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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Uma obra histórica está causando tremenda inveja...

12/10/2019 13:02

O Hospital da Mulher é uma obra grandiosa. Uma das mais relevantes – talvez a maior em estrutura física e em investimento – já construída pelo governo estadual com recursos próprios, na história deste Estado. Quem tem boa memória sabe que, excetuando-se o Hospital Geral, que resultou de uma ‘arrumação’ na área da antiga Unidade de Emergência, nada se construiu em Alagoas, no ínfimo universo hospitalar, nos últimos 50 anos.

Portanto, o Hospital da Mulher, com um edifício majestoso e estrategicamente situado (ao lado da Maternidade Santa Mônica) oferece aos alagoanos em geral – e às mulheres, em particular – justo motivo para radiante comemoração. Por duas razões.

A primeira, porque confere à parcela mais numerosa da população o direito de usufruir de atendimento hospitalar exclusivo, com seleta equipe de médicos e enfermeiros, além de equipamentos de última geração, tudo bancado pela Fazenda Estadual.

Segundo, porque o Hospital inaugurado na manhã do último domingo, 29 de setembro, não representa o ‘ponto culminante’ do atual projeto governamental para o setor, mas o início da entrega de seis grandes centros hospitalares: três na capital (da Mulher e Metropolitano e o da Criança) e três Regionais (no Sertão, Agreste e Região Norte). Acrescente-se, pela importância e por já estar em pleno funcionamento há cerca de dois anos, o Hospital do Coraçãozinho, uma unidade própria para atendimento de crianças portadoras de cardiopatias.

Durante o evento inaugural do domingo, presente uma multidão comparável à que assistiu à inauguração do Estádio Rei Pelé, ouviu-se esta frase de uma senhora: “Uma obra magnífica, tão mais significativa, porque construída com o dinheiro de um estado pequeno e pobre. Só um louco poderia criticá-la”.

Os seis hospitais, mais o do Coraçãozinho, mostram a dinâmica da atual política financeira e o foco na saúde dos alagoanos. Mas, não só. Também, vão descentralizar o atendimento hospitalar, com perfeita regionalização, de modo a acabar de vez com a angustiosa superlotação do Hospital Geral de Maceió.

Uma obra histórica, aplaudida até pela oposição, mas com um dado que merece ser ressaltado: está matando muita gente de inveja...

 

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A cara do novo Congresso com o patriota Davi Alcolumbre no comando

30/09/2019 12:34

A ‘descoberta’ do caixa dois, um instituto ilegal tão velho e conhecido quanto o rascunho do Hino Nacional, motivou a intervenção do Supremo Tribunal (sempre ele) para, atuando fora de sua competência constitucional, proibir as doações de empresas para as campanhas eleitorais.

A decisão judicial se deu em resposta aos esquemas desvendados pela Operação Lava-Jato, cujas investigações revelaram que, em troca de apoio e votações no Congresso Nacional, empresas irrigavam a conta bancários de seus candidatos, dando-lhes vantagem nos gastos de campanha com os concorrentes.

Em compensação, ordenou a Corte Suprema que as doações aos candidatos fossem efetuadas apenas por pessoas físicas, dentro de um limite estabelecido. A eleição de 2018 mostrou, entretanto, que a regra não produziu o efeito esperado: a campanha visível, com despesas declaradas, nem de longe lembrava os esquemas de compra de voto na relação clandestina entre candidato e eleitor.

Com o ‘novo Congresso’ eleito em outubro do ano passado, tinha-se que a norma do STF seria mantida, mas a volúpia cresceu e tanto o comando do Senado quanto o da Câmara se uniram para, deixando de lado as contribuições espontâneas, aprovar um Fundo Eleitoral próximo dos quatro bilhões de reais.

A ousadia dos nobres legisladores não se resumiu ao Fundo bilionário. Também se criaram regras imorais para o processo eleitoral, com destaque para a que permite o uso do dinheiro público (do Fundo) para pagar advogados de candidatos pilhados com a mão na massa, violentando a lei e o bom senso.

E o que espanta não é o que está sendo aprovado para o pleito municipal do próximo ano. O que assombra - antes mesmo de ser visto - é o tamanho do Fundo que será votado para a campanha eleitoral das eleições gerais de 2022, exatamente quando os atuais legisladores estarão defendendo a renovação de seus mandatos.

Com dez meses incompletos de legislatura, o Congresso que rejeitou o comando do senador Renan Calheiros e assumiu prometendo sepultar a ‘velha política’, dá o exemplo de como desprezar a opinião pública e atentar contra o interesse nacional.

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Para o mundo, o Brasil não é mais o mesmo. Nem a ONU.

27/09/2019 16:17

Ao optar por um discurso inovador, enérgico e crítico, o presidente Jair Bolsonaro desviou-se do lugar comum assumido por seus antecessores perante a assembleia-geral da ONU.

Para a oposição, aqui, no Brasil, claro, a fala presidencial foi ‘um desastre’. Figuras como Humberto Costa e Gleisi Hoffmann  usaram expressões do tipo ‘vexame’, ‘vergonha. Explica-se: diante de líderes do mundo inteiro, o Capitão apresentou os governos do PT – de Lula e Dilma – como disseminadores da corrupção que desviou centenas de bilhões de reais.

A reação dos críticos e adversários políticos era esperada exatamente como se deu: uma orquestração, exaustivamente ensaiada. Na mídia, os textos jornalísticos malhando Bolsonaro estavam prontos de véspera. Portanto, qualquer que fosse o tom do presidente, o malho seria o mesmo. Ou será que o PT, em qualquer hipótese, elogiaria a fala do presidente? Com aquela fervorosa exaltação ao Dr. Sérgio Moro?  Brincadeira. E a mídia, ressabiada, sem dinheiro público na conta bancária, reconheceria um ‘bom e positivo’ pronunciamento do Capitão?

Fora desses dois segmentos de posições pra lá de conhecidas, a opinião publica brasileira viu, pela primeira vez na história, um chefe do governo falar com autonomia e desenvoltura. A enérgica digressão de Bolsonaro libertou o Brasil do velho complexo de vira-lata, de que falava Nelson Rodrigues, e mostrou ao mundo a nação brasileira na exata dimensão de sua importância no contexto de todas as nações. Não foi um discurso de loas, de compadrio, de submissão. O ousado tom de Bolsonaro remeteu ao verso famoso da música de Cazuza, quando bradou sob forte ênfase melódica: “Brasil, mostra tua cara”. E o Brasil mostrou.

Bolsonaro – anotem – foi um divisor. Depois de seu discurso contundente, instigante, substantivo – a assembleia da ONU jamais será a mesma. O ciúme da oposição, por isso mesmo, é compreensível. Lula e Dilma preferem reagir criticando ou se defendendo. Mas, no íntimo de cada um, com certeza está ecoando o lamento por não terem feito discurso tão candente e objetivo. O Capitão mudou a história das Nações Unidas. Até porque a realidade nacional mostra que discursos precedentes do ‘sim e sim senhor’, na ONU, não acrescentaram coisa nenhuma ao Brasil. O resto é mi-mi-mi de críticos surpresos e vencidos.

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Homenagem à Marta atenta contra lei e revela bairrismo barato ao desconsiderar Pelé

17/09/2019 12:53

Em sua sessão ordinária de 12 de setembro, a Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou o projeto de lei que retira o nome Estádio Rei Pelé para colocar o de Estádio Rainha Marta na praça de esportes do Trapíche da Barra.

Ante a insistência da maioria dos deputados, o Primeira Edição resolve adotar uma posição firme e clara, contrariamente ao capricho mudancista que, em momento infeliz, foi aventado pelo ex-deputado Temóteo Correra, e acabou sendo vetado.

Inaugurado em 1970 com o nome de Estádio Rei Pelé, a maior praça de esportes de Alagoas continuará sendo chamada pela denominação atual, que homenageia o maior jogador de futebol da história, em todas as matérias pertinentes publicadas pelo Primeira Edição em versão impressa e digital.

Este jornal – o mais tradicional semanário do Estado – se recusa terminantemente a compactuar com uma atitude mesquinha, típica de bairrismo interiorano e que, a rigor, não passa do exercício de ‘política menor’ voltada para descabida promoção pessoal.

O Primeira Edição entende, como já assinalado em reportagem anterior, que a cassação do nome Rei Pelé constitui grosseira descortesia ao mais famoso desportista do Brasil e um dos maiores do mundo, e afronta o ordenamento legal vigente, que proíbe a nomeação de bens públicos com o nome de pessoas vivas.

A jogadora Marta Vieira da Silva, aliás, merece a homenagem do povo alagoano e brasileiro, mas não um tributo controverso, antiético e ruinoso, decorrente de um gesto que agride a razoabilidade e viola o princípio legal da impessoalidade, consagrado no texto da Constituição Federal.

Diante da aprovação, pelos deputados estaduais, em segundo turno, do projeto de lei que bane o título Estádio Rei Pelé para em seu lugar esculpir o de Estádio Rainha Marta, o Primeira Edição faz aqui uma conclamação dirigida a três segmentos:

1 – Ao governador Renan Filho, para que vete integralmente o projeto em questão, reeditando o gesto altivo e republicano de seu antecessor Teotonio Vilela Filho;

2 – Ao Ministério Público para que, cumprindo seu papel de defender a sociedade (que não foi ouvida nesse episódio) e o respeito ao ordenamento legal vigente, recorra de imediato ao Judiciário, caso a matéria aprovada venha a ser sancionada;

3 – Aos integrantes da crônica esportiva alagoana – repórteres, comentaristas, narradores, fotógrafos, cinegrafistas e apresentadores de programas esportivos do rádio e da televisão – para que, assim como o Primeira Edição, continuem chamando a Arena da Av. Siqueira Campos pelo seu nome original de Estádio Rei Pelé.

A alagoana Marta, com seis títulos de melhor do Mundo, merece nossa homenagem, justa homenagem, mas sem vinculação com politicagem e, sobretudo, sem afrontar a lei, pois, na hipótese que está em curso, deixa de ser homenagem para significar uma atitude de desrespeito à tradição e à uma determinante legal.

 

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O Datafolha e a credibilidade jogada na lata do lixo

15/09/2019 11:40

Pesquisas políticas – sejam de opinião ou de intenção de voto – perderam totalmente a confiança do eleitorado brasileiro. O motivo é simples: elas não refletem a realidade. Os números são distorcidos ou pela forma como as perguntas são postas ou mesmo pela inversão de dados graças à ‘margem de erro’.

Vejamos um exemplo: o Datafolha (ligado ao jornal Folha de S. Paulo) decide ouvir a população no exato momento em que o presidente Bolsonaro estava no meio de uma controvérsia, com reflexos ruins para o governo, como o das queimadas na Amazônia. O que a pesquisa vai dizer? Na sondagem mais recente, o Datafolha se superou, em ridicularia: “Se a eleição fosse hoje, Fernando Haddad venceria Bolsonaro”. Anedótico. Será que, amanhã, se o apoio ao capitão crescer, o Datafolha fará uma divulgação mais ou menos assim: ‘Se a eleição fosse hoje, Bolsonaro voltaria a vencer Haddad’? Será?

Ora, todo brasileiro sabe que a Folha de S. Paulo age como inimiga do atual governo. Foi assim desde a campanha eleitoral, quando criou ‘fatos’ para atrapalhar Bolsonaro. Então, em sendo assim, por que o cidadão deve confiar na Folha?

Tudo que o jornal dos Frias divulga sobre o governo tem um mesmo objetivo: descontruir Bolsonaro. Vale, por exemplo, ‘trabalhar’ matérias para jogar Sérgio Moro contra o presidente, e vice-versa. Não há isenção, não há imparcialidade. No que concerne ao governo e a Bolsonaro, o material informativo da Folha e Uol é cicuta puríssima. No que vai dar? O tempo dará a resposta. O que se sabe, e não de agora, é que o outrora respeitável dístico ‘Folha, um jornal a serviço do Brasil’ foi posto de lado, esquecido, virou marketing do passado.

Pois bem. A pesquisa Datafolha explode em manchete: ‘Se a eleição fosse hoje, Haddad venceria Bolsonaro’. A resposta veio

instantânea, na bucha, implacável: “O Datafolha também disse que Haddad venceria a eleição presidencial no segundo turno”.

A frase do presidente fulminou a pesquisa e expôs porque não se deve dar crédito nenhum ao Grupo Folha. Aliás, a pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 de setembro do ano passado dizia que Bolsonaro perderia para Haddad, Ciro Gomes e Alckmin.

E, qual foi mesmo o resultado?

 

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