira (4).

 

MUDANÇA NA EMISSÃO DE PASSAPORTE

O governo está anunciado mudanças para facilitar aquisição de passaporte. Assim, documentos exigidos na entrevista poderiam ser consultados diretamente pela Polícia Federal. Seria providencial, também, que o governo revisse, para baixo, a taxa de R$ 250 que se paga para obtenção do passaporte.

 

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Primeira Edição © 2011