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Carta aberta ao ministro Joaquim Barbosa

16/11/2017 18:12

Em nome de milhões de brasileiros e brasileiras insisto na solicitação para que concorra à Presidência da República, em 2018. Precisamos de alguém com capacidade de resolver conflitos e lidar com a diversidade, simultaneamente, agindo com serenidade sem frieza e firmeza sem rusticidade.

São vários os apelos para que entre na disputa. Recorro ao que, certamente, silenciosamente, ser-lhe-á mais caro. Trata-se do exemplo. Do inédito. Do mineiro, da humilde Paracatu, que venceu, que foi mais longe, atravessou oceanos.

Imaginamos as enormes intempéries que enfrentará na campanha, mas também sabemos que seus ancestrais lhe darão a devida força para os ventos que virão. Seu trunfo é a experiência dos enormes esforços que desprendeu para esculpir-se.

Vossa Excelência é referência positiva para afro-brasileiros, negros, pretos ou pardos como queiram os leitores e eleitores. Inspire-se em Milton Nascimento “mas, é preciso ter manhã, é preciso ter graça, é preciso ter sonho sempre. Quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida.”  

Ter, na urna eletrônica, um rosto, que traz as marcas e o brilho que representam milhões espalhados por este enorme Brasil será louvável e memorável para todos. Constar na página do TSE, o nome Joaquim Benedito Barbosa Gomes levará milhões às lágrimas, por terem aguardado décadas para esta oportunidade. Siga sua sina de filho primogênito.

As credenciais e os laços de cordialidade que semeou na UERJ, PUC-RJ, MPF e parte do Itamaraty lhe serão gratos. Use o talento que lhe sai pelos poros, sirva-se da agudeza analítica e outras virtudes, como ocorre aos notáveis músicos, que aprendem de ouvido.

Haverá arrazoados, decerto, para sustentar uma decisão contrária, por favor, pondere. Lembre-se: a maior parte dos eleitores vota com a emoção. Auxilie o Executivo a prestar a tempo e com eficiência os serviços públicos essenciais à população.    Não será apenas uma decisão – será um projeto. Assino, cordialmente.

 

 Ronilson de Souza Luiz, professor, palestrante e doutor em educação pela PUC-SP. (profronilson@gmail.com)

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14.11 Dia Mundial do Diabetes. Mal do século: a diabetes e seus malefícios

13/11/2017 10:31

Segundo estudos, no Brasil há mais de 13 milhões de pessoas com diabetes, número que representa 6,9% da população. E os casos não param de crescer, em alguns deles, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações.

De acordo com o nutrólogo Máximo Asinelli, do hospital de Medicina e Cirurgia do Paraná e da Asinelli Clínicas, "a diabetes acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio chamado de 'insulina' em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou também porque este hormônio não é capaz de agir da maneira adequada no organismo", explica.

A diabetes comumente classifica-se em dois grupos: Tipo 1 e Tipo 2, porém também é possível encontrar a pré-diabetes e também os de casos específicos, como a diabetes gestacional. Máximo destaca que no Tipo 1, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo os anticorpos atacarem as células que a produzem. "Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico", diz. 

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia. "Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar", alerta. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

A diabetes gestacional é o aumento da resistência à ação da insulina na gestação, que faz aumentar os níveis de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez na gestação. Pode ser transitório ou não e, ao término da gravidez, a paciente deve ser investigada e acompanhada. "Na maioria das vezes ele é detectado no terceiro trimestre da gravidez, através de um teste de sobrecarga de glicose. As gestantes que tiverem história prévia de diabetes gestacional, como perdas fetais, má formações fetais, hipertensão arterial, obesidade ou história familiar de diabetes não devem esperar o 3º trimestre para serem testadas, já que as chances de desenvolverem a doença são maiores", alerta Máximo. 

A maioria das pessoas não sabe o que é pré-diabetes. O termo é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco. "É importante destacar que 50% dos pacientes nesse estágio 'pré' vão desenvolver a doença. O pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações", exalta o médico. Assim como Diabetes Tipo 2, o pré-diabetes pode chegar à sua vida sem que você perceba. 

Ter consciência dos riscos e buscar o diagnóstico é importante. Perder de 5 a 10% do peso por meio de alimentação saudável e exercícios faz uma grande diferença na qualidade de vida. Mexa-se!

Serviço: Clínica Asinelli

Dr. Máximo Asinelli

Nutrólogo
Telefone: (41) 3015-6001 / (41) 99972-1142
E-mail: contato@asinelliclinicas.com.br ​

​Site: http://www.clinicaasinelli.com.br

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Igreja será demolida

10/11/2017 09:02

Atirador abriu fogo na Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs
© picture-alliance/AP Photo/Austin American-Statesman/N. Wagner Atirador abriu fogo na Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs

O pastor da Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs, Frank Pomeroy, afirmou nesta quinta-feira (09/11) que o templo que foi palco do pior massacre da história do Texas será demolido. Um atirador invadiu o local e matou 26 pessoas.

Pomeroy afirmou que a demolição é necessária pois seria "doloroso demais" continuar a utilizar o local para o culto. O pastor perdeu a filha Anabelle, de 14 anos, no tiroteio em massa protagonizado por um jovem de 26 anos no último domingo.

O porta-voz da Convenção Batista do Sul, a maior entidade batista do mundo, Sing Oldham, disse que Pomeroy expressou o desejo de transformar o lugar onde agora se encontra a igreja num monumento em homenagem às vítimas e de construir um novo templo em um dos terrenos que pertencem à própria igreja.

O massacre foi cometido pelo jovem Devin Kelley, que tirou a vida de 26 fiéis e deixou outros 20 feridos com um fuzil semiautomático que utilizou para atacar a igreja. As vítimas tinham idade entre 17 meses e 77 anos.

Kelley trabalhou no departamento de logística de uma base militar no Novo México entre 2010 e 2014, quando foi afastado da corporação por má conduta, após agressões à esposa e ao filho. Ele chegou a passar 12 meses em confinamento.

O massacre na igreja texana aparenta ter sido motivado por uma situação doméstica. Investigadores revelaram que Kelley havia enviado mensagens ameaçadoras à sogra. Ela é membro da Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs, mas não estava no local durante o ataque.

Com base nas evidências, os investigadores acreditam que Kelley se suicidou após ser perseguido por civis armados. Ele chegou a telefonar para o pai dizendo que estava ferido e que achava que não iria sobreviver.

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4 passos que diminuiriam mais a criminalidade que reduzir a idade penal

10/11/2017 07:46

A cada 1% a mais de jovens entre 15 e 17 anos nas escolas, há uma diminuição de 2% na taxa de homicídios no Brasil. Esta é a principal conclusão da nota técnica Indicadores Multidimensionais de Educação e Homicídios nos Territórios Focalizados pelo Pacto Nacional pela Redução de Homicídios, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Avançada).

As conclusões da pesquisa se mantêm atualizadas principalmente quando o debate sobre a redução da maioridade penal ganha força no Congresso, avalia Daniel Cerqueira, economista e técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, em entrevista ao HuffPost Brasil.

A redução da idade para a imputabilidade penal está em discussão no Senado Federal em resposta a um clamor da sociedade por um maior combate à criminalidade e à sensação de impunidade. Para o especialista, contudo, o Brasil precisa de "políticas pensadas com base em métodos", e não "políticas reativas" para combater o crime no País.

"Ao olhar para os estudos que analisaram o efeito da redução da maioridade penal sobre a taxa de crimes na localidade você chega ao mesmo resultado: a maior dureza na lei é ineficiente. Precisamos entender como queremos lidar com esse jovem infrator como sociedade", explica Cerqueira.

Por meio de dados coletados pelo Ipea, foi possível perceber a semelhança entre os perfis do conjunto de quem é vítima de homicídios e daqueles que cometem os crimes em todos os municípios do País.

Entre as pessoas que são vítimas de homicídio no Brasil, 73% não tem sequer ensino fundamental. Já entre a população carcerária, esta porcentagem é de 53%. Para o economista, a educação é a ferramenta prioritária no combate ao crime.

DADOS SOBRE A POPULAÇÃO CARCERÁRIA

- O Brasil possui 622 mil pessoas em situação de cárcere;

- Mais de 96% são homens;

- Tráfico, roubo e homicídio são os principais crimes cometidos;

- 67% da população carcerária é negra;

- 53% da população carcerária não possui ensino fundamental completo

(* Informações do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias de 2014)

"Fizemos um exercício estatístico para entender como as características socioeconômicas de uma pessoa interfere ou ajuda explicar a chance dela sofrer homicídio no Brasil. E se essas pessoas, com 18 anos ou mais, tivessem pelo menos alcançado o ensino médio? Nesse caso nós teríamos uma queda de 42% dos homicídios", argumenta Daniel Cerqueira.


© Nick Potts - EMPICS via Getty Images

Para o especialista, os seguintes projetos de políticas públicas seriam mais eficiente do que uma lei para reduzir a maioridade penal como enfrentamento a violência no País.

1. Políticas públicas focalizadas

"Uma coisa fundamental é a gente pensar em políticas baseadas no planejamento e no método, em vez de políticas baseadas na reação. Quando você faz isso, você percebe que diversas estatísticas empíricas no Brasil são de uma regularidade absurda.

Em 2014, 2% dos municípios brasileiros concentravam 22.776 homicídios, 48,6% do total do crime no país. Quando você vai olhar esses municípios violentos, você percebe que metade dos homicídios nesses municípios acontecem em no máximo 10% dos bairros.

Ou seja, cerca de 500 bairros do Brasil respondem por 25% dos homicídios totais do país. Você já sabe a localidade em que se concentra o problema. Então, o primeiro ponto é a focalização da política pública nessas regiões que de uma maneira ou outra o Estado abandonou."

2. Valorizar a 1ª infância

"Depois, você precisa entender quem é o jovem que vive nessas regiões. E aí nós temos alguns projetos que já foram testados internacionalmente e tiveram maior eficácia de retorno. Ou seja, cada dólar investido nessas políticas trouxe uma melhoria para os indicativos sociais.

O primeiro passo nesse sentido é cuidar da parte mais importante do desenvolvimento, que é a primeira infância. Pensar em programas que envolvam a visitação das mães grávidas ou de crianças pequenas por equipes multidisciplinares. A criança antes de nascer e crescer, já vai ter uma família com orientação e um acompanhamento. Isso é fundamental para o que vem depois."

3. Transformar as escolas

"Em seguida, precisamos pensar em como a gente vai transformar as nossas escolas atuais, sobretudo nessas localidades, em escolas que não sejam pensadas somente para a classe média. Precisamos entender que o jovem que estamos lidando nem sempre terá todas as condições socioemocionais.

No modelo que temos hoje, ele será feito de repositório de conhecimentos enciclopédicos que nem sempre possuem uma ligação com o seu mundo. Ou que tenham a capacidade de motivá-lo a aspirar um outro tipo de mundo. As dificuldades que ele possui precisam ser enfrentadas e elaboradas, para que a criança não seja vista como passiva na educação, mas que ela tenha a possibilidade de diálogo. É preciso criar mecanismos de motivação e transformar as escolas em grandes armas contra o crime no brasil."

4. Inserção no mercado de trabalho

"O quarto ponto é possibilitar a inserção desse jovem no mercado de trabalho. Você tem problemas de formação que dificultam a entrada desses jovens no mercado. E esse jovem é suscetível aos piores empregos. É óbvio que ele não vai permanecer em nenhum trabalho porque ele não é satisfeito. Depois, ele se infiltra em um ciclo de exploração. É preciso de uma mediação para auxiliar esse jovem no mercado de trabalho em opções que sejam mais vantajosas do que a promessa superficial do tráfico de drogas, por exemplo."

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SP analisa 14 casos de febre amarela

08/11/2017 12:23

A Secretaria Municipal da Saúde avalia 14 casos suspeitos de febre amarela de pacientes da capital. Na manhã desta quarta-feira, 8, o secretário Wilson Pollara confirmou a informação em entrevista à Globonews.

Pollara informou que a pasta está verificando as regiões por onde os pacientes passaram e informou que quatro casos já foram descartados.

Ele afirmou que a vacinação na zona norte da capital, iniciada após a confirmação de que um macaco encontrado morto no Horto Florestal estava infectado pelo vírus, vai continuar e que os parques da região permanecem fechados.

Sobre a vacinação, Pollara afirmou que houve uma queda na procura e solicitou que os moradores da região procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para receber a dose da vacina.

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Primeira Edição © 2011