seta

552 postagens no blog

Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Como o Brasil pós-Lula mergulhou no abismo da recessão econômica

19/06/2019 13:01

A economia brasileira entrou em parafuso a partir de 2013, com Dilma na presidência gastando mais do que era arrecadado. Em 2014, ano da sucessão presidencial, o presidente era Michel Temer, mas os efeitos negativos no cenário econômico eram reflexos dos desajustes da era Dilma. Vale sempre a pena lembrar: sucessora de Lula, Dilma conduziu o País à recessão ao abrir mãos de receitas, com as chamadas desonerações que beneficiaram grandes e sólidas empresas, e ao promover gastos excessivos que visavam projetar sua imagem em busca de sucesso na disputa presidencial, da qual acabaria privada por força do impeachment que a destituiu do poder.

A retração do Produto Interno Bruto, neste início de ano e de governo, não resulta de outra coisa senão do processo recessivo que se instalou, com mais ímpeto, a partir de 2014. O governo central, já com Temer no comando, poderia ter experimentado um alívio significativo nas contas públicas, mas o Congresso Nacional, já de olho nas eleições de 2018, cozinhou a proposta de reforma Previdenciária. A partir daí ninguém mais investiu, as receitas caíram e o desemprego voltou a crescer. Na indústria e no comércio a situação não se agravou mais ainda porque Temer entendeu oportuno liberar saques de contas antigas do FGTS.

Mas o fato é que a população, temerosa em relação ao futuro da economia, começou a poupar mais e consumir menos. Trata-se de uma reação instintiva de quem teme perder o emprego, de quem vive sob o risco de perder a renda. A poupança vai bem, obrigado, mas a montanha de dinheiro estacionada no mercado financeiro só contribui para a queda do consumo e o aumento do desemprego.

Evidente, pois, que diante de qualquer análise do contexto econômico nacional, a partir de 2013, conclui-se pela obviedade de que os resultados negativos dos indicadores da economia não são e não poderiam ser produto de erros do atual governo.

O fato é que nenhum presidente, nem mesmo um super-herói às avessas, seria capaz de arrebentar a economia de um país como o Brasil em apenas cinco meses de erros e equívocos.

 

RENAN VÊ CONSPIRAÇÃO E PROJETO DE PODER

Convencido de que a troca de mensagens entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores do MPF confirmam conspiração entre juízes e procuradores em nome de um projeto de poder, o senador Renan Calheiros defende abertura de investigações em cima de Moro, do procurador Deltan Dallagnol, da juíza Gabriela Hardt, do ex-procurador-geral Rodrigo Janot e outros.

 

PROVA ILÍCITA E ERRO JUDICIÁRIO GRAVE

Quem lê título de informação em que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal, diz que prova ilícita pode valer, entende que é válido usar meios ilegais para obtenção de ‘provas’. Ora, quando se descobre que o condenado por um homicídio não foi o autor (exemplo dado por Mendes), não é questão de prova ilícita, mas de erro judiciário gravíssimo.

 

GOVERNADORES E CONGRESSISTAS SOB PRESSÃO

É grande a pressão de Brasília sobre os governadores para que apoiem a reforma da Previdência. Maior ainda é a pressão dos servidores públicos – estaduais e municipais – sobre deputados e senadores para que não embarquem no discurso do governo federal. É esperar para ver o resultado final do confronto.

 

FOTO OCASIONAL DE TUTMÉS ‘AO LADO DE LULA’

A foto em que o desembargador Tutmés Airan aparece à frente de um painel com a frase ‘Lula livre’ e a imagem do ex-presidente foi ocasional. No meio de um ato público estudantil (em defesa das verbas do MEC) em frente à sede do Tribunal de Justiça. Ao deixar o prédio, o presidente Tutmés Airan foi abordado por militantes, inclusive o deputado Paulão. Foto, portanto, casual.

 

BOLSONARO, MORO E A MÍDIA DESVAIRADA

O presidente Bolsonaro aproveitou uma solenidade e condecorou o ministro Sérgio Moro. A imprensa contra reagiu: “Bolsonaro condecora, mas não defende Moro”. Então, o presidente levou Moro ao Mané Garrinha para assistir a CSA x Flamengo. E a mídia petista: “Bolsonaro mantém silêncio”... Aí, o presidente escancarou: “Moro faz parte da história do Brasil. O que fez não tem preço”. Será que falta dizer algo mais?

 

NEYMAR NÃO SERÁ O ÚLTIMO DA HISTÓRIA

Neymar não é o primeiro e, com certeza, não será o último. Até o bem comportado Cristiano Ronaldo já foi acusado de agressão e estupro. Evidente que cada episódio precisa de apuração, pois ninguém está acima de suspeitas. Mais evidente ainda, contudo, é que esse tipo de ‘caso’ só acontece com milionários. E, no final, a reparação moral parece ser, sempre, a que menos importa...

 

FEIRANTES NO CENTRO: SOLUÇÃO SIMPLES

Reprimidos pela fiscalização municipal, os feirantes que atuam no Calçadão do Comércio abandonaram os balaios e passaram a expor seus produtos em carroças. Quando os fiscais se aproximam, eles circulam, deixam a área restrita. Então, solução óbvia: cravar torniquetes em cada entrada de calçadão, de modo que as pessoas possam passar, mas as carroças, não.

seta

Curto e grosso: a única saída para o Pinheiro

09/06/2019 13:00

A um ofício do prefeito Rui Palmeira, em busca de soluções para o Pinheiro e adjacências, o governador Renan Filho respondeu com um aceno muito positivo de entendimento entre as duas esferas de poder, o que abre perspectivas animadoras.

Renan Filho quer, a partir de agora, conversar com Rui Palmeira, discutir situações já conhecidas e delineadas e, assim, envolver governo do Estado e Prefeitura num esforço conjunto e planejado para, simultaneamente, enfrentar o problema do afundamento no bairro e assegurar assistência aos seus moradores.

Cumpre lembrar que a União não pode se eximir e se limitar a concessão de auxílios tópicos, tanto pelo fato de se tratar de uma questão de sua alçada (depressão no subsolo) como pelo fato de que a Braskem, apontada como uma das causas do problema do Pinheiro, também pertence à Petrobras, maior estatal do País.

O que não se admite mais é a exploração do caso Pinheiro para fins eleitoreiros. O bairro e seus moradores nada ganham com a falácia de políticos que se aproveitam da situação para acusar e criticar, sem, no entanto, apresentar soluções. Em que resultou, por exemplo, a abordagem realizada em Brasília sob o patrocínio de Rodrigo Cunha? Alguma fórmula? Uma saída qualquer?

Também não ajuda fazer carga em cima da Braskem, não depois do problema configurado. Ajudaria antes: a cobrança de ações cautelares, a indagação preventiva. Quem – dez, vinte anos atrás – procurou saber quais seriam os efeitos da mineração?

Defender – como fazem os oportunistas – o fechamento da Braskem ou sua transferência para fora de Alagoas é atentar contra o interesse do Estado. Chega a ser irresponsável – mistura de sandice e desvario. Primeiro, porque o problema já existe, com a Braskem ficando ou indo embora, o prejuízo está materializado. Segundo, porque sem a empresa, Alagoas passa a perder mais de 50 milhões mensais em impostos. Seria, apenas, mais prejuízo...

Município, Estado e União devem conjugar esforços para restabelecer a consistência geológica do Pinheiro, mas sem abrir mão da Braskem, que antes fazia parte do problema e, a partir de agora, também, fará parte da solução.

 

 “ALAGOAS É UM EXEMPLO”. QUEM DISSE ISSO?

“Vejo que Alagoas é um exemplo digno a ser mostrado para todo Brasil, de administração não só transparente, mas com eficiência, com eficácia e com efetividade, os números já mostram isto”. Quem disse isso? O ministro João Augusto Ribeiro Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), durante recente palestra no Centro de Convenções de Jaraguá, em Maceió.

 

JUIZADO DO TORCEDOR TEM NOVA ESTRUTURA

Estão suspensos, até o próximo dia 14, os atos e prazos processuais do Juizado Especial Criminal e do Torcedor da Capital. É que a nova estrutura física da unidade, que funcionará dentro do Terminal Rodoviário de Maceió, será inaugurada naquela data, conforme definição do Tribunal de Justiça.

 

SILÊNCIO DE CULPA ANTE TRAGÉDIA VENEZUELANA

Governada pela esquerda desvairada, de costas para o povo e para a democracia, a Venezuela assusta tanto pelo caos em que está mergulhada, quanto pelo silêncio de ‘líderes políticos’ brasileiros que se espelhavam no modelo chavista herdado por Maduro.

 

LESSA NÃO DISPUTARÁ PREFEITURA EM 2020

Ex-governador, ex-prefeito de Maceió e ex-deputado federal, Ronaldo Lessa – atual secretário da Agricultura – não se empolga com a ideia de disputar a sucessão de Rui Palmeira. Ele anda bem mais preocupado com o fortalecimento do PDT. Ao colunista, disse: “Eleição majoritária não depende apenas do querer, tem que nascer de um projeto consistente e viável”. Lessa é um dos políticos com maior experiência eleitoral em Alagoas.

 

CLARO QUE O POVO NÃO QUER PORTAR ARMA

A pesquisa do Ibope como que ‘formaliza’ o pensamento da maioria dos brasileiros, contrária à liberação de armas de fogo, ainda que restrita à posse em casa ou no trabalho. Não custaria nada ao presidente Bolsonaro confirmar o dado, com outras pesquisas, e rever sua determinação armamentista.

 

FEDERAIS ESTÃO CONTRATANDO. E OS CORTES?

A realidade sempre se impõe. Em pleno funeral pelo ‘corte de verbas’, as Universidades Federais estão anunciando contratação de mais servidores. Já saíram editais da Ufal, aqui de Alagoas, da UF de Campina Grande, na Paraíba, da UF do Piauí, e por aí vai.

 

ÁUREA É ÁUREA – NÃO É O MINISTÉRIO PÚBLICO

Lula não deveria estar preso, mas está. O regime semiaberto, porém, só em setembro. A subprocuradora Áurea Lustosa Pierre quer fazer média, ao propor a mudança de regime para já. E opinião pessoal, dela, não do Ministério Público. Quem é? A mesma que, em 2017, pediu que o STF proibisse o então juiz Sérgio Moro de analisar qualquer processo envolvendo Lula...

 

seta

As corporações tramam contra o fim do 'dinheiro público fácil e abundante'

05/06/2019 08:15

As corporações não aceitam Jair Bolsonaro. Excetuando-se alguns segmentos, que confiavam em Paulo Guedes, a grande maioria dos setores que influenciam a vida nacional atuou na campanha para derrotar o capitão e, hoje, todos são capazes de tudo para se livrar de um comandante que assumiu o governo com o objetivo – inatingível para muitos – de mudar os rumos do Brasil.

Corporações são grupos dominantes como bancos, especuladores do mercado financeiro, transportadores de cargas, partidos políticos, construtoras, grandes veículos de imprensa, dentre outros. Reúnem os agentes que se deram bem nos quase 15 anos de era petista, com Lula e Dilma na presidência.

Esses grupos, poderosos, estão muito bem representados no Congresso Nacional e foi sob sua influência e por conta de um erro tático político primário do presidente Bolsonaro, que o Parlamento rejeitou Renan Calheiros no comando do Senado e lá encaixou um réu em processo de corrupção. O senador Renan, como todos sabem, sempre atuou em defesa da governabilidade – foi assim com Fernando Henrique, com Collor,  com Lula e Dilma – e o fato inelutável é que as corporações, saudosistas dos tempos de dinheiro público fácil e abundante, não querem saber de governabilidade enquanto Bolsonaro comandar o Planalto.

Então, rejeitam de forma escancarada os projetos e propostas do governo, não importando se interessam e atendem ao interesse nacional. O que importa, para os grupos dominantes, é o desgaste do presidente porque esse é o caminho, medido e calculado, para trazer de volta o cenário de dinheiro público farto e volumoso daqui a quatro anos. Uma estratégia nada genial e nada sutil.

O cerco não se amplia e não se adensa porque, saindo Bolsonaro, entra o general Mourão, que já foi testado e dissecado e mostrou que conhece e sabe jogar o jogo das elites deserdadas. A tática, pois, não é derrubar Bolsonaro, mas mantê-lo na frigideira, flambando, fritando, sem tostar e sem carbonizar. O próprio PT estremece só em ouvir alguém pronunciar o nome Mourão...

 

PESQUISA MOSTRA RENAN FILHO EM ALTA

Impressiona a performance de Renan Filho em Maceió. Não se tem notícia de um governador (nem Suruagy, no auge da carreira) tão bem avaliado pela população da capital. A nova pesquisa do Ibrape mostra que 76% dos moradores de Maceió aprovam a forma como Renan Filho está governando Alagoas, Um recorde.

 

FULMINANDO A MALDIÇÃO DO SEGUNDO MANDATO

Em dia com a folha salarial do funcionalismo, avançando com as obras iniciadas na gestão anterior e lançando projetos nos mais variados setores da administração, Renan Filho desmonta o mito de que o ‘segundo mandato é a fórmula do fracasso’. Logo, logo o governador alagoano será ‘descoberto’ pela mídia nacional...

 

CONSUMO DE BEBIDA NO ESTÁDIO REI PELÉ

Renan Filho sancionou o projeto que libera álcool nos estádios, mas quer um período experimental. Para isso, vai enviar outro projeto à Assembleia fixando prazo e propondo um amplo debate sobre o assunto. O ideal, nessa história, era que a liberação definitiva só fosse aprovada após três clássicos entre CSA e CRB, com o Rei Pelé lotado e as torcidas empapadas de cerveja...

 

O CACIFE POLÍTICO DO XERIFE ALFREDO GASPAR

Responsável direto e pessoal pela guinada da segurança pública no Estado, Alfredo Gaspar é um nome consensual hoje. Sua atuação no comando do Ministério Público também o consagra como um baluarte das causas e dos anseios do povo alagoano. E tudo isso se traduz em capital político, com uma diferença em relação a outros nomes em cogitação para 2022: Gaspar é uma realidade, vista e aprovada, e não uma experiência...

 

ESPANHOL, SIM, MAS SÓ DEPOIS DO PORTUGUÊS

Após aparecer com o projeto que libera álcool nos estádios de futebol, o deputado Bruno Toledo agora quer incluir no currículo escolar o idioma Espanhol. Vale, a sugestãi, mas, antes, o tucano deveria focar outra meta, mais crucial: fazer o alunado tupinambá aprender o Português. Primeiro, claro, a língua de casa...

 

NÃO ACEITAM NEM PACTO ENTRE OS PODERES

Não é oposição a Bolsonaro, é oposição ao Brasil. Depois que, ouvindo o clamor das ruas no domingo passado, os chefes dos três poderes se reuniram e anunciaram um pacto em apoio a reformas, os contras estrebucharam. Ficaram apopléticos. O que querem? O país afundando, o ‘quanto pior melhor’.

 

ESTADO CONTRATARÁ MAIS SERVIDORES

De novo na contramão da crise nacional, em cujo epicentro tem estado atrasando até a folha do funcionalismo, o governo de Alagoas confirma a realização de concursos neste ano e em 2020. Será contratado mais pessoal para segurança, saúde e educação -  além de auditores da Fazenda estadual.

 

 

seta

Manifestações - quem perdeu e quem ganhou com a volta do povo às ruas?

27/05/2019 16:13

As manifestações deste domingo, todas pacíficas, valeram menos pelo apoio ao presidente Jair Bolsonaro, do que como recado aos que mantêm a ideia fixa nos próprios interesses, esquecendo-se do país. Com grandes marchas em Copacabana e na Av. Paulista, Rio de Janeiro e São Paulo lideraram a mobilização nacional.

Não importa comparar os atos deste domingo com os do dia 15, quando grupos de estudantes e professores foram às ruas para defender suas verbas orçamentárias, mas também – com visíveis infiltrações políticas – para protestar contra o governo federal.

Importa pouco, o comparativo – valendo lembrar que o público nos dois principais palcos, Copacabana e Av. Paulista, superou em muito o do protesto estudantil – porque os focos foram distintos. Um foi protesto e o outro, um grito de apoio.

E a verdade incontestável é que o protesto sempre tem mais motivação do que o ato espontâneo como o deste domingo. Foi justamente por isso que os líderes petistas, diante da manifestação anunciada, usaram a estratégia correta: não subestimaram Bolsonaro nem ‘provocaram’ a massa. Acerta quem diz que, uma vez no poder, o comando vitorioso na eleição presidencial recente não tem motivo para convocar protesto. E não tem.

Logo, em sendo assim, a mobilização nacional deste final (ou início) de semana deve ser avaliada como um grandioso esforço voluntário de segmentos da população (muitos jovens, cumpre assinalar) que, impacientes com a demora de decisões no Congresso Nacional, viram na resposta ao ato estudantil uma oportunidade de cobrar mais celeridade no caminhar do Parlamento. E de manifestar apoio e solidariedade não apenas ao presidente, que comanda o projeto em busca de um novo Brasil, mas também aos projetos considerados essenciais para mudar a realidade brasileira, como a reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. Sem esquecer, claro, da enfática defesa da Lava-Jato, um símbolo vivo do combate à corrupção que tanto mal tem feito ao povo brasileiro.

Ganha Bolsonaro, com a demonstração de apoio popular, mas ganham, sobretudo, o Brasil e todos aqueles que estão engajados na luta pelas mudanças que a maioria da sociedade está a exigir.

seta

Braskem x Pinheiro - E a responsabilidade da fiscalização?

20/05/2019 14:44

Já em sua fase de instalação, em amplo terreno situado no trecho final da Av. Assis Chateaubriand, a Salgema (depois Triken e atualmente Braskem) foi objeto de grande controvérsia. Ambientalistas, como José Geraldo Marques, protesto como pôde contra a localização da mineradora, mas perdeu a disputa.

E era visível: a área, embora não habitada, estava encravada entre o Pontal da Barra, aprazível recanto turístico, e o Trapiche. O problema, que décadas depois se tornaria crucial, era que ali estava o complexo industrial, o centro de processamento, e não as reservas de sal-gema, objeto essencial da mineração.

Ninguém ou quase ninguém atentou para isso. Demonizou-se a Salgema, vista até como uma ‘bomba atômica’ prestes a explodir e acabar com a cidade, muita gente vendeu suas casas, mudou-se do Trapiche, causando forte desvalorização imobiliária, quando o real perigo estava situado há alguns quilômetros dali.

E a fiscalização?  Claro que a empresa tinha seu corpo de técnicos, engenheiros, a quem competia zelar pela segurança das áreas exploradas. Mas, e a fiscalização de órgãos externos? Hoje existe a Agência Nacional de Mineração, criada em 2017, mas antes existia o Departamento Nacional de Produção Mineral. E o que fizeram para evitar Mariana, Brumadinho e agora Pinheiro?

Também questionável é o papel do IBAMA nessa história. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente não sabia que havia exploração mineral com possíveis e até prováveis danos ambientais na região do Mutange-Pinheiro?

Ou seja, a depender da ‘fiscalização’, ninguém está seguro, aqui e em toda parte do território nacional. Esse, o cerne da grave questão. É só fazer um paralelo com a política: Câmara fiscaliza, Assembleia fiscaliza, Congresso fiscaliza, Tribunal de Contas fiscaliza, Controladoria fiscaliza, Ministério Público fiscaliza e, no entanto, ninguém consegue sequer ‘conter’ a corrupção...

 

BRASKEM DEVE PERMANECER EM ALAGOAS

Apesar do laudo dos geólogos e do quadro crítico que se instalou no Pinheiro, a Braskem deve continuar operando em Alagoas. O problema da mineração pode ser resolvido com a escolha de áreas não habitadas, distantes de centros urbanos, prevenção que deveria ter sido considerada quando a Salgema veio para cá.

 

GOVERNO QUER BRASKEM EM ÁREA DESABITADA

Enquanto o governador Renan Filho defende a Braskem operando em região não habitada, o secretário da Fazenda, George Santoro, chega a sugerir que a empresa opere com matéria-prima trazida de outro estado. Lembrando que a Braskem se instalou na área do Pontal, mas a mineração era feita na região do Pinheiro.

 

PROBLEMA NÃO É DIZER, MAS COMO DIZER...

Com seu jeito simples de falar, Bolsonaro diz que ‘fez um compromisso’ de nomear Moro para o Supremo. Nenhuma revelação, era o que todos sabiam ou, pelo menos, esperavam. O presidente quis dizer: “Olha, quando abrir uma vaga vou lhe nomear para o Supremo Tribunal”. Quem enxerga conluio nisso mostra o que tem na cabeça...

 

LUIZ CARLOS ASSUME DIREÇÃO-GERAL DA ALE

O competente Luiz Carlos Alves de Oliveira acaba de assumir um dos cargos mais importantes da Assembleia Legislativa Estadual. Nomeado pelo presidente Marcelo Victor, Luiz Oliveira - que é graduado em Administração - foi empossado como diretor-geral da Casa de Tavares Bastos.  Ele sucede Igor Bitar, diretor de Recursos Humanos, que vinha ocupando a DG interinamente.

 

PAULÃO NÃO PERDOARÁ SÉRGIO MORO, JAMAIS...

O deputado Paulão disparou críticas a Sérgio Moro, o que não surpreende. Novidade seria ouvi-lo elogiando Moro. Diz que o ministro da Justiça ficou mal na história da indicação para o Supremo Tribunal, está desmoralizado, essas coisas. Bom, o fato é que Paulão é cria do PT, ganha a vida como petista e jamais vai perdoar o homem que mandou o grande chefe Lula para a cadeia.

 

DELAÇÃO PREMIADA VALE, MAS TEM DISTORÇÕES

A delação premiada é um instituto válido, uma arma infalível nas investigações de corrupção. Verdade. Mas os vazamentos seletivos – que atendem a interesses inconfessáveis – desvirtua a delação recompensada, que também padece de outro mal: a mentira de quem delata só para ter a pena reduzida.

 

SISTEMA AQUI JÁ É O PARLAMENTARISMO

Implantar o parlamentarismo no Brasil seria uma redundância. Não de agora, o Parlamento manda, deita e rola. Lá atrás, impôs a renúncia de Jânio Quadros. Mais adiante, derrubou Fernando Collor. Recentemente, destituiu Dilma. E, agora, como todos estão vendo – e com a velha política de sempre – tenta criar clima para implodir o governo de Bolsonaro. Quem manda?

 

seta

Primeira Edição © 2011