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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Esquerda não 'disputará', mas poderá decidir sucessão presidencial

12/07/2020 17:06

O foco aqui não é a sucessão de novembro próximo, em Maceió, nem a estadual em 2022, mas a próxima presidencial, também daqui a dois anos e meses. E não se trata de projetar uma esquerda desistente, de fora do processo. Longe disso. A questão é que Lula não deverá disputar o jogo sucessório (ele continua condenado em segunda instância e, portanto, inelegível), mas, se por efeito de uma mágica judicial, ganhar habilitação, será derrotada. E será porque sua época passou, seu tempo passou, assim como passou o tempo do próprio PT. Um partido político não passa 16 anos no poder e sai de cena como o PT saiu, com seus líderes punidos na Justiça e nas urnas, e volta tão rápido. Não volta e isso ficou evidente, meridiano, na sucessão de 2018.

Mas o embate sucessório presidencial terá não apenas o PT, mas todos os partidos de esquerda, em seu conjunto, como força indubitavelmente decisiva por motivo de fácil explicação: minoritária nas urnas do primeiro turno, a esquerda será o fiel da balança na rodada final. E se as projeções e pesquisas já de agora estiverem corretas, os esquerdistas vão ter que decidir entre, isso mesmo, Jair Bolsonaro, tentando a reeleição, e Sérgio Moro, um nome com potencial que somente mais adiante poderá mensurado em toda sua dimensão. E aí cabe uma observação: o PT, por óbvias razões, abomina o célebre juiz da Lava-Jato, sobretudo, pela condenação de Lula, mas poderá entender que a repetição de Bolsonaro será ruim para todos, inclusive para a democracia.

A esquerda não terá chance porque jamais se unirá. O PT poderá lançar Fernando Haddad ou Jacques Wagner, mas só como figurantes. O outro nome provável da esquerda – Ciro Gomes – não é mais levado a sério. Virou um trapalhão, agressivo, intragável. Um desastrado com o desempenho arruinado mais ainda pelas peripécias malucas de seu irmão Cid Gomes. Por efeito gravitacional, esses nomes, separados no primeiro turno, se juntarão involuntariamente e seus eleitores decidirão a luta final.

 

O BOM SENSO DO ARCEBISPO DE MACEIÓ

Ao contrário dos evangélicos – e mais focado na saúde dos fiéis do que na coleta do dízimo – dom Antônio Muniz usou o bom senso e decidiu dar mais um tempo para reiniciar as missas presenciais. Cauteloso, o arcebispo de Maceió que evitar que, amanhã, surjam acusações de que contribuiu para contágios e até mortes de pessoas contaminadas durante as pregações.

 

LIVRE DO IMPEACHMENT, BOLSONARO SILENCIA

E Bolsonaro depôs a metralhadora giratória. Depois de conseguir o apoio do Centrão contra o impeachment, o presidente decidiu mergulhar. Mesmo antes de testar positivo para covid-19, o capitão já não atacava ninguém, não exortava seus apoiadores no ‘cercadinho’ do Alvorada, não crises diárias. Falta, após a doença, nomear titulares para os Ministério da Saúde e Educação.

 

O HOMEM PROPAGANDA DE BOLSONARO

Escalado, e não de agora, para injetar ânimo no mercado e na sociedade, com projetos econômicos, o esperto Paulo Guedes anda vendendo a ideia de grandes privatizações, ainda neste ano (logo após a pandemia), mas acabou sendo lembrado de que precisa de autorização do Congresso. E Rodrigo Maia já mandou um aviso: “As eleições vão atrapalhar as privatizações”.

 

A HORA E A VEZ DA REGIÃO NORTE

Além de ganhar o Hospital Regional situado em Porto Calvo, a Região Norte terá intensificada a duplicação de sua AL-101, ganhará uma ponte unindo o  Morro de Camaragibe à Barra de Camaragibe, terá restaurada toda a malha viária que corta o Estado e ganhará novo empreendimento hoteleiro em Morros do Camaragibe.

 

COVID MATA EM MÉDIA 20 PESSOAS POR DIA EM AL

Não é hora de relaxar, de ‘abrir as comportas’, mas a evolução da pandemia em Alagoas, notadamente em Maceió, já apresenta sinais de estabilização, quanto ao registro de óbitos, e variação considerável em relação aos contágios do novo coronavírus. Há semanas o Estado registra média diária de 20 mortes.

 

MUDANÇA DE NOME NÃO MUDA O CONTEÚDO

O governo Bolsonaro está copiando o de Lula: há propostas para mudar o nome do Bolsa Família e do Minha Casa, Minha Vida. Lula, para quem não sabe, criou o Bolsa Família que legados de FHG, mudou o nome Cefet (antiga Escola Técnica Federal) para IFE e também alterou a denominação do Fundef, criando o atual Fundeb. E assim caminham os presidentes brasileiros.

 

GLOBO OMITE OS RECUPERADOS DA COVID-19

Por que será que a Rede Globo não está mais divulgando o número de pessoas curadas da covid-19? Trata-se de omissão imperdoável para, por exemplo, um Jornal Nacional. Bonner e Renata anunciam todos os que o Brasil já tem x casos do coronavírus, mas não fala nos pacientes recuperados.

 

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Luiz Carlos Barreto - lição de vida de um protagonista da comunicação alagoana

24/06/2020 15:59

ADEUS A UM BALUARTE

 

Luiz Carlos Barreto – lição de vida de um

protagonista da comunicação alagoana

 

Romero Vieira Belo ((*)

 

Luiz Carlos Barreto entra para a história da comunicação social de Alagoas como um veterano que, a despeito de quase três décadas de atuação nessa área, jamais perdeu ou sequer deixou arrefecer o interesse e a vibração pelo noticiário. Em geral, todo  empresário se concentra na evolução dos negócios, na estabilidade da empresa, no lucro e na expansão. Barreto adicionava a esse perfil, tão inerente ao ramo, um olhar quase familiar voltado, também, para a situação de cada funcionário.

Conheci-o em 1994. Secretário de Comunicação de Alagoas, visitei a sede de O Jornal, na Av. Comendador Leão (Prado) e lá estavam, unidos em sociedade, Luiz Carlos e Nazário Pimentel. Anos depois o jornal foi vendido ao industrial João Lyra, que transferiu a sede para a Av. Gustavo Paiva, na Mangabeira.

Luiz Carlos, claro, ficou sem jornal, mas não sem ideia. Esqueceu de vez o setor onde atuara de forma saliente – o imobiliário – e apostou num projeto ousado: criar, sozinho, um semanário, mais um na saliente história dos periódicos  alagoanos. Pouco tempo depois nasceria, com sede na Mangabeira e título pra lá de sugestivo, o Primeira Edição, tocado por uma equipe bem ajustada e uma incontida disposição de liderança. Posição conquistada, afinal, com anos de muita luta e um slogan altamente motivador: ‘Comece a semana bem informado’.

O Primeira Edição virou referência da mídia impressa alagoana, tanto que em seus 16 anos de circulação – ininterrupta – atraiu os mais prestigiosos anunciantes dos setores público e privado.

O veículo de Luiz Carlos integra a sequência de jornais por onde passei em cinco décadas de batente, somando-se ao Diário de Pernambuco, Diário da Borborema, Jornal de Alagoas, Jornal de Hoje e O Diário. Em 2008, sucedendo a uma dupla de promissores jornalistas (Aline Gama e Carlos Madeiro) assumi a editoria geral de um Primeira Edição já consolidado, ingrediente indispensável como opção de leitura informativa dos alagoanos nas manhãs de segunda-feira. E seguimos em frente, firmes, apesar das múltiplas adversidades enfrentadas pelo setor.

Raríssimas vezes – e isso não é comum em empresa jornalística – Luiz Carlos interferiu na Redação. Sempre jogou aberto, tinha uma visão muito clara do mercado, dos personagens que eram notícia, da política e da economia, e fazia questão de assegurar plena liberdade editorial. Na verdade, um misto de liberdade e confiança, correspondido por anos de atuação sem nenhuma intercorrência judicial ou abertura forçada de espaços para esclarecimentos ou direitos de resposta.

Luiz Carlos se relacionava amistosamente com as pessoas e isso explica por que tinha um círculo de amizades tão numerosas quanto díspares. Tratava a todos respeitosamente e, não obstante seu semblante muitas vezes tenso, carregado, era um homem profundamente emotivo e brincalhão. Um homem afável que fazia questão de viver feliz com e para a família – a companheira de sempre, Conceição, os filhos Bruno, Miguel e Rachel e os netos. Outro traço marcante nesse sergipano de muitas virtudes: uma fisionomia com poucas linhas de expressão. Parecia não sentir a passagem do tempo. Nunca percebi diferença significativa no Luiz Carlos da década de 90 confrontado com o atual.

Neste final de junho, de tantas dores e sofrimento, partiu o amigo Luiz Carlos, quase que repentinamente, vitimado pela fúria de uma pandemia convertida em tragédia planetária. Mas, para regozijo dos que o admiravam, entra para a galeria dos grandes protagonistas da imprensa de Alagoas, sobretudo, pela determinação com que ao longo de 16 anos fez do seu jornal uma leitura obrigatória dos alagoanos bem informados. E o fez, como pude testemunhar, superando obstáculos e arrostando com os sacrifícios de uma realidade setorial cada vez mais plena de limitações e desafios.

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Aliança com Centrão decreta volta da velha política

29/05/2020 10:55

Um dos traços do presidente Jair Bolsonaro é a resistência. Mesmo sob pressão, o Capitão não costuma mudar de posição facilmente. Bolsonaro não é o que se pode chamar de uma pessoa resiliente. Não, Bolsonaro defende com unhas e dentes suas posições, muitas vezes, não importando se elas colidem com a razão e a lógica ou, até mesmo, com diagnósticos da ciência, como tem ocorrido nessa atribulada passagem da pandemia.

Por isso, chamou tanto a atenção, a mudança de postura do presidente em relação aos políticos do Centrão, um grupo formado por cerca de 200 deputados que, ao longo da história, cumprem papel de destaque, no Congresso, não por práticas heroicas, mas pelo exercício constante do que ficou conhecido como a política do toma lá, dá cá’. Trata-se de um segmento que abriga inúmeros políticos (com e sem mandatos) processados e condenados por corrupção, a exemplo de Valdemar Costa Neto, um dos ‘expoentes’ do escândalo do mensalão.

A aliança com o Centrão, selada assim ‘sem mais nem menos’, subtrai ao presidente uma das principais peça de seu discurso de renovação, dado que na campanha presidencial ele jurou deixar para trás o que chamou de ‘velha política’, ou seja, a prática recorrente de oferta de cargos em troca de apoio político.

E vai pesar, em avaliações futuras, por se tratar de uma mudança de posição determinada não pela necessidade premente de apoio à governabilidade, mas pela luta em defesa do próprio mandato, cada dia mais ameaçado pelo surgimento de mais e mais pedidos de abertura de um processo de impeachment.

Ao resgatar o ‘toma lá, dá cá’, Bolsonaro abre mão de seu traço diferencial, abandona o discurso em defesa do ‘novo’ e coloca sua sustentação política – aí incluindo o próprio mandato – nas mãos de políticos que, na campanha presidencial, foram usados exatamente como exemplos que jamais deveriam ser seguidos.

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Pandemia mata, mas, quantos estão se salvando?

20/05/2020 11:37

Até aqui, a mídia, os especialistas, os críticos, todos têm se limitado a avaliar quantas mortes e quantos casos de contágio da covid-19 já foram contabilizados em Alagoas e no Brasil. Trata-se de uma visão estatística oportuna e correta, mas incompleta. Urge também questionar quantos deixaram de morrer e quantos evitaram contaminação por coronavírus desde o inicio do surto.

No Brasil, são quase 15 mil óbitos e perto de 200 mil infectados. Um número assustador, considerando que, ao contrário do que afirma o presidente Bolsonaro, a covid-19 não é uma gripezinha, mas uma terrivelmente agressiva infecção respiratória, que só a define com precisão quem vai para a UTI, passa dias entubado e, muitas vezes por milagre, consegue escapar.

Mas outro dado estatístico deveria mexer com a mente das pessoas – das autoridades, principalmente: não fossem as medidas de isolamento social e, mais recentemente, o uso obrigatório de máscaras de proteção, que estágio a pandemia já teria atingido?

Deve-se considerar, no caso do Brasil, a concentração demográfica no entorno dos grandes centros urbanos, as favelas, os conjuntos populares. Em Alagoas, acrescente-se quase 80 grotas. Sem o isolamento social, claro, a transmissão do coronavírus já teria colocado o País na liderança mundial da epidemia, ao lado dos Estados Unidos.

Não há dados precisos, mas dá para imaginar que, sem as ações de isolamento, o número de mortos seria o dobro do atual e muito mais do dobro o universo de brasileiros infectados.

Mesmo porque, havendo uma ‘explosão’ de casos do coronavírus, a estatística mortal evoluirá de forma assombrosa, com a saturação da rede hospitalar e, por conseguinte, com a incapacidade de atendimento para todos os contaminados.

Em Alagoas, o governador Renan Filho age com prudência, alinhado ao prefeito Rui Palmeira, priorizando o isolamento. Sem essa diretriz, a pandemia aqui já teria avançado para um número muito mais expressivo de mortos e infectados.

 

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O baluarte que ajudou a libertar Alagoas do atraso

12/05/2020 12:27

 

GUILHERME PALMEIRA, UM BALUARTE

Guilherme Palmeira entra para a história como um baluarte. Em parceria de irmãos com Divaldo Suruagy, consolidou Alagoas como um polo turístico regional. Deixa como legado a virtude de um político íntegro, franco e objetivo, avesso a promoções pessoais. Um exemplo, infelizmente, seguido por poucos.

 

GP, SURUAGY, CORDEIRO E MINHA NOMEAÇÃO

Devia-lhe uma: foi o mentor de minha nomeação para o cargo de delegado do Ministério do Trabalho em Alagoas. Uma indicação do deputado federal Albérico Cordeiro referendada por Suruagy. Passei seis meses no comando da DRT/AL (de julho a dezembro de 1994) até assumir a Secretaria de Comunicação do Estado.

 

QUASEX, QUASE VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

A exemplo de Suruagy, por pouco não chegou ao posto de vice-presidente da República. Seria o companheiro de chapa de Fernando Henrique Cardoso, mas houve um contratempo, e ele, Guilherme, abriu mão da disputa, sendo substituído pelo colega Pernambuco Marco Maciel. Suruagy não se tornou vice-presidente devido à ingerência de Paulo Maluf. Longa história...

 

PREFEITO DE MACEIÓ APÓS EMBATE COM RENAN

Em sua trajetória política, um passo pouco compreendido: em 1988, Guilherme, com dois anos de Senado a cumprir, deixou o Congresso e se elegeu prefeito de Maceió, numa disputa acirrada com Renan Calheiros. Dois anos depois, renunciou à Prefeitura e, mais uma vez, se elegeu senador.

 

ELEITOR DE TANCREDO, PRESIDENTE DO PFL

Guilherme marchou com a Frente Liberal, bloco político que rompeu com o PDS e consolidou a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, episódio que marcou o fim do regime militar. Reconhecido como líder nacional, assumiu a presidência do PFL. Em 1986, senador e sem apetite eleitoral, disputou o perdeu o governo alagoano para Fernando Collor.

 

LANÇOU FERNANDO COLLOR NA POLÍTICA

Eleito (indiretamente pela Assembleia Legislativa) governador de Alagoas, em 1978, graças à influência de Suruagy junto ao presidente Ernesto Geisel, Guilherme Palmeira foi responsável pelo ingresso de Fernando Collor na política, nomeando-o prefeito de Maceió, por sugestão do amigo Suruagy.

 

RUI, O HERDEIRO COM MAIS RESPONSABILIDADE

A morte de Guilherme aumenta a responsabilidade do filho e herdeiro político Rui Palmeira. GP foi secretário de Estado, deputado estadual, governador, senador e ministro do Tribunal de Contas da União. Rui, deputado estadual, deputado federal e prefeito de Maceió. Tem um longo caminho pela frente, agora com ‘luz própria’, sem a influência do velho Guilherme.

 

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Primeira Edição © 2011