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Australiana vítima de câncer deixou carta emocionante

19/01/2018 18:26

Na quinta-feira (4), os familiares anunciaram através de um post no Facebook o falecimento da jovem australiana. Na mesma postagem, eles também publicaram a carta deixada por ela com os seus conselhos de vida.

No início da carta, Holly começa falando um pouco sobre o processo de aceitação da morte:"É uma coisa estranha perceber e aceitar a sua morte aos 26 anos de idade. Isso é apenas algumas dessas coisas que você ignora. Os dias vão passando e você apenas espera que eles continuem vindo. Até que o inesperado aconteça. Eu sempre me imaginei envelhecendo e ficando com rugas ? muito provavelmente causadas por minha linda família (cheia de crianças). Eu planejava construir isso com o amor da minha vida".

"Esta é uma coisa da vida; é frágil, preciosa e imprevisível. E cada dia é um presente, não um direito dado. Eu tenho 27 anos agora. Não quero ir. Eu amo a minha vida. Estou feliz.. Devo isso aos meus entes queridos. Mas o controle está fora das minhas mãos", revelou.

Em seguida, a australiana decidiu dar alguns conselhos. "Só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com as coisas pequenas e as tensões insignificantes na vida e tentem lembrar-se que todos nós temos o mesmo destino depois disso tudo. Então, faça o que puder para que seu tempo seja incrível, sem besteiras. Nesses momentos que você estiver lamentando por coisas ridículas, apenas pense que alguém está realmente enfrentando um problema. Seja grato pelo seu pequeno problema. Não faz mal reconhecer que algo é irritante, mas tente não continuar a carregar isso e afetar negativamente o dia de outras pessoas", comentou.

Além disso, Holly aconselhou as pessoas a olharem para os pequenos detalhes do dia a dia: "Veja como o céu é azul e como as árvores são verdes; é tão lindo. Pense como você é sortudo por poder fazer isso: respirar. É tudo tão insignificante quando se olha para a vida como um todo. Estou vendo meu corpo desaparecendo diante dos meus olhos e não há nada que eu possa fazer. E tudo o que desejo agora é que eu pudesse ter mais um aniversário ou natal com a minha família, ou apenas mais um dia com o meu parceiro e o meu cão".

Outra questão levantada por Holly foi sobre solidariedade e desapego com os bens materiais. "Dê, dê, dê. É verdade que você ganha mais felicidade fazendo coisas para outros do que para si mesmo. Gostaria de ter feito mais isso. Compre algo para seu amigo em vez de outro vestido. Leve-os para uma refeição, ou melhor ainda, prepara-lhes uma refeição. Dê para eles uma planta, uma massagem ou uma vela e diga quanto os ama. Use seu dinheiro em experiências. Ou ao menos não perca experiências porque gastou todo o dinheiro com coisas materiais", afirmou.

Holly terminou a carta aconselhando as pessoas a realizarem boas ações. "Comece doando sangue. Doações de sangue (mais bolsas que eu poderia contar) me ajudaram a me manter viva por mais um ano. Um ano que eu serei eternamente grata, que eu passei aqui na terra com minha família, amigos e cachorro. Um ano em que eu tive alguns dos melhores momentos da minha vida", completou.

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Hoje é o dia mais triste do ano; veja como superá-lo

15/01/2018 14:35

Menina pequena com cara de triste: Tristeza: veja como superar o dia mais deprê do ano© Thinkstock Tristeza: veja como superar o dia mais deprê do ano

Hoje é o dia mais triste do ano. Isso é o que apontam pesquisas realizadas pela Universidade de Cardiff, no País da Gales.

Pelos estudos, a terceira segunda-feira de janeiro é o dia do ano em que as pessoas se sentem mais tristes. Isso porque, com as dívidas, o fim das férias e das festas, além da falta de planejamento para os objetivos do ano, a maioria das pessoas sente uma queda na motivação.

A data tem sido chamada há mais de uma década de “Blue Monday” e é levada à sério no Reino Unido, onde é constatado um maior número de faltas no trabalho neste dia.

Confira 10 dicas para enfrentar o dia mais triste do ano:

1) Não reclame: Falar ou pensar coisas negativas acabam prejudicando seu rendimento e sua motivação.

2) Dedique um tempo a você mesmo: Tire 30 minutos para fazer algo que goste, mesmo que seja banal.

3) Evite fazer refeições com pressa: Almoce ou tome café confortavelmente, sentado e com calma.

4) Analise seus planos e objetivos: Pergunte-se: “Qual contribuição quero dar com meu trabalho?”, “O que pretendo alcançar?”, “Como posso agir melhor com o que tenho?”

5) Faça reflexões: Pense em si mesmo e em tudo o que tem ao seu redor de maneira positiva

6) Encontre bons motivos para aproveitar a segunda-feira: Apesar de muitas pessoas odiarem este dia da semana, é possível encontrar vantagens dentro da rotina.

7) Comece a dizer não: Se algo não lhe agrada, não hesite em dizer não.

8) Renuncie a situações rotineiras que atrasam sua vida: Comece a mudar sua rotina com foco na produtividade, assim você escapará das mesmas situações de desânimo.

9) Quer ser líder? Avalie a possibilidade de conversar com um coaching para descobrir como atuar melhor com sua equipe.

10) Pense nos fins de semana como férias: Separe os dias de descanso para ficar com os amigos, família e filhos, além de passear e viajar como se estivesse em férias.

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Menino viveu com feto do irmão gêmeo no estômago por 15 anos

10/01/2018 12:17

feto gravidez preto e branco 0118 400x800© cosmin4000 / iStock feto gravidez preto e branco 0118 400x800

Em um caso raro no meio médico, um jovem abrigou o feto de seu irmão gêmeo dentro do corpo por 15 anos. Ele precisou passar por uma cirurgia para que a "massa" localizada em seu abdômen fosse retirada.

Conhecida como "gêmeo parasita" ou fetus-in-fetu, a condição se dá por uma má-formação durante a concepção dos bebês. É como se eles fossem siameses, mas um dos fetos se forma dentro do corpo do outro.

Adolescente com feto dentro do abdômen

O caso aconteceu no Hospital Sultan Abdul Halim Hospital, na Malásia, e foi publicado no jornal científico British Medical Journal.

Segundo a publicação, o menino de 15 anos apresentavam uma massa localizada no abdômen e reclamava de dores na região desde a infância.

Características do feto

O feto que se hospedou em seu corpo era alimentado por uma rede vascular, o que aumentou o nível de complexidade da cirurgia, e já apresentava crânio, vértebras, ossos, ainda que com deformações, cabelo, órgão genital masculino, olhos e pele.

Segundo os médicos, o bebê não-viável pesava 1,6 kg, não tinha boca, nem placenta ou cordão umbilical.

feto dna formacao 0118 400x800© bluebay/Shutterstock feto dna formacao 0118 400x800

Como se forma?

De acordo com o artigo científico, a má-formação pode acontecer quando um gêmeo monozigótico (idêntico ao irmão) se incorpora ao corpo do outro feto devido a uma falha divisão dos zigotos.

Ele, então, se torna parasita e é alimentado pelo irmão. O caso só é reconhecido como fetus-in-fetu quando é possível identificar coluna vertebral; se não, ele é identificado como um "teratoma", tumor formado por uma mistura heterogênea de tecidos (epitelial, ósseo, muscular, cartilaginoso).

A formação geralmente acontece no abdômen, mas também pode se desenvolver em outras partes do corpo do hospedeiro como cabeça, boca e escroto (bolsa que contém os testículos).

Em alguns casos, é possível identificar o fetus-in-fetu ainda na gravidez, em exames pré-natal.

Cirurgia para retirada do feto

A identificação do fetus-in-fetu pode ser feita com um raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou ultrassom. Para retirar o feto, o paciente precisou passar por uma laparotomia, cirurgia na cavidade abdominal.

O bebê foi entregue à família para a realização de um ritual funerário e o adolescente passa bem, segundo a publicação.

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"O Parque Antônio Rouco "

06/01/2018 13:25

Em 1991, foi construída uma pista para treino de vaquejada na fazenda são Pedro, (propriedade do Sr Sebastião Tenório), á época os incentivadores foram Sidnei Vilela, Antônio Tenório(Toninho), Douglas Tenório, Sebastião Tenório, Luiz Godoy,

Douglas por achar que estava ficando longe para passar os cavalos na fazenda onde fizeram a pista, resolveu fazer uma pista sozinho, no local  de seu trabalho, onde era uma pocilga,( um dos maiores criadores de porcos de viçosa), quando a pista ficou pronta, feita com material de primeira qualidade, o Sr Petrúcio Vasconcelos em visita, elogiou a pista e deu a ideia de ser construída uma arquibancada, isso já em 1993, a mesma foi construída, e o ponta pé inicial foi do Sr José Aílton Ávila, onde o mesmo anunciou uma corrida para um ano depois, precisava de um nome para o parque, Douglas pensava em colocar o nome de seu pai, ( mais o mesmo não gostava de vaquejada) então por ter um tio que gostava, e todos os seus filhos, resolveu então colocar o nome do mesmo no parque. " ANTONIO TENÓRIO CAVALCANTE, (ANTONIO ROUCO), pessoa muito conhecida na cidade pelo tom de sua voz, "ROUCA", e assim foi batizado o nome do parque.

Hoje com 23 anos de eventos, já foi palco de grandes eventos conhecido nacionalmente, como circuito Mastruz com Leite, circuito Alagoas, e durante anos realizou corridas em conjunto com José Cicero (parque recuperação em união), e Genivaldo Cândido (parque Graziele Teane Atalaia), e se apresentaram muitas bandas e cantores de renome nacional.

E vieram novos parceiros, como foi o Sr José Aprígio Vilela, entre outros.  Sempre ao comando do Sr. Douglas Tenório, a senhora Patrícia e seus filhos e familiares, que se empenham em realizar os eventos a cada ano.

Texto de Genivaldo Rocha - o Vaqueiro

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A foto do menino negro que fala de como vemos um menino negro

03/01/2018 10:41

Um menino observa os fogos na virada de ano novo em Copacabana.© Fornecido por El Pais Brasil Um menino observa os fogos na virada de ano novo em Copacabana.

Um menino negro, na beira do mar, admira de olho grande e boca aberta os fogos da virada do ano na praia de Copacabana. Está aparentemente sozinho, veste uma bermuda molhada, com os pulsos entrelaçados na altura do umbigo, enquanto em outro plano, na areia, a massa vestida de branco comemora a entrada de 2018. Alguns dão as costas ao menino, ao mar e aos fogos para tirar suas selfies, e outros comemoram absortos o espetáculo. A imagem em preto e branco, tirada pelo fotógrafo Lucas Landau para agência Reuters, está tomando as redes sociais de milhares de brasileiros com infinidade de legendas diferentes. A fotografia fala de um menino negro de nove anos numa praia durante uma festa, mas, vista a repercussão, fala também de como a interpretamos.

Os primeiros compartilhamentos da foto, que originalmente foi enviada em cores à agência, viram nela da “invisibilidade do nosso cotidiano” à “imagem da exclusão social”. Muitos enxergaram um menino perdido, pobre, assustado, sendo ignorado pela massa branca. Viu-se até a imagem das “consequências do golpe” e foi um “soco no estômago” de outros tantos. “Essa é a nossa humanidade hipócrita”, “que essa imagem sirva de reflexão para o que podemos ser em 2018: mais sensíveis, mais tolerantes, mais inclusivos”, “de um lado o encanto. Do outro a indiferença”, legendavam os internautas. Houve também quem, fugindo da interpretação racial, viu a autenticidade de uma criança curtindo o espetáculo enquanto os adultos davam as costas à pirotecnia para tirar seu melhor autorretrato. E também quem aproveitou a imagem e criou memes exaltando pautas da esquerda.

Enquanto a foto viralizava, ativistas do movimento negro lançavam uma outra questão: enxergaríamos essa foto da mesma maneira se o protagonista fosse um menino branco e loiro?

“O problema não é a foto, é a interpretação dela, do seu contexto. As pessoas que olham aquela foto estão pré-condicionadas a entender que a imagem de uma pessoa negra é associada a pobreza e abandono, quando na verdade é só uma criança negra na praia. Essa precondição é racismo estrutural, que vem da má educação do povo brasileiro sobre ele mesmo”, lamenta o escritor Anderson França.

França vê nesta foto o "fetichismo do preto, assim como há fetichismo pelo nazismo, fetichismo pelo oprimido assim como há fetiche pelo opressor". “Usamos o discurso incoerente de que estamos preocupados com a dor dele, mas na verdade nós sentimos prazer. Por isso nós escrevemos embaixo da foto textos enormes elucubrando sobre o abandono daquele menor, quem possivelmente seria o pai ou a mãe, por que ele fugiu, por que ele passa fome... Nós fetichizamos o sujeito. E ainda há quem queira um souvenir: comprar a foto. Mas não estão comprando a foto, estão comprando o que pensam sobre a foto”.

A foto original enviada por Lucas Landau à agência Reuters.© Fornecido por El Pais Brasil A foto original enviada por Lucas Landau à agência Reuters.

Sob o apelo “Parem com os estereótipos de crianças negras”, Mayara Assunção, do Coletivo Kianda, um grupo de mulheres negras que discute maternidade, arte, educação e cultura, escrevia: “Eu vejo uma criança que parou para olhar a queima de fogos no meio de uma festa. Sinceramente, nós temos que parar de achar que todo menino negro e sem camisa está abandonado, triste, sozinho, infeliz e contrastando com a felicidade dos outros. Temos que parar de achar que todo menino sozinho é criança que vive em situação de rua. Temos que parar de achar um monte de coisas. Inclusive, que é legal expor nossas crianças para a branquitude começar o ano com pena e compaixão de nós. Ah, por favor né, a gente tem essa mania horrível de reforçar os estereótipos de nossas crianças: ‘Que pena!’, ‘É o retrato do Brasil!’, ‘Imagem muito impactante, reforça as desigualdades do país’. Parem! Vocês nem sabem quem é aquele menino. E vocês não querem saber também. Para 2018, menos estereótipos para crianças negras por favor.”

Suzane Jardim, educadora e historiadora e cuja reflexão sobre a repercussão da imagem foi compartilhada mais de mil vezes, sustenta que “a questão é perceber como o corpo negro deixa de ser dotado de individualidade para se tornar um símbolo que dialoga com a culpa de pessoas que o percebem como inferior na primeira olhada”. E alerta: “Não há na imagem qualquer indicação de status social, precariedade ou abandono. Há uma criança sem camisa no mar observando fogos de artifícios maravilhada em uma imagem que de fato é bela, mas nada diz sobre questões sóciopolíticas”. Para Jardim “dar a essa imagem esse caráter de 'retrato da desigualdade' é presumir pela corporeidade do sujeito (no caso criança, negra, sem camisa) que ali há precariedade e sofrimento, o que só pode acontecer em uma sociedade que liga a negritude a esses elementos”.

O fotografo, que preferiu não ampliar o debate com a reportagem até encontrar a família da criança, não sabe o nome do menino. Nem se estava sozinho. Nem se era do Rio. Nem se mora num condomínio de luxo ou numa favela. "Eu estava a trabalho fotografando as pessoas assistindo aos fogos em Copacabana. Ele estava lá, como outras pessoas, encantado. Perguntei a idade (9) e o nome, mas não ouvi por causa do barulho. Como ele estava dentro do mar (que estava gelado), acabou ficando distante das pessoas. Não sei se estava sozinho ou com a família”, disse Landau em seu perfil de Facebook. A fotografia, como completou Landau, abre margem para várias interpretações. “Todas legítimas, ao meu ver. Existe uma verdade, mas nem eu sei qual é”. O fotógrafo foi criticado por expor a criança sem o consentimento dos pais e oferecer seu e-mail a quem se interessou em comprar a fotografia. Landau nega: “Nada foi comercializado por mim, e nem será, sem a autorização da criança e dos responsáveis”.

Pessoas virando as costas para a pobreza ou apenas uma criança?

A complexidade do debate que uma única foto alimentou se explica pela situação atual do país, segundo o psicanalista Tales Ab’Saber, autor do livro Lulismo, Carisma Pop e Cultura Anticrítica. “A foto tem uma vida própria. O movimento negro se inquieta com o clichê e a redução do papel do negro e a esquerda branca –e negra– vê nessa imagem o risco da cisão social brasileira, num tempo em que isso está de volta na pauta política. Vê pessoas festejando a vida e virando as costas para a pobreza, para nossa realidade”, explica Ab’Saber. “São duas correntes progressistas diferentes olhando em níveis diferentes, e a imagem fala das duas. As duas questões importam, não são excludentes”.

O fotógrafo e jornalista Fernando Costa Netto, proprietário da Doc Galeria de fotojornalismo e fotografia documental, enxerga o poder da imagem, “a fotografia com capacidade para mudar a vida de uma pessoa”. “É a fotografia derrubando presidentes, denunciando superlotação em hospitais, documentando as barbaridades das guerras ou mostrando o que a gente já sabe, o abismo entre os de branco e o pequeno sem camisa nessa foto do Lucas. Mesmo que a foto aponte outra coisa quando encontrarem o menino, o Brasil está muito bem espelhado pela foto em Copacabana”, avalia Netto. “Nós estamos aqui discutindo a força e o papel da fotografia, preconceito, o réveillon no Rio, a estética, a emoção, o documento, questionando... A fotografia está cumprindo o papel”.

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Primeira Edição © 2011