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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

O monstro que ameaça Bolsonaro está solto...

13/09/2021 18:08

Não fosse pelo notório ‘apego ao cargo’, Paulo Guedes já teria deixado o Ministério da Economia. E faria, com o gesto, um enorme favor ao povo brasileiro e ao próprio Bolsonaro, que lhe confiou as diretrizes da política economia de seu governo.

As reformas propostas por Guedes não passam como deveriam e a realidade se choca com suas previsões. A da Previdência, draconiana, deveria sanear as finanças do Planalto, mas isso não aconteceu. A tributária é um rolo só e a administrativa – uma punhalada no peito dos servidores públicos – não vai passar como ele desejava, com o fim da estabilidade.

Mas o erro capital de Guedes foi apostar na alta do dólar, pois a disparada do câmbio ampliou as exportações, e o mercado interno, com a oferta reduzida, viu os preços pipocarem. No início, falava-se em arroz, feijão e óleo de soja. Depois veio a carne bovina, que puxou a cotação do frango, do porco e até do pescado. A partir daí – e com a alta contínua da energia elétrica e dos combustíveis – a inflação voltou com celeridade.

E voltou turbinando os preços em geral. Significa que a população em geral – e os mais pobres em particular – está com o poder aquisitivo se deteriorando rapidamente. E o pior, no momento em que, enfrentando dificuldades, a economia busca se recompor superando os efeitos danosos da pandemia.

É um monstro. Como diziam os governos anteriores ao Plano Real, a inflação é um monstro devora tudo. Desorganiza a economia e, a partir daí, começa a corroer os salários. Com a renda comprometida e a qualidade de vida se decompondo, restaria à classe trabalhadora a mobilização (leia-se greve) por reajustes. Foi assim, pelo menos, nos tempos do descontrole inflacionário, da guerra entre preços e salários.

É tema que exige digressão robusta, mas o presente resumo basta como advertência ao capitão: os mortes da pandemia pesam, claro, mas são o custo maior de uma doença fatídica. A falta de comida no prato, entretanto, não será vista como maldição epidêmica, e sim como fruto de política econômica incompetente. Essa será a percepção popular. O monstro está solto...

 

PRIVATISTA, MAIA CRITICA REAJUSTE DA ÁGUA

O deputado Davi Maia (oposição) criticou o reajuste de 8,085% aprovado pela ARSAL para a tarifa de água e esgoto. Tratou-se de reposição para compensar a inflação dos últimos 12 meses. Maia, só para lembrar, defendeu a concessão dos serviços da Casal à iniciativa privada. Por outro lado, não teve a mesma veemência para criticar o reajuste tarifário da conta de luz.

 

JÓ PEREIRA RECEBE TÍTULO DE EMBAIXADORA

Coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Comércio, a deputada Jó Pereira acaba de receber o título de ‘Embaixadora do Comércio Exterior – Comex - de Alagoas. A distinção foi entregue pelo presidente da Câmara de Negócios Internacionais (CNIA) Luizandré Barreto, durante cerimônia no Hotel Intercity, na Ponta Verde.

 

BRASIL PRECISA ABOLIR REELEIÇÃO AUTOMÁTICA

Instituída no governo de Fernando Henrique Cardoso, a reeleição para cargos executivos (prefeito, governador e presidente) tem produzido males terríveis ao Brasil. Por exemplo: toda crise institucional do momento tem como causa o desejo de Bolsonaro de ser reeleito. Aliás, JB começou a falar em reeleição alguns meses após assumir a presidência. Agora, ele radicaliza ao dizer que só aceita a vitória. Que democracia é essa?

 

VACINADOS PODEM IR AO ESTÁDIO DE FUTEBOL?

Ao vetar jogos do Flamengo com torcida no Maracanã, a CBF coloca em descrédito a eficácia da vacinação contra Covid-19. Simples: a Prefeitura do Rio de Janeiro condicionou o acesso ao estádio à apresentação de certificado de vacinação. Ora, se ainda assim há risco de transmissão do coronavírus, onde está a proteção oferecida pelas vacinas?

 

NÃO EXISTE RISCO DE INTERVENÇÃO MILITAR

As bravatas de Bolsonaro não vão levar o Brasil a uma ruptura institucional, muito menos a uma intervenção militar. As Forças Armadas estão coesas, unidas, e conscientes de seu papel.  Intervenção com que objetivo? ‘Levar’ Bolsonaro para onde ele já está? Além do mais, não há clima para militarização do regime.

 

UM FILME JÁ VISTO NOS ESTADOS UNIDOS

Em verdade, enxerga-se um paralelo entre a atual situação de Bolsonaro e a vivida pelo ex-presidente Donald Trump. Abatido pela postura que assumiu frente à pandemia, Trump denunciou fraude eleitoral e também exercitou bravatas. No final, deu Joe Biden, e Trump, choramingando o tempo todo, acabou aceitando a derrota eleitoral – com voto impresso...

 

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A vitória do mestre na batalha contra o inimigo terrível

30/08/2021 12:49

Depois de uma batalha decisiva pela vida, o anúncio do Hospital Vila Nova, em São Paulo: “O paciente Douglas Apratto Tenório acaba de receber alta”. Era a vitória do mestre sobre as graves complicações que o acometeram em decorrência da Covid-19.

Quinta-feira (26) quase dois meses após contrair o vírus e viajar para a capital paulista, depois de receber assistência inicial na Santa Casa de Maceió, o historiador e atual vice-diretor do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) desembarcava são e salvo no Aeroporto Zumbi dos Palmares, onde foi recebido justamente como merecia: com música, aplausos e o carinho de familiares e amigos que, ao longo do drama crucial, se uniram  em corrente de oração pelo seu restabelecimento.

No dia 27 de junho último, o professor Douglas Apratto, com seu quadro de Covid agravado, foi intubado na Santa Casa e teve de ser transferido para São Paulo, onde permaneceu internado até 17 deste mês de agosto, quando deixou o hospital e foi levado para um hotel onde passou alguns dias fazendo fisioterapia.

 

EMOÇÃO

A calorosa e emocionante recepção no Zumbi dos Palmares deu a exata dimensão de quanto o professor e doutor – um dos grandes intelectuais de Alagoas – é admirado e querido.

Diante de alunos, familiares e amigos, em ambiente de sorrisos e profundo acolhimento, Douglas Apratto foi brindado com melodias executadas ao violino pelo maestro Luís Martins. E não faltaram flores belíssimas e uma ostensiva faixa de ‘boas-vindas’.

Em mensagem aos colegas (dirigentes, professores e alunos) do Centro Universitário Cesmac e aos amigos que ficaram torcendo por sua recuperação, a família de Douglas agradeceu pelas orações lembrando a palavra de consolo e esperança de Jesus: “Pedis e recebereis”. Os que amam Douglas receberam.

 

O PORTA-VOZ

Durante todo o período de internação, fiz sucessivos contatos com Jorge Morais – grande jornalista e comunicador esportivo, meu amigo-irmão – assessor de comunicação do Cesmac.

Morais me passava informes diários sobre o estado de saúde de Douglas. Quando os contatos foram rareando, senti que a saúde Do amigo evoluía positivamente, até que no dia 29 de julho Morais comunicou:

- Mais um dia de luta e nosso querido guerreiro professor Douglas continua a sua maratona de exercícios em busca da sua recuperação total... continua estável e sem intercorrências. Dia de agradecer a Deus por sua recuperação diária.

Na quinta (26) à tarde, agradecido pelo retorno e vibrando com a homenagem no Aeroporto, enviei pelo Zap:

- Douglas em casa, Deus seja louvado! – E Morais retornou:

- Isso, graças a Deus!

 

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Como Renan Filho conseguiu superar a criminalidade em Alagoas

23/08/2021 13:07

Responsável pela política de combate à violência que retirou Alagoas do topo da criminalidade nacional – com queda constante e segura, principalmente, dos índices violentos – o governador Renan Filho revela a receita, simples e eficaz, para atingir os objetivos na área administrativa mais difícil de ser conduzida: “priorização da segurança pública”.

A frase, curta e objetiva, resume todo um projeto de combate à criminalidade que envolve uma série de medidas concretas:

1 – contratação de mais agentes da Polícia Civil, mais integrantes da Polícia Militar, mais agentes penitenciários e da Perícia Oficial, através de concursos públicos;

2 – aquisição de novas viaturas para as Polícias – todas devidamente equipadas – e de armamentos sofisticados para o enfrentamento à bandidagem;

3 – implantação em dezenas de municípios dos Centros Integrados de Segurança Pública, CISPs;

4 – construção e inauguração do novo Instituto Médico Legal Estácio de Lima, com investimento de R$ 25 milhões na edificação da sede e aquisição de equipamentos;

5 – valorização da Polícia Militar, com aumento do efetivo e promoções de seus integrantes;

6 – colocação das aeronaves do Estado para uso das forças de segurança em ações policiais e do Corpo de Bombeiros Militar;

7 – política de ações integradas das Polícias Civil e Militar, organismos que, no passado, atuavam de forma independente.

Como resultado de tudo isso – e sob o comando direto do secretário Alfredo Gaspar de Mendonça e do coronel Lima Júnior – Alagoas teve a segunda maior redução de mortes violentas do Brasil nos últimos dez anos, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados em junho último.

Alagoas reduziu em 51,1% o número de homicídios no comparativo entre 2011 e 2020, atrás apenas do Distrito Federal, que obteve uma redução de 51,4% no mesmo período.

O estado apresentou o melhor resultado da região Nordeste, seguido pela Paraíba, que reduziu 34,3% o número de mortes violentas nos últimos dez anos. O Brasil alcançou em uma década uma redução de 3,7%, bem abaixo do resultado registrado por Alagoas.

Com todos esses avanços, em menos de 7 anos Alagoas deixou de ostentar o título de estado mais violento do Brasil – marca que durou mais de três décadas – e se transformou num exemplo de como reduzir a violência usando as ferramentas da lei.

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Impasse é mais embaixo: nem Bolsonaro se afasta, nem Artur Lira assume a Presidência. Confira aqui.

27/07/2021 20:08

A recente internação hospitalar do presidente Jair Bolsonaro fez emergir com força uma questão crucial ainda não definida: se Bolsonaro se licenciar e, circunstancialmente, o vice Hamilton Mourão não puder assumir (poderia estar doente ou viajando) quem ocupará a presidência da República?

Em situação de normalidade, a resposta seria ‘Artur Lira, presidente da Câmara dos Deputados e, portanto, o segundo na linha sucessória presidencial, vindo logo após o vice-presidente’, mas há um óbice a considerar: no Supremo Tribunal Federal existe decisão que impede a posse na presidência da República de alguém que esteja, na condição de réu, respondendo a processo perante a Suprema Corte, a exemplo do deputado alagoano.

Mas, como a Justiça não é o mesmo que a matemática, e o Supremo é uma instituição multicor – ou seja, pode mudar seu matiz decisório a qualquer momento, inclusive sob influência de interesses políticos e institucionais – a Corte Maior de repente pode autorizar Artur Lira a se investir no cargo de presidente. Situação resolvida? Não, porque depois da solução judicial vem algo mais complicado no terreno político.

E aí se pode dizer que Lira não assumirá a presidência, por uma hora sequer, considerando o risco político que isso representaria para Bolsonaro, hoje totalmente fragilizado e sem nenhuma condição de conter um processo contra ele dentro do Parlamento.

Como assim? Se o capitão se licenciar do cargo – para se tratar ou viajar – e, na ausência do vice Hamilton Mourão, Artur Lira assumir o Palácio do Planalto, o deputado Marcelo Ramos, do PL do Amazonas, assume a presidência da Câmara e, pelo que já andou sinalizando, atende um dos 127 pedidos de abertura de processo de impeachment contra Bolsonaro. Simples assim.

Claro que, se isso acontecesse, tanto Artur Lira como o bloco do Centrao – que hoje dá sustentação política ao presidente – esqueceriam Bolsonaro e já passariam a ‘conversar’ com o ‘presidente Hamilton Mourão’, isso, por motivo elementar: na situação em que se encontra, a chance de Jair Messias reverter o seu impedimento seria, com toda certeza – nenhuma.

 

RELATÓRIO DA CPI SERÁ UMA PEÇA TÉCNICA

Anote para conferir ao término dos trabalhos da CPI da Pandemia: o relatório do senador Renan Calheiros será uma peça essencialmente técnica baseada em documentos e provas robustas de desvios de recursos e jogo de propina dentro e no entorno do Ministério da Saúde. Lembrando: Renan é formado em Direito.

 

CONTRA A SANGRIA DO FUNDÃO ELEITORAL

Contrário ao ‘pulo do gato’ do fundão eleitoral, cujo valor astronômico o Congresso, sorrateiramente, triplicou, o senador Renan Calheiros disparou: “E por falar em facadas e hemorragias, o presidente tem a prerrogativa de vetar a facada do fundão eleitoral que vai sangrar o Brasil em R$ 5,7bi.”.

 

RENAN FILHO É A BOLA DA VEZ PARA 2022

Com obras inauguradas ou em andamento em todas as regiões do Estado, com avanços históricos na Segurança, Saúde e Educação – e com extraordinária ampliação da malha rodoviária estadual – Renan Filho é avaliado hoje como opção natural para concorrer à vaga de senador ocupada atualmente por Fernando Collor.

 

DE GOVERNADOR A VICE-PRESIDENTE?

Mas, como o momento é de ‘especulação’ em todos os escaninhos do cenário político nacional, Renan Filho também está tendo o nome cogitado para compor, como vice, a chapa que deverá ser encabeçada pelo ex-presidente Lula, hoje o nome mais forte para disputar a sucessão de Jair Bolsonaro em 2022.

 

RONALDO LESSA E UMA HIPÓTESE COGITADA

O ‘ex-quase-tudo’ (só não exerceu ainda o mandato de senador), Ronaldo Lessa tem cacife para concorrer ao governo, ao Senado e a deputado federal. Mas, se não disputar nenhum mandato e o prefeito JHC sair para governador - e se der bem - Lessa assumirá pela segunda vez o cargo de prefeito de Maceió.

 

UMA PERGUNTA PARA CALAR O PRESIDENTE

Quando diz que houve fraude no 1º turno da eleição presidencial de 2018, Bolsonaro comete um erro primário de raciocínio ao provocar uma indagação crucial: por que será que fraudaram a eleição que não decidia, mas não fraudaram a que decidiu?

 

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Por que Painel da Globo erra ao mostrar obras dos governadores

12/07/2021 19:00

O Grupo Globo, através do G-1, tem publicado levantamentos que mostram o desempenho dos prefeitos das capitais e dos governadores. No início deste mês, saiu o Painel com três itens pesquisados nos estados: Promessas feitas pelos governadores e constantes no programa de governo, as ações cumpridas e as que se encontram em fase de execução. Em suma, o que se prometeu, o que se cumpriu e o que está sendo cumprido.

Mas o Painel é rígido demais e, por isso, acaba errando. Se fosse um pouco flexível, o levantamento incluiria, também, as obras não prometidas e, no entanto, realizadas.

No caso específico de Alagoas, o demonstrativo do G-1 diz que o governador cumpriu apenas 10 de um total de 37 promessas feitas. Sob a frieza desses números, conclui-se que Renan Filho fez muito pouco até agora, mas não é o que a realidade alagoana mostra. Fosse minimamente flexível, o Painel Global diria que o governador não prometeu e cumpriu: cerca de 1 mil quilômetros de estradas construídas e recapeadas (marca que supera a soma do que foi feito por todos os governos passados); urbanização de mais de 50 grotas de Maceió; 70 escolas de tempo integral construídas no Estado; 7 novos hospitais construídos na capital e interior; duas UPAs entregues e mais duas em construção; duplicação de rodovias estaduais com previsão de 400 quilômetros até o final de 2022; construção de 30 Centos Integrados de Segurança Pública (CISPs); aquisição de centenas de viaturas para Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Tem mais, muito mais realizações nas áreas de Segurança, Saúde e Educação, tem inúmeros concursos públicos com milhares de vagas, obras de mobilidade na capital (como o Eixo Quartel), centenas de cisternas no interior e por aí vai.

Ou seja, o Painel do G-1 peca ao se ater, exclusivamente, ao que consta no programa de governo. Imagine que o governador deixe de construir um ginásio de esportes (prometido) e construa 70 escolas de tempo integral (não prometidas). O Painel vai falar no ginásio e omitir os educandários construídos. É justo?

 

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Primeira Edição © 2011