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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Fernando Collor x Renan Filho - o grande e previsível duelo

13/08/2019 13:21

A eleição para o Senado, com uma vaga disponível em 2022, deverá confrontar Fernando Collor, tentando a reeleição, e Renan Filho, liderança emergente com imagem bem avaliada em Alagoas e no cenário nacional. O quadro pode mudar? Sim: Collor, que desistiu de encarar RF, na sucessão estadual do ano passado, poderá desistir do Senado e buscar um mandato de deputado federal. Não seria desonra, é um caminho. Aécio Neves fez essa opção, Gleisi Hoffmann também seguiu essa rota.

É possível, aliás, que o ex-presidente já esteja avaliando tal possibilidade. Na sua condição, importa mais preservar um mandato federal do que disputar liderança. Claro que a corrida à Câmara não será um ‘passeio’, mesmo para alguém com seu currículo. São nove vagas, mas a luta por cada uma tem sido dramática. Ronaldo Lessa, com brilhante trajetória, governador duas vezes, não se reelegeu federal na eleição mais recente.

Mas, na política, ninguém joga a toalha antes da hora. E Collor não seria uma exceção. Antes de qualquer mudança de rota, tentará viabilizar meios que lhe assegurem a renovação do mandato. E a estratégia que parece já estar pondo em prática é a de forçar o desgaste do provável adversário. Tarefa fácil? Não.

Missão dificílima. Alagoas tem, hoje, os mesmos problemas de 20, 30, 40 anos atrás. Mas, no essencial, todos minimizados. Por mais que alguns canais vinculados ao senador tentem negar, o fato inconteste, a realidade palpável exibe um cenário excepcional. O governador executa um formidável conjunto de importantes obras e transforma – com números irrefutáveis – o desempenho da saúde, da educação e da segurança. Não cabe aqui descrevê-las. São muitas obras, muitas ações e  numerosos projetos sociais.

Tudo isso, porém, tem um fundamento: o ajuste fiscal. Alagoas é um dos poucos estados com as finanças ajustadas. O que destoa – isso mesmo – é o gasto com servidores batendo o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Salários. Portanto, soa inócuo o discurso de que o quadro financeiro não é estável. Isso agride a realidade.

Collor deve insistir no esforço para tentar desconstruir a excelente imagem política de Renan Filho, mas sabe tratar-se de um desafio  hercúleo. Sabe, também, que essa tática tem um limite, uma linha separando o bom senso da insensatez: além do ‘razoável’, vira agressão intolerável contra a própria opinião pública.

 

LENTE DE GRAU PARA QUEM NÃO ESTÁ VENDO

Há 40 anos, a crescente população alagoana convive com o mesmo escasso atendimento hospitalar. Está mudando agora, com três novos hospitais em Maceió, dois novos hospitais regionais –no Sertão e na Região Norte – UPAs funcionando e o Hospital Geral do Estado com estrutura operacional reforçada.

 

MUDANÇA NA SEGURANÇA COMEÇOU COM GASPAR

A segurança pública de Alagoas mudou com Alfredo Gaspar no comando. Com nova mentalidade e respaldo do governo, o sistema policial enquadrou a bandidagem e deu início ao declínio da criminalidade. Trabalho sequenciado com vigor pelo coronel Lima Júnior, egresso do comando da Polícia Militar.

 

ALAGOAS LONGE DO TOPO DA VIOLÊNCIA

Os números da violência impressionam: caíram os ataques a bancos, os assaltos a ônibus, as invasões a domicílios, os roubos de cargas, as saidinhas de banco. Caíram, não acabaram... Um dado ilustrativo: em 2018, a cidade de Murici registrou 103 homicídios. Em 2019, até agora, apenas 2. Quase ontem, Alagoas ocupava o topo da violência no Brasil.

 

PSDB PODE ATÉ EXPULSAR DEPUTADA TEREZA NELMA

O PSDB, do senador Rodrigo Cunha, vive dias difíceis. Confusos. O partido teima em conviver com políticos transformados em réus da Lava-Jato, como Aécio Neves, mas ameaça expulsar a deputada Tereza Nelma. Seu crime: votar contra a reforma da Previdência. O comando tucano fechou questão e teve papel importante na aprovação da PEC na Câmara dos Deputados. Mas, em se tratando de PSDB, a expulsão deve virar um simples carão.

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O ataque inaceitável aos novos hospitais de Alagoas

06/08/2019 11:48

A saúde pública de Alagoas vem recebendo um tratamento excepcional. No passado, governantes davam pouca ou nenhuma atenção a questões como quantidade de leitos, condição precípua, porém, para se proporcionar atendimento digno à população.

Renan Filho fixou-se nessa prioridade e o resultado está aí: três grandes hospitais somente na Grande Maceió – Hospital da Mulher, Hospital Metropolitano e Hospital do Coraçãozinho (especializado em cardiologia infantil). Três novos hospitais, um funcionando e dois prontos para início de operações. Um show.

No interior, o atual governo decidiu construir Hospitais Regionais no Sertão e na Região Norte (em Delmiro Gouveia e Porto Calvo), restaurando e ampliando, também, a Unidade de Emergência do Agreste. Com recursos do Estado, Renan Filho pôs em funcionamento e resgatou da inércia duas Unidades de Pronto Atendimento, no Trapiche e no Tabuleiro.

Novos hospitais significam, também, mais emprego e mais renda. Agora mesmo está começando a seleção para servidores que atuarão no Hospital da Mulher. O processo é dinâmico, salvando vidas e assegurando, com renda, a sobrevivência de milhares de alagoanos. Em perspectiva, mais Unidades de Pronto Atendimento para suprir carências no interior.

O incrível nessa história de vitórias amplamente reconhecidas – as pesquisas estão aí revelando e confirmando um índice recorde de aprovação popular ao governo – é que há quem critique Renan Filho pelo que ele faz. Não é crítica direta, dizendo que o governador não trabalha, nada constrói. É a crítica mesquinha, em tom de inveja, de quem procura cabelo em casca de ovo.

De origem conhecida, os ataques com motivação política não conseguem, contudo, surtir o efeito esperando pelos instigadores. E não surtem porque o povo sabe quem é quem nessa história, e também porque a realidade se impõe. Pode-se enganar o povo por algum tempo, não o tempo todo, já dizia Lincoln.

Penoso é saber que, no terreno da saúde pública, Alagoas poderia ter avançado muito, lá atrás, quando os críticos de hoje ocupavam o governo do Estado e até a presidência da República. E nada deixaram como legado de obras para o povo alagoano.

 

RENAN SOBRE BOLSONARO: “INACREDITÁVEL”

Solidário com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, após a declaração polêmica do presidente da República, o senador Renan Calheiros disse que Bolsonaro insultou o líder da Ordem: “O presidente cada vez mais perde a noção do respeito”. Renan qualificou de “inacreditável” a frase infeliz de Bolsonaro.

 

PRECIPITAÇÃO DA CAMPANHA ELEITORAL

Engajada na campanha para desgastar a imagem de Renan Filho, cujo governo detém quase 80% de aprovação popular, o espaço da Gazeta, na internet, divulgada diariamente matérias produzidas com críticas ao governador, mas não noticia nada sobre os avanços de Alagoas na segurança, saúde e educação.

 

BOLSONARO NÃO AMEAÇA PEC DA PREVIDÊNCIA

O péssimo desempenho verbal de Bolsonaro tem causado reação até entre os aliados, mas nada que ameace mudar na Câmara o clima favorável à 2ª votação da reforma da Previdência. Os deputados, mesmo os críticos do presidente, sabem que eventual mudança de oposição os colocaria contra a maioria do povo.

 

DESGASTE DO PSDB PERSEGUE RODRIGO CUNHA

Rodrigo Cunha tem um projeto político: ser governador. Mas sabe que ainda é cedo, falta-lhe bagagem para aspirar o cargo a curto prazo. Sabe também que não será fácil, na próxima disputa eleitoral, sensibilizar o eleitor ostentando a bandeira tucana...

Cunha sabe, ainda, que qualquer aspiração voltada para o governo, em 2022, terá de passar pela sucessão do prefeito Rui Palmeira na batalha eleitoral do próximo ano.

 

FONTAN E A ELEIÇÃO COM VOTO MAJORITÁRIO

Mesmo ante a perspectiva aberta com o fim das coligações partidárias – e do famigerado voto de legenda – o ex-presidente da Câmara de Maceió, Arnaldo Fontan, dificilmente atenderá à convocação de eleitores, amigos e aliados para disputar um mandato nas eleições do próximo ano. A maioria acha que, com o voto majoritário, Fontan tem bala para atingir o alvo.

 

COMO BOLSONARO DEVE ENTRAR PARA A HISTÓRIA

Incorrigível criador de polêmicas, o presidente Bolsonaro poderá entrar para a história de forma um tanto inusitada: como um presidente falastrão, que entende pouco de governar, mas com uma gestão afirmativa, graças à competência de sua equipe. Assim; o presidente é ruim, mas o governo é bom.

 

PT NÃO FAZ MAIS DO QUE O SEU PAPEL

Os seguidores de Bolsonaro se irritam com as ações do PT contra o governo, o presidente e Sérgio Moro. Mas é o papel da legenda. Os petistas sabem – e os governistas, também – que o futuro do partido depende da volta de Lula. E isso exige artilharias contra a Lava-Jato, o Moro, o MPF e tudo que possa ser usado como prova de que o ex-presidente foi vítima de uma armação.

 

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Ronaldo Lessa - um futuro indefinido...e ameaçado

23/07/2019 16:18

Ao considerar que o ex-governador Ronaldo Lessa tem cacife para se lançar candidato a prefeito de Maceió, atuando como uma ‘terceira via’, a tropa de choque do PDT remete a uma indagação pertinente: se Lessa será a terceira, quem se lançará como primeira e segunda? De pronto, tende-se a apontar na direção do deputado federal João Henrique Caldas, o JHC, e do procurador-geral da Justiça do Estado, Alfredo Gaspar de Mendonça.

Sucede que a montagem de um projeto eleitoral em torno do ex-governador Lessa não será simples, como imaginam seus aliados pedetistas, quando nada, pela impossibilidade de saber quem, de fato, estará na disputa na sucessão maceioense do próximo ano.

Pesa ainda, como obstáculo para Lessa, a perspectiva de vir a ter de enfrentar postulantes de perfil novo, sem desgaste político, como é o caso, aliás, de JHC e Alfredo Gaspar. O primeiro, com muito jogo de cintura, mantém a forma ostentando uma ‘bandeira da mudança’, com um discurso centrado no moralismo. Gaspar, então, sequer pode ser visto como político, não obstante ter exercido, com competência rara, o cargo de secretário de Segurança, onde, por sinal, conquistou o apoio da população,

jogando pesado contra corruptos e criminosos de toda sorte.

Alguns pedetistas, por outro lado, se voltam para o retrovisor acreditando que podem, em 2020, repetir o feito de Lessa da década de 90, quando assumiu o papel de ‘terceira via’ e venceu uma disputa mal conduzida por dois correligionários que se enfrentaram sem motivo nem justificativa: José Bernardes, então deputado, e Teotonio Vilela, então senador. Ficou para trás.

Os tempos são outros, depois daquela experiência na Prefeitura da capital, Lessa foi eleito duas vezes governador e hoje não está no Congresso Nacional, como senador, porque a Justiça Eleitoral impediu, beneficiando Fernando Collor de Mello.

Lessa, é oportuno ressaltar, preocupa-se muito com a performance do PDT sob seu comando no Estado. Mas o partido, apesar de ter um Carlos Lupi na direção nacional, pode sobreviver sem ter que impor um ‘sacrifício inútil’ ao seu principal líder em Alagoas.

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Sérgio Moro - acima de despeitos e ciúmes

19/07/2019 13:38

 

Diz-se, com razão, que o presidente Bolsonaro ‘fala demais’. Mas não é caso isolado no rol das ‘altas autoridades’ da República. Também fala ‘à Bessa’, quase pelos cotovelos, o advogado Marco Aurélio Mello, hoje ministro do Supremo Tribunal. A diferença, contudo, é que Bolsonaro não é magistrado, mas político. Marco Aurélio, aliás, é em si uma contradição, pois critica o ex-juiz federal Sérgio Moro por falar muito fora dos processos, quando ele, o ministro, não é nenhum exemplo por ‘falar de menos’.

Conhecido na Corte Suprema como ‘voto vencido’, por assumir e teimar em posições rejeitadas pelos colegas, Marco Aurélio também adora um protagonismo além dos limites do Supremo. Quando, por exemplo, jornais como Folha ou Estadão buscam um depoimento crítico contra o governo Bolsonaro ou contra o próprio presidente, logo procuram o advogado que, um dia, foi alçado ao Supremo Tribunal por um ato generoso do primo e então presidente da República, Fernando Collor de Mello.

O mais recente arroubo falacioso do ministro ecoou neste final de semana. Onde? Numa entrevista para a coluna ‘Painel’, da velha Folha, hoje crítica e desafeta do governo Bolsonaro. “Espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei", bradou Marco Aurélio referindo-se a Sérgio Moro, o já lendário comandante do processo da Lava-a-Jato e atual ministro da Justiça.

É uma frase sentida, penosa até, mas seu autor não é voz solitária no colegiado de ministros. O estilo de Moro na condução da Lava-a-Jato, marcado pela severidade e pelo rigor, produziu inimigos, poderosos inimigos e fez brotar gestos de inveja e despeito em todas as instâncias do Judiciário. No Supremo, seria difícil, talvez impossível precisar quem nutre mais ojeriza por Sérgio Moro, se Aurélio, Gilmar Mendes ou Lewandowski...

‘Voto vencido’, só para lembrar, Marco Aurélio foi o ministro que, agindo por sobre os próprios colegas – coisa que Moro nunca fez – destituiu Renan Calheiros da presidência do Senado em dezembro de 2016. Mas acabou com a ‘cara mexendo’ depois que o colegiado da Corte cassou-lhe a decisão disparatada.

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Por que a reforma da Previdência vai tirar o Brasil do atoleiro

15/07/2019 14:50

A reforma da Previdência não produzirá verão, mas deve anunciar uma primavera. Não é nenhuma panaceia, nem fonte milagrosa, mas, sem ela, o desajuste fiscal conduzirá o governo a um quadro de falência com efeitos catastróficos sobre a estrutura econômica brasileira. E não se trata, aqui, de simples ‘especulação’.

O desequilíbrio financeiro da Previdência não é coisa nova, recente. Vem lá de trás. Lula, por exemplo, fechou seu segundo mandato presidencial deixando um gigantesco déficit nas contas da Previdência. Aliás, foi o ex-presidente que criou o ‘abono permanência’, um incentivo milionário para segurar servidores na ativa e, assim, conter os crescentes pedidos de aposentadoria.

O desajuste se acentuou com Dilma. Em maio de 2016, pouco antes do impeachment, a estimativa era de que o déficit da Previdência, naquele ano, seria de 130 bilhões de reais. Em suma, o rombo previdenciário remonta a Fernando Henrique Cardoso e evoluiu, progressivamente, exigindo mudanças no sistema. Dilma, todos se lembram, criou o modelo 85/95, ainda vigente: mulher se aposenta com 85 e homem com 95 anos, somados idade e tempo de contribuição. E já houve aumento de um ano para ambos.

Com a reforma de Bolsonaro, o quadro vai mudar porque o governo deixará de relocar bilhões de reais para completar a folha de aposentados e pensionistas. Com isso, a montanha de dinheiro que, atualmente, vai para a conta do sistema previdenciário, será redirecionado para investimentos. Muitos bilhões de reais. E esse efeito será sentido já no próximo ano. Haverá uma progressão.

Em paralelo, os investidores – empresários brasileiros e de fora – voltarão a investir, ampliando e abrindo empresas. Daí advirá, inevitavelmente, mais emprego, mas renda e mais arrecadação.

A economia ganhará, ainda, novo impulso se o governo emplacar uma reforma tributária que reduza a carga de impostos e aumente a base de contribuição, como se faz nos Estados Unidos.

A reforma em curso, vale enfatizar, não vai operar milagre. Mas vai, com certeza, ajustar as contas do governo e estampar a seriedade que todos cobram para ter confiança no Brasil.

 

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Primeira Edição © 2011