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29 de setembro Dia Mundial do Coração

28/09/2020 15:52

De 0 a 100 (ou mais). Esse poderia ser um teste de velocidade de um carro potente, mas também representa todo o período em que devemos cuidar do motor do nosso corpo: o coração. De acordo com Dr. Leopoldo Piegas, cardiologista do HCor, ao contrário do que ainda se acredita, não são somente os idosos que convivem com as cardiopatias - e a atenção à saúde cardíaca deve começar cedo, levando em conta cada fase da vida e diferentes fatores de risco, como estresse, diabetes e hipertensão.

Segundo o Ministério da Saúde, desde 2013, os episódios de infarto entre adultos com até 30 anos subiram 13%. O estresse repentino, que é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária, também não “escolhe” idade.

Outro número que mostra que a ameaça de infartar começa muito mais cedo do que se imagina é o de pacientes com pressão alta. No país, são 36 milhões de adultos brasileiros com diagnóstico de hipertensão arterial, de acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). O quadro é um alerta para o desenvolvimento de problemas cardíacos.

“Muitos fatores de risco para ocorrências de infarto não têm relação direta com a idade, por isso, a recomendação é que os cuidados com o coração e as consultas médicas sejam feitas de forma precoce”, reforça o especialista.

Linha do tempo da saúde do coração: as cardiopatias mais comuns de cada fase da vida

Não é somente o infarto que pode comprometer o bom andamento do nosso motor. Apesar de não ser possível delimitar uma trajetória da saúde do coração, em cada “quilômetro rodado” há, sim, problemas mais incidentes e que merecem atenção e cuidados especiais. O especialista classifica quais são:

- Cardiopatia congênita

Como o próprio nome se refere, é uma condição cardíaca que engloba qualquer alteração do coração e dos vasos desde o feto até a idade adulta. O quadro atinge cerca de 30 mil crianças nascidas no Brasil, anualmente, e é a segunda maior causa de morte de crianças em todo o Brasil, perdendo apenas para a má formação cerebral. A depender do tipo de cardiopatia, essa pode ser diagnosticada e operada antes mesmo do nascimento do bebê, ainda na barriga da mãe. A maioria costuma ser diagnosticada após o nascimento, alguns casos, no entanto, só na fase adulta.

- Cardiopatias pediátricas

São diferentes das cardiopatias congênitas e se caracterizam por doenças do coração adquiridas na infância. Dentre as mais comuns, estão algum tipo de sopro, que pode estar relacionada com algum problema no músculo cardíaco; a miocardite, que geralmente é consequência de uma complicação em um quadro de infecção causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas; e a febre reumática, comum em crianças com até 15 anos, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes e decorrente de faringites e amigdalites mal curadas.

- Cardiopatias gerais

Podem acometer jovens e adultos nas mais diferentes etapas da vida, tais como: hipertensão arterial, condição cardiovascular caracterizada pelo elevado nível da pressão arterial; arritmia cardíaca, que reflete alteração no batimento cardíaco de forma descompassada, acelerada ou lenta; angina, desconforto no peito, causado por redução do fluxo sanguíneo na artéria coronária; insuficiência cardíaca, que consiste na incapacidade do coração em bombear sangue de forma satisfatória para as demais partes do corpo; miocardite, inflamação do coração, decorrente de alguma infecção do organismo; e o próprio infarto, caracterizado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo ao coração.

- Cardiopatias em idosos

Além das cardiopatias já citadas, há ainda a estenose aórtica (estreitamento da válvula aórtica), que acomete cerca de 5% da população idosa acima dos 70 anos. Apesar de muitas vezes assintomática, a doença pode ocasionar síncope, insuficiência cardíaca e morte súbita, necessitando de intervenção, a depender do comprometimento da válvula. O diagnóstico tardio de uma estenose aórtica pode aumentar para 50% a chance de mortalidade nesses pacientes em até dois anos.

 

Melhor prevenir: medidas para cuidar da saúde do coração

Diferentes fatores externos contribuem para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Por isso, algumas medidas e mudanças de hábitos são primordiais para manter o coração “batendo forte”. São elas:

  1. Praticar atividade física, uma vez que o sedentarismo aumenta em 54% do risco de morte por infarto e ainda contribui para o aumento do peso.
  2. Não fumar, pois as substâncias químicas presentes no tabaco provocam o estreitamento das artérias, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.
  3. Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas, já que o etanol danifica as células musculares do coração e ainda está associado ao desenvolvimento de arritmias.
  4. Evitar o estresse excessivo, que, como já dito, é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária.
  5. Controlar a pressão arterial, monitorando constantemente a sua pressão e seguindo as orientações do seu médico.
  6. Manter o peso ideal e a circunferência abdominal, que não deve passar de 102cm para os homens e 88cm para as mulheres.
  7. Adotar uma alimentação saudável, reduzindo a ingestão de alimentos gordurosos e de sal, e adotando uma dieta cardioprotetora.
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Ansiedade pode ser benéfica se for controlada, afirma psicanalista

24/09/2020 18:37

Fabiano de Abreu, que é psicanalista, neurocientista e filósofo, explica que a ansiedade é um mecanismo de defesa do cérebro contra possíveis ameaças, o problema estaria no descontrole desta emoção

Não viver o presente por medo do que supostamente poderá acontecer, até que o “futuro” chega e nada acontece, a pessoa então fica frustrada por não ter feito o que deveria no tempo certo e passa a se sentir mais ansiosa com seus afazeres, agora somados com medo que ela já tinha do futuro. O ciclo da ansiedade é um mal presente nas sociedade contemporânea, “a ansiedade faz desperdiçar o presente por medo do futuro”, afirma o neurocientista, psicanalista e filósofo Fabiano de Abreu. No entanto, saber dosá-la pode ser benéfico.

Ele define a ansiedade como uma pendência, uma fuga da realidade, do presente e de tudo o que é verdadeiro. O ansioso se agarra a pensamentos fantasiosos em vez de se prender ao que concretamente tem naquele momento. “É uma necessidade de ter que resolver algo, esse desejo faz parte do instinto de sobrevivência, mas o que nem sempre fica claro é o que precisa ser resolvido”, define Abreu. O resultado, de acordo com o especialista, é o sentimento de impotência. No entanto, a ansiedade pode ser dosada e usada de maneira que seja uma mola propulsora. Fabiano de Abreu explica que a preocupação com o futuro vem da região mais primitiva do cérebro, aquela em que são armazenados os traumas, a negatividade, os medos e a consciência da fuga da realidade. “Isso é necessário para que possamos ‘nos salvar’, afinal, era na ansiedade que buscávamos a pulsão necessária para fugir do perigo desde os primórdios”, afirma.

Assim, o psicanalista define este sentimento como um recurso interno que busca memórias de medo para que a pessoa possa se defender ou buscar uma solução rápida. Um exemplo prático é o estudante que já foi mal na prova anterior e sabe que se for mal na próxima terá outra nota baixa e poderá ser reprovado, então ele estuda muito mais para evitar passar novamente pela sensação de fracasso.”Podemos dizer que essa é a razão dessa memória do medo permanecer em nós todos”, destaca. O problema atual é que as pessoas não tem dosado e usado de forma racional este recurso. “Estamos muito ansiosos hoje em dia porque temos já tantas pendências e ainda criamos diariamente mais”, destaca. São as contas que chegam, o desejo de adquirir o smartphone recém lançado, ver que ainda não conseguiu guardar dinheiro para o futuro, ter medo de não bater a meta do mês no trabalho, achar que precisa trocar de carro e diversos outros pensamentos que se forem analisados friamente não são urgentes ou difíceis de resolver. No entanto, é difícil analisar racionalmente, pois ao temer não conseguir cumprir as pendências e carregar o desejo de ter que solucionar tudo, o cérebro resgata as memórias negativas,que colocam o indivíduo em uma atmosfera pesada, isso faz o medo aumentar ainda mais.

As pendências são fruto das situações já vivenciadas, mas que não foram resolvidas. “Muitos conflitos emocionais que negligenciamos ao longo do tempo, que acreditávamos já ter superado, mas acabam ressurgindo de tempos em tempos para nos mostrar que não estamos no controle”, explica Abreu. Portanto, é crucial buscar ajuda profissional para olhar o presente com mais confiança, assim será possível evitar que o medo atinja níveis incapacitantes, “Poderá acontecer no futuro um estado de pânico que te dominará e você não perderá o controle de tudo, inclusive de você mesmo”, alerta. O resultado poderá ser quadros de Depressão ou até mesmo Síndrome do Pânico.

Jennifer da Silva 

Suporte MF Press Global

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Incêndio em ambientes hospitalares: o que pode ser feito para minimizar riscos e proteger vidas

17/09/2020 11:02

O ambiente hospitalar é um dos poucos lugares onde podemos encontrar todos os riscos existentes. Lá, temos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, sendo necessária toda a precaução possível. No entanto, além dos perigos já pré-existentes, é necessário o cuidado em dobro com manutenção predial e instalação de equipamentos de prevenção contra incêndios e outras emergências. Só em 2019, o Brasil registrou 32 incêndios de grandes proporções em unidades hospitalares, segundo a Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH). No mundo, foram mais 800 mortes em consequência de fogo em hospitais.

Em tempos de pandemia, o nível de ocupação desses locais chega quase ao seu ponto máximo, podendo até sobrecarregar um sistema que não está preparado. Neste ano, tivemos exemplos de casos no Amapá, Ceará, Paraíba e, mais recentemente, em Brasília.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Sprinklers (ABSpk), Felipe Melo, especialista em medidas de proteção contra incêndios e emergências, motivos ligados à rede elétrica é uma das causas mais comuns nas ocorrências. “Além de problemas com trabalho à quente, como por exemplo solda em estrutura metálica ou qualquer outro método que gere faísca, é comum vermos, também, casos envolvendo coifa de cozinha, devido a acúmulos de gordura nos dutos de exaustão ou até mesmo em fritadeiras”, explicou. Por isso, a atenção deve ser redobrada.

“Uma das medidas de segurança que pode ajudar muito nesses momentos são rotas de fuga bem dimensionadas, nos hospitais, que ajudam em uma evacuação mais rápida, e a adoção de sistemas de sprinklers, traduzidos no Brasil para “Chuveiros Automáticos”, que controlam o incêndio logo no início e inibem a formação de fumaça tóxica, dando tempo e visibilidade para a evacuação do espaço, minimizando os riscos”, aconselhou.

Além disso, os projetos arquitetônicos hospitalares atuais devem levar em consideração as normas de emergência, visando à aprovação da estrutura perante órgãos reguladores. Para prevenir incêndios de forma eficiente, é preciso ter um planejamento mais detalhado, que considere receber apoio de engenheiros com maior vivência de segurança contra incêndios desde o início, estabelecendo opções de proteção em casos de ocupantes com pouca ou nenhuma opção de mobilidade. 

Em 2014, a Anvisa lançou o manual de segurança contra incêndio em hospitais e afirma que incêndios de diversas magnitudes em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde no Brasil podem representar 3.200 ocorrências ao ano, ou cerca de 270 incêndios ao mês.

É fato que a ocorrência de incêndios se dão por fatores diversos, muitas vezes difíceis de se prever. Mas, ao seguir corretamente as orientações dos órgãos competentes e investindo em instalação e manutenção dos equipamentos são medidas simples e eficientes para a preservação de vidas e de patrimônios.

Sobre a ABSpk

A Associação Brasileira de Sprinklers, fundada no início de 2011, nasceu com o objetivo básico de fomentar o uso de sprinklers no mercado nacional. Sua função é promover a discussão, bem como implementar ações, no intuito de que todo sistema de sprinkler, projetado, instalado e mantido, no Brasil, seja tratado de maneira técnica, profissional e ética, uma vez que riscos à vida e ao patrimônio estão diretamente relacionados à correta implementação de equipamentos nos diversos tipos de empreendimentos e finalidades/uso da área protegida

Por Maíra Fernandes

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A Política no Respirador Artificial

15/09/2020 17:34

Tendo recebido aviso de que estava aberta no site e-Cidadania do Senado Federal enquete sobre a PEC 33, fui imediatamente dar meu voto contra. Essa proposta de emenda à Constituição tem por objetivo atender os anseios de uma banda não muito perfumada do nosso Congresso. Encaminhada por uma senadora, a medida pretende instituir a possibilidade de reeleição das mesas do Senado (Davi Alcolumbre) e da Câmara (Rodrigo Maia). Ou seja, é uma emenda casuísta que só irá estimular, no comando dos poderes, o clientelismo que os constituintes quiseram evitar. A informação que recebi dava conta de a rejeição estar em 99%.

         Coincidentemente, no exato momento em que uma enquete que visa a informar sobre a adesão ou rejeição popular a proposições legislativas batia todos os recordes de reprovação, deparei-me com o aviso de que "A ferramenta de Consulta Pública está em manutenção para correção da exibição da ementa e autoria das proposições". Existem coincidências que derrubam todas as probabilidades e mandam o desvio padrão para outra galáxia.

         Não sei se, como, ou quando a enquete retornará. Tenho aí, porém, mais uma evidência dos inestimáveis serviços que a pandemia vem prestando aos abusados e aos abusadores da República. Com a falta de plenário, com sessões virtuais, com os canais da Câmara, do Senado e do STF dedicados a morféticos déjà vus, a política foi para o home office.

         Na falta do contraditório, do debate, do aparte, a atividade política sai das mãos de quem recebeu apoio popular nos entrechoques eleitorais e vai para os meios de comunicação, que fazem a "política" deles mesmos, organizando programas em conformidade com suas conveniências. Assim tem sido ao longo deste quase inteiro ano de 2020, ano em que a política foi para o respirador artificial.

         O que mais se vê, nestes muitos meses, no Congresso e no STF, são irreais sessões virtuais transmitidas em quadrinhos. Nelas, os intervenientes falam desde o aconchego de seus lares em ambientes blindados à reação alheia. Maia e Alcolumbre não contavam com ambiente tão propício! Em quase impotente contraposição, políticos, movimentos, cidadãos, organizam Lives para fornecer algum oxigênio aos pulmões da política, promovendo um mínimo de contraditório sem o qual tudo fica com jeito cubano.

         O silêncio tem sido o som da política nas ruas, nos plenários. Silêncio do povo e seus representantes. Para sua reflexão, estimado leitor: dentre os poderes constitucionais - legislativo, executivo e judiciário - quais os que se estão beneficiando desse silêncio de UTI para visíveis exercícios de autoritarismo e manipulação?

 

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* Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Integrante do grupo Pensar+.

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Autoconhecimento é a melhor forma de alcançar o prazer

02/09/2020 15:51

O orgasmo é uma sensação de prazer alcançada durante as relações sexuais. O fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca aumentam significativamente causando uma contração no corpo seguido de profundo relaxamento. Parece simples, mas um estudo recente da escola Prazerela - mostrou que apenas 36% das mulheres conseguem ter um orgasmo durante o sexo. A dificuldade de chegar ao clímax está associada a fatores emocionais diversos como estresse e desempenho do parceiro ou parceira.  

A ginecologista e especialista em sexologia, Tatielle Teixeira Lemos (14.111), que atende no centro clínico do Órion Complex, explica que não há receita para o prazer e o melhor caminho é o autoconhecimento.  “Para chegar ao orgasmo é importante se tocar, prestar atenção à sua área genital, se permitir sentir prazer. É preciso se soltar, abrir a mente para para atividades como masturbação, lubrificantes, fantasias eróticas e entender onde são as áreas erógenas do corpo”. 

É fato que o orgasmo é possível tanto para homens quanto para mulheres, mas  existe diferença no desenrolar da relação até seu ápice. Tatielle conta que elas tendem a demorar mais a alcançar o clímax, mas em contrapartida, o estado de êxtase é mais prolongado que o masculino. As mulheres ainda podem ter orgasmos múltiplos, que são picos de prazer que ocorrem em sequência, um imediatamente após o outro, sem interrupção. “O orgasmo feminino é muito complexo e não apresenta somente um padrão. Pode ocorrer um único e intenso orgasmo, vários orgasmos de menor intensidade ou uma união dessas duas variações. É também comum a mulher confundir a sensação prazerosa após o coito como se estivesse experimentando novos orgasmos”. 

Tatielle alerta também para o fato de que os múltiplos orgasmos não são a regra geral e não definem por si só se a mulher tem mais, ou não, prazer quando comparada a outras com um único orgasmo. Enquanto isso, os homens se excitam e gozam mais rápido, mas precisam de mais tempo para se recuperar. “Ambos os sexos passam pelo período chamado refratário, uma fase de recuperação antes que se possa engatar uma nova atividade sexual, mas a mulher, em  poucos segundos, já está apta para experimentar mais prazer. Entre eles esse período de recuperação tende a ser maior, sendo que muitos esgotam suas atividades sexuais diárias depois de um único orgasmo”, detalha a médica. 

Embora exista muita expectativa em torno das sensações causadas pelo orgasmo, Tatielle prefere ponderar e ressalta que cada pessoa vai sentir de uma forma. “Não é algo sobrenatural, é apenas a sensação agradável que se tem durante o sexo. Em algumas pessoas pode ser mais sutil, mas não menos prazerosa”. Essas sensações vão desde  contrações involuntárias dos músculos pélvicos, aumento da frequência cardíaca, alteração na temperatura corporal, arrepios e em seguida, já no fim, um  bem estar e relaxamento. 

 

O tempo médio para atingir o orgasmo é de mais ou menos 8 minutos, mas há quem demore de 10 a 20 minutos. As sensações podem durar de  6 a 10 segundos, porém segundo Tatielle, algumas mulheres podem gozar por até 20 segundos. “O segredo é se entregar e não ficar pensando muito”. 

Saúde sexual 

Algumas doenças relacionadas ao desempenho sexual também podem ocorrer nas mulheres. Uma delas é a Anorgasmia, uma ausência recorrente ou persistente do orgasmo. Pode ser primária quando a pessoa nunca teve orgasmo ou secundária quando por algum motivo ela passou a não ter mais. “O diagnóstico é baseado na clínica e na queixa da paciente visto que a capacidade orgásmica da mulher é menor do que se poderia esperar para sua idade, experiência sexual e o tipo de estimulação sexual que recebe”. O tratamento depende da causa, podendo variar de reposição hormonal, mudança na dieta alimentar e terapias sexuais. 

Outra doença curiosa é o Transtorno da Excitação Genital Persistente, uma excitação genital involuntária, que leva o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais e aumento das secreções, sem nenhuma relação à atividade sexual. Os tratamentos também envolvem terapia sexual específica. 

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Primeira Edição © 2011