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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Uma solução viável contra aumento dos combustíveis

13/01/2020 17:58

De repente, a ideia luminosa: um fundo para equalizar os preços dos combustíveis. Por que não?

A sugestão sobreveio com a crise entre Estados Unidos e Irã com reflexos altistas na cotação do petróleo. Como, no Brasil, o preço da gasolina, do diesel e até do etanol aumenta o tempo todo, seguindo o mercado externo e a variação do dólar, Bolsonaro concebeu a oportuna ideia de criar um fundo setorial.

É a fórmula, sem efeitos colaterais, capaz de evitar que os combustíveis sacrifiquem ainda mais os proprietários de automóveis. Ou que induzam, mais uma vez, os caminhoneiros a uma paralisação que teria consequências imprevisíveis.

A questão é: o governo não pode interferir na política de preços da Petrobras pelo simples fato de que, o fazendo, afetará a receita da estatal e produzirá fuga de seus acionistas e investidores.

O governo Dilma segurou o preço dos combustíveis e o resultado, no médio prazo, todos conhecem: aumento compensatório e greve dos carreteiros durante o governo de Michel Temer. Um pandemônio se abateu sobre o cotidiano dos brasileiros.

Mas, o fundo em cogitação não deveria ser, apenas, para evitar a explosão dos preços dos combustíveis. Não. Poderia, igualmente, ser usado para livrar os usuários de energia elétrica do pagamento de contas bilionárias às termoelétricas, que garantem o suprimento energético em períodos de estiagem e de queda acentuada dos níveis dos reservatórios das hidroelétricas.

A cobertura dada às termoelétricas atinge pesadamente o bolso dos consumidores, mesmo com a política de diluição dos encargos ao longo de anos. Por isso, seria mais do que justo que o governo de Bolsonaro criasse um ‘fundo energético’ mais abrangente, de modo a evitar a penalização de quem usa energia e combustível automotivo, sabendo-se, obviamente, que nem todo cidadão tem carro, mas todo cidadão usa energia elétrica.

O governo, que sempre acha de onde tirar recursos públicos (como os dois bilhões do fundo eleitoral), saberá onde ir buscar lastro para manter energia e combustível sem altas insuportáveis.

 

UMA CONQUISTA DIGNA DE COMEMORAÇÃO

A redução da violência, em Maceió, pode ser sentida pelas pessoas no cotidiano. Quase já não se houve falar em ‘saidinha de banco’, ataques a postos de combustível e explosão de caixas eletrônicos. Também diminuíram muito os assaltos nos coletivos. No interior recuaram os roubos de cargas e de agências bancárias.

 

MAIS SEGURANÇA SIGNIFICA MAIS TURISMO

E o que é mais emblemático nos avanços da luta contra a criminalidade é a queda da taxa de homicídios. Foram 1.184 assassinatos no ano passado contra 2.417, em 2011. Uma redução superior a 50% em menos de uma década. O boom turístico de Alagoas tem explicação: segurança. O turista hoje se sente seguro ai visitar nosso Estado, ao contrário do que se via há 10 anos...

 

O INIMIGO DO FUNCIONALISMO PÚBLICO

Preocupado, apenas, com arrecadação, Paulo Guedes tende a colocar o funcionalismo público em rota de colisão com o presidente Bolsonaro. A pancada nos aposentados já aconteceu, mas é uma categoria imobilizada. A vez dos servidores ativos está chegando com a reforma administrativa...

 

O DRAMA DE ROGÉRIO TEÓFILO EM ARAPIRACA

Rogério Teófilo lutou bravamente, reduziu despesas, racionalizou gastos, mas não conseguiu livrar Arapiraca da dívida astronômica que herdou ao assumir a Prefeitura em 2017. Servidores com salários atrasados, recorrendo ao Ministério Público e à Justiça, mostra que o déficit orçamentário persiste na capital do Agreste.

Às vezes, na política, é melhor perder ganhando do que ganhar perdendo. Teófilo parece viver esta última situação.

 

TCU QUER REDUZIR GASTOS DE PARLAMENTARES

O Tribunal de Contas da União está de olho no cotão. É o nome dado ao dinheiro gasto pelos congressistas com alimentação, combustível, passagem aérea, telefone, aluguel de veículos etc.

Em 2019, a despesa com esses itens foi de R$ 188 milhões.

 

O RENDIMENTO DA CADERNETA LÁ EMBAIXO

Com o rendimento lá embaixo, a caderneta de poupança está deixando de ser um investimento atrativo. Hoje, uma aplicação de R$ 50 mil rende menos que R$ 150,00. Por enquanto, o poupador está correndo para outras aplicações, mas, de repente, pode acontecer uma corrida para o consumo...

 

VIDENTE PREVÊ MORTE DE DOIS VELHINHOS...

O vidente Rogério Alexandre, o Robério de Ogum, previu a morte de dois ex-presidentes do Brasil, em 2020. Se nenhum morrer, ninguém se lembrará da profecia. Se morrerem dois, o médium vira um deus. Detalhe: José Sarney e Fernando Henrique têm 89 anos e estão doentes. Michel Temer beira os 80. O mais novo, Fernando Collor, já comemorou 70...

 

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Sucessão em Maceió - Alfredo Gaspar poderia esperar para disputar o governo...

07/01/2020 09:54

O cenário da sucessão em Maceió pode até mudar, mas as análises e especulações vão continuar concentradas numa disputa com três fortes opções para o eleitorado, envolvendo a candidatura do deputado federal JHC, pelo PSB, de Alfredo Gaspar, pelo MDB ou um partido aliado, e do candidato apoiado pelo prefeito Rui Palmeira, que prefere um nome do PSDB.

João Henrique Caldas é candidato declarado desde a eleição de 2016, vencida por Rui, e na qual ele – JHC – ficou em terceiro com votação positivamente surpreendente. O deputado tem o apoio do senador Rodrigo Cunha, presidente regional do PSDB.

Rui Palmeira não apoia (nem apoiará) JHC por considerá-lo um adversário, avaliação que se sedimentou já na campanha de 2016. O prefeito entende, inclusive, que o PSDB comanda o Município e deve naturalmente apresentar o seu próprio postulante. Correto.

No bloco liderado pelo MDB, do governador Renan Filho e do senador Renan, o nome em destaque – e não de agora – é o do procurador de Justiça Alfredo Gaspar Mendonça. É o ‘possível’ candidato mais comentado, mas especulado pela mídia, mas sua candidatura é apenas ‘um projeto ainda sem definição’.

A questão a considerar é que Alfredo Gaspar estaria para Alagoas, hoje, como Sérgio Moro para o Brasil. Portanto, com estatura bem acima de possíveis concorrentes a uma eleição em Maceió. A avaliação da Coluna, por exemplo, é de que Gaspar tem potencial para disputar o governo, numa batalha de alto nível. Isso, aliás, deveria ser objeto de uma pesquisa qualitativa para orientar melhor o comando do MDB. Simples: o eleitor que apoia e quer Alfredo Gaspar no governo pode não assimilá-lo como prefeito.

Uma das alternativas, do MDB, seria lançar Maurício Quintella, ex-ministro e ex-deputado federal ‘bom de urna’, tanto que em 2018, na corrida ao Senado, ficou em terceiro (atrás de Rodrigo Cunha e Renan, os eleitos) colocando quase 130 mil votos à frente do então senador Benedito de Lira, decano da política estadual. O MDB poderia até se compor para apoiar JHC, indicando o candidato a vice-prefeito, numa aliança com retorno traduzido em apoio a Alfredo Gaspar na sucessão de 2022.

Por que não?

 

EM VIGOR, A LEI DO ABUSO DE AUTORIDADE

Autor da proposta que resultou na Lei do Abuso de Autoridade, que começou a vigorar no final de semana, o senador Renan Calheiros valeu-se do twitter para destacar: “Colaborei para mudar velhos e tristes hábitos. Quanto maior o poder, mais perigoso o abuso”. A nova legislação pune abusos nos poderes e em instituições como Ministério Público e Polícia Federal.

 

O ROLO COMPRESSOR DE RENAN FILHO

Renan Filho deverá manter o ritmo intenso de execução de obras que marcou o primeiro ano de seu segundo mandato. Uma dessas obras será o Hospital Metropolitano de Maceió, com estrutura superior ao celebrado Hospital da Mulher, inaugurado em 2018 poucos antes da entrega da novíssima UPA do Jacintinho.

 

MAIS UM RETROCESSO DO MINISTRO TOFFOLI

Decisão recente do ministro Dias Toffoli abre caminho para que pessoa viva possa ser homenageada com o nome afixado em imóveis públicos. Retrocesso absurdo. Os gestores se sentirão à vontade para estampar em escolas, rodovias, avenidas e outras obras o nome até de pessoas procuradas pela Polícia Federal.

 

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Os avanços superam as picuinhas políticas. Com certeza.

29/12/2019 09:34

O Brasil tem motivo para comemorar o ano que está se despedindo. Não foi, claro, uma viagem turística, um passeio inesquecível, uma aventura deliciosa. E nem poderia ser com o ambiente político tenso, um pós-eleitoral marcado pela ruptura de um predomínio partidário hegemônico. Mas o país andou, houve avanços importantes, embora a mídia tenha se preocupado mais com as picuinhas do jogo político arrastado e inconsequente.

A reforma da Previdência, por exemplo, foi um grande avanço. Nos últimos 20 anos, o sistema previdenciário explodiu. Benefícios de mais para contribuição de menos. Lula conseguiu taxar os inativos, mas não foi fácil. Desarrumou a bancada do PT no Congresso. Dilma só conseguiu emplacar o sistema 85/95,  sem idade mínima. E o essencial era um limite etário para impedir aposentadorias aos 50 anos de idade. Temer tentou, mas foi só. Bolsonaro, afinal, fez a reforma, a mais ampla e profunda possível, mas sem incluir estados e municípios, o que deverá ser sacramentado com a PEC Paralela.

Com o novo sistema previdenciário, gradativamente o governo deixará de desviar dinheiro para cobrir o déficit bilionário do setor. Os recursos, então, irão para saúde, educação, segurança... Um avanço extraordinário refletido no alto grau de confiabilidade dos investidores. A Bolsa de Valores prova isso. A retomada do investimento na cadeia produtiva prova isso.

Também houve avanço no combate à corrupção com aprovação do projeto anticrime de Sérgio Moro, o ministro incluído entre as 50 personalidades da década (não do ano) pelo insuspeito e consagrado Financial Times. Pena que Bolsonaro não tenha vetado a figura excrescente do tal ‘juiz de garantias’. Absurdo.

Para o ano Novo, ano de eleições municipais, espera-se que o Congresso aprove a reforma tributária. Não para arrecadar mais, que o povo não aguenta, mas para simplificar o sistema. E fazer correções pontuais. O Imposto de Renda requer mudanças, mormente a criação de mais alíquotas. Não é justo que o contribuinte com renda de R$ 5 mil pague o mesmo que um privilegiado com salário de R$ 30 mil, R$ 40 mil. Bolsonaro precisa conter a obsessão arrecadatória de Guedes. O ministro da Economia é tão insaciável quanto socialmente insensível.

CORINTHO DA PAZ APOSTA NAS REDES SOCIAIS

Corintho Campelo da Paz trabalha intensamente preparando o terreno para disputar a Prefeitura de Maceió, pelo PDT de Ronaldo Lessa. E aposta na influência das redes sociais, inspirado no exemplo de Bolsonaro na eleição presidencial. Lembrando que Corintho já administrou Maceió – foi prefeito por 10 meses.

 

UM CENÁRIO RARÍSSIMO ESTÁ SE DESENHANDO

A partir de 2023, a representação política de Alagoas no Congresso Nacional deverá exibir uma composição raríssima: pai e filho exercendo o mandato de senador. No caso, Renan Calheiros e Renan Filho. Até 2028 havia um pai senador e um filho deputado, no caso, Biu de Lira e Artur Lira.

 

MARCELO VICTOR PARA VICE-GOVERNADOR?

Marcelo Victor vice-governador? É o que se especula nos bastidores da Assembleia Legislativa, que o deputado de Palmeira dos Índios preside. Analistas lembram a excelente relação de Victor com o governador Renan Filho. E acham que essa seria uma boa hora para Luciano Barbosa estrear como concorrente a um mandato eletivo. Deputado federal? Estadual?

 

DOIS CAMINHOS PARA LUCIANO BARBOSA

A se levar em conta o seguinte: pela legislação vigente, Renan Filho terá de renunciar ao cargo em abril de 2022 para poder disputar o mandato de senador. Diante disso, Luciano Barbosa se efetivará como governador. Ou renunciará, também, para disputar as eleições, abrindo caminho para a eleição de um governador-tampão, com mandato de mais ou menos oito meses.

 

A CONSAGRAÇÃO QUE ‘BLINDA’ SÉRGIO MORO

A eleição de Sérgio Moro para compor a galeria das 50 personalidades da década (único do Brasil na seleção do Financial Times) não apenas ‘absolve’ o ministro, das imputações dos adversários, como lhe serve de blindagem ética. Trata-se, em verdade, da maior derrota sofrida pelos que tentam desacreditar Moro por haver condenado o petista Lula da Silva.

 

IANQUE COMBINOU USO DE MENSAGENS ROUBADAS

E atenção: a Polícia Federal obteve prova material de que o interceptador Glenn Greenwald manteve conversa com os hackers que roubaram mensagens de procuradores da República e do juiz Sérgio Moro. Interceptador, para deixar mais transparente, é o sujeito que adquire, esconde ou guarda objetos furtados.

 

UM ANO NOVO DE PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE!

Aos amigos, leitores, anunciantes – transmito aqui meus votos de um Ano Novo de muita Paz, Saúde e Prosperidade. E segurança. Na esperança de que, com Jesus no comando da grande nave, tenhamos todos um 2020 e muitas conquistas e notícias positivas.

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O verdadeiro foco da prisão em segunda instância

19/12/2019 18:07

A mudança de posição do Supremo Tribunal Federal sobre a prisão em segunda instância mexeu com a sociedade, gerando ondas de críticas e manifestações contra os ministros do STF, mas não só. Alcançou, também, a confiabilidade de empresários, de investidores estrangeiros que andam com uma lupa buscando enxergar inconsistências na estrutura da segurança jurídica.

É fácil entender o que pensam estrangeiros que, endinheirados, desejam investir por aqui, abrir empresas, comprar e ampliar fábricas e indústrias já existentes, apostar na economia nacional. “É seguro trazer dinheiro para um país onde um fator tão importante, como a regra da prisão de um criminoso, muda ao sabor dos humores dos ministros da Suprema Corte?”. Não é.

E não poderia ser, porque, por trás da discussão sobre se um princípio legal deve ou não ser prevalente, impõe-se considerar, de forma crucial, o que isso significa. A questão da ‘segunda instância’ não abrange, a rigor, crimes comuns como assaltos, estupros, latrocínios. Atinge, precipuamente, os delitos de natureza financeira. Traduzindo: desvios de dinheiro público.

Então, num país onde uma mega operação chamada de Lava-Jato desmantelou esquemas de rapinagem de muitos bilhões de reais, envolvendo grandes empresas estrangeiras e até chefes de estado, paira o justificado temor de que a supressão de uma regra como a do cumprimento de pena após condenação em segunda instância favoreça e estimule a impunidade, pondo em risco, obviamente, os investimentos feitos por quem ingressa no mercado brasileiro para operar com transparência e honestidade.

Isso é emblemático. A Lava-Jato não caça nem investiga pistoleiros nem traficantes. Seu foco são empresários, políticos e agentes de governo que agem como organizações criminosas desviando dinheiro oriundo dos impostos pagos pelo povo. Talvez por isso, a volta da prisão em segunda instância tenha mobilizado tão intensamente o Congresso Nacional, sobretudo depois dos protestos da sociedade com a malfadada decisão do Supremo Tribunal.

 

NÃO TEM ESTADO LIVRE DA NOVA PREVIDÊNCIA

O governo Renan Filho fez o que os demais governadores ou fizeram ou terão de fazer: a reforma previdenciária ajustada à reformulação feita pelo governo federal. Mais: só está livre para escalonar o reajuste da contribuição previdenciária do servidor o estado que não tiver déficit no setor. Tem algum?

 

O PRÓPRIO LULA TAXOU OS APOSENTADOS

Lembrando: Lula taxou os aposentados e Dilma fixou o sistema de 85/95 (soma de idade com tempo de contribuição) para aposentadorias de mulheres e homens. E a reforma de Temer, ampla e profunda, não saiu porque o presidente foi denunciado e perdeu influência junto ao Congresso.

 

EM DEFESA DO RESPEITO E DA FÉ

Quem tem arte, exibe arte. Quem não tem, faz palhaçada como esse tal grupo ‘Porta dos Fundos’ (nome emblemático, por sinal). A ofensa a Jesus, no ‘filme’ desses palhaços, merece uma única resposta: boicote à Netiflex ao próprio grupo e a quem patrocina esse tipo de apelação rasteira e afrontosa à fé religiosa.

 

 

QUEM FALA SOBRE ‘DESVIO DE CARÁTER’

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, afirma que “quem apoia o presidente Jair Bolsonaro tem desvio de caráter”. Um alagoano adepto do capitão devolveu na bucha: “Se tem desvio é porque tem caráter. Agora, não existe solução, nenhum remédio, para o sujeito sem caráter”.

 

PESQUISA DO DATAFOLHA E OUTRAS PESQUISAS...

Enquanto pesquisa Datafolha (do Grupo Folha, que adora Bolsonaro...), mostra o presidente em situação crítica, sondagens independentes publicadas pela Veja e pela CNI mostram o capitão em alta junto à população e ao empresariado, respectivamente.

 

CADA GESTO, CADA ATO, TEM UMA RAZÃO DE SER

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer retardar volta da prisão em segunda instância alegando que uma PEC oferece mais segurança jurídica. Seu colega do Senado, Davi Alcolumbre, tem o mesmo discurso. Traduzindo: ambos respondem a processos no Supremo Tribunal Federal por improbidade administrativa.

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O caminho natural do PT em Alagoas

05/12/2019 13:04

Não se trata de estratégia, projeto, plano ou coisa do gênero. É o caminho óbvio a ser percorrido: derrotado nas eleições gerais do ano passado, o Partido dos Trabalhadores tem mais é que se lançar na batalha eleitoral do próximo ano. E não como coadjuvante, como fez em pleitos passados, mas com candidatos próprios. Será um esforço de reerguimento, agora com Lula em liberdade, em busca de espaços perdidos. O PT não se acabou, nem com a prisão do principal líder e ex-presidente da República, nem com a derrota de Fernando Haddad para Jair Bolsonaro. O partido criado no início da década de 1980 continua com uma estrutura forte. Está bem representado na Câmara Federal e no Senado e comanda alguns e estados e muitos municípios. Tanto pela sobrevivência quanto pela necessidade de expansão, cabe-lhe escolher bons nomes para a batalha nas urnas municipais.

O próprio Lula recomenda que as lideranças petistas se organizem e lancem candidatos próprios principalmente nas grandes cidades. Tradicionalmente, o PT se sai bem nas disputas eleitorais em importantes capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife. Mas a campanha de 2020 servirá, sobretudo, para recompor o patrimônio ético e moral do partido, resgatando-o do profundo desgaste sofrido em meio ao processo do petrolão. Nesse sentido, parece crucial, mas imperioso, aos líderes petistas a adoção de um discurso de humildade e de reconhecimento de erros cometidos. O momento não comporta arrogância.

Aqui, o comando estadual petista anuncia o intento de concorrer à sucessão de Rui Palmeira, mas sem comprometer a aliança com o MDB. Ricardo Barbosa, presidente regional, deseja disputar a Prefeitura e deve obter o apoio partidário. Legítimo e natural, já que a eleição, tudo indicará, será decidida em dois turnos. Servirá para o PT avaliar o seu nível de aprovação popular, mas também difundir o discurso nacional já voltado para a sucessão presidencial de 2022. Ao final, o partido terá se exercitado no campo da luta eleitoral sem melindrar a estratégia de composição com o MDB para a disputa decisiva do segundo turno.

 

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Primeira Edição © 2011