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Carta de Médicos alagoanos pela Democracia para o Dia dos Médicos 18/10

18/10/2018 20:04

MÉDICOS E MÉDICAS CONTRA O FASCISMO

Nós, médicos, médicas e estudantes de medicina, organizados enquanto coletivo, por meio deste manifesto, nesse dia do médico, em 18 de outubro de 2018, nos posicionamos contrariamente a essa onda de intolerância, de preconceitos e de exclusão social que cresce em nosso país.

Somos decisivamente contra a onda fascista que avança no país. O fascismo caracteriza-se como uma ideologia autoritária, que repudia as liberdades democráticas e os direitos humanos. Persegue com objetivos de aniquilamento os que considera inimigos, os que pensam diferente, os que não compartilham dos mesmos valores culturais e políticos. O fascismo também se fundamenta na adesão acrítica a líderes que se apresentam com áurea mítica e defendem ações de força e violência como meio para resolução das questões sociais e políticas. O fascismo, em síntese, é a face política da violência cotidiana. É visceral e violentamente contrário aos princípios de liberdade, da dignidade humana, da verdade e da justiça social.

A medicina é - antes de tudo - o respeito à vida. Enquanto médicos e médicas que tem por dever a defesa do bem estar biopsicossocial, não podemos ser favoráveis a alguém que defenda abertamente valores exaltados pelos fascistas, como tortura, misoginia, xenofobia, racismo e homofobia. Nada disso combina com a defesa de uma vida digna e saudável.

Nesse sentido, repudiamos veementemente qualquer alusão favorável ao pior período de nossa história, a ditadura militar, como faz com veemência o candidato à presidência da república Jair Bolsonaro. Não toleraremos qualquer retrocesso que seja em direção a esse passado tenebroso e nos posicionamos firmemente contrários a todos aqueles que defenderem algo parecido.

Nos somamos àqueles que desejam um país que respeita e abraça a diversidade, que esteja comprometidos com o combate à desigualdade social e com a promoção da justiça social por meio da garantia ao acesso universal aos direitos essenciais: saúde, educação, cultura, liberdade, lazer, segurança, entre outros. Combateremos, democraticamente, àqueles que se posicionam contra essas conquistas do povo e dizemos em alto e bom som:

NÃO AO FASCISMO ! PELA DEMOCRACIA!

A quem mais quiser somar,  mais informações: medicospelademocraciaal@gmail.com

 

Formulário para assinar   carta:         https://goo.gl/forms/WR6KEbAfhsB6pQm62

 

 

  1. Adelson Silvestre Júnior – médico
  1. Adilson Monteiro dos Santos Filho - estudante de medicina
  1. Agatha Prado de Lima - estudante de medicina
  1. Agatha Prado de Lima - estudante de medicina
  1. Alex Sandro Ferreira de Souza - estudante de medicina
  1. Alexandre de Almeida Souza Omena - médico
  1. Alexandre Elias de Albuquerque Sarmento Omena - médico
  1. Aline Wanderley Barros - estudante de medicina
  1. Alysson Yuri dos Santos Alves - estudante de medicina
  1. Amanda Ferreira Barbosa - estudante de medicina
  1. Amaralina Alicia Lourenço Portela - estudante de medicina
  1. Ana Carolina Rocha de Jesus - estudante de medicina
  1. Ana Clara Silva Carvalho - estudante de medicina
  1. Andrew Candido Tavares da Costa - estudante de medicina
  1. Anienne Barbosa Gusmão do Nascimento - médica
  1. Anna Caroline Moreira Tenório - estudante de medicina
  1. Antonio Henrique Pedrosa - médica
  1. Antonio Henrique Pedrosa Neto – médico
  1. Antonio Martins de Mesquita Neto  - estudante de medicina
  1. Ariela Assis Avelino - estudante de medicina
  1. Arinaldo de Sousa – médico
  1. Arthur Ramos Ferreira Sampaio - estudante de medicina
  1. Bianca Carvalho de Assis - médica
  1. Bianca Rocha de Albuquerque - estudante de medicina
  1. Bruna Gomes de Castro - médico
  1. Bruno de Lima Fontan- médico
  1. Caio dos Santos Cabral – médico
  1. Caio Tosta Ribeiro - estudante de medicina
  1. Caíque Rocha Neves - estudante de medicina
  1. Camila Fraga Palmeira - médica
  1. Camila Sossai Hupsel Celestino – médica
  1. Carlos Emídio de Mota Araújo – médico
  1. Carolina Pinto de Góes Omena - estudante de medicina
  1. Christianni Sabino Coelho Marinho Falcão - estudante de medicina
  1. Clélia Rocha Miranda - médica
  1. Clélia Rocha Miranda - médica
  1. Dalton de Moura Ferreira Lima - estudante de medicina
  1. Danilo Bastos Bispo Ferreira - médico
  1. Delza Gitai - médico
  1. Diandra Santos Oliveira - estudante de medicina
  1. Diego Pereira Gregório de Andrade - estudante de medicina
  1. Diogo Ciríaco Lira - médico
  1. Edinoi Rodrigues Brito Filho - médica
  1. Edivânia Alves - estudante de medicina
  1. Elaine Maria Quintiliano Cabral - médica
  1. Elka Karollyne Alves Santos - estudante de medicina
  1. Elvys dos Santos Pereira - estudante de medicina
  1. Emannuela Bernardo da Silva - estudante de medicina
  1. Emanuelle Magda de Melo Silva - estudante de medicina
  1. Euclides Mauricio Trindade Filho - médico
  1. Fabio Oliveira – médico
  1. Fabricio Ferreira de Aquino - médico
  1. Felipe Augusto Fagundes Camillo - estudante de medicina
  1. Fernanda Bastos Bispo Ferreira - estudante de medicina
  1. Fernanda de Macedo ferreira – médica
  1. Fernanda de Macêdo Ferreira - médica
  1. Flávio Teles de Farias Filho - médico
  1. Francisco de Freitas Machado Netto - médico
  1. Gabriela Alves Teixeira - estudante de medicina
  1. Gabriella Sampaio Bringel - médica
  1. Gabriella Soares Pereira dos Santos - estudante de medicina
  1. Geanderson Santana da Silva - estudante de medicina
  1. Giovana Bonfim Almeida - estudante de medicina
  1. Giovanna Leite Araujo - estudante de medicina
  1. Girlane Dias da Silva - estudante de medicina
  1. Girlane Dias da Silva – estudante de medicina
  1. Guilherme Augusto Moreira Lucas - estudante de medicina
  1. Guilherme Calixto dos Santos Neves - estudante de medicina
  1. Guilherme Monteiro Constant - estudante de medicina
  1. Gustavo Mendonça Ataíde Gomes - estudante de medicina
  1. Hammel Phillipe dos Santos Amorim - médico
  1. Hélder Silva de Melo - estudante de medicina
  1. Henrique Santos Marques - médico
  1. Hermé Vasconcellos de Gusmão Verçoza - médico
  1. Heros Muniz Barreto Vieira - estudante de medicina
  1. Iehudhe Ravel Farias de Albuquerque - estudante de medicina
  1. Igor Castro - médico
  1. Ingrid Karoline Freitas Guedes Lins - estudante de medicina
  1. Ingrid Rocha Antunes - estudante de medicina
  1. Iris Maria de Miranda Correia  - estudante de medicina
  1. Isadora Cardozo Roza Barreto - estudante de medicina
  1. Isis carvalho Miranda - estudante de medicina
  1. Isis Carvalho Miranda - estudante de medicina
  1. Israel Moreira Ramos de Souza  - estudante de medicina
  1. Janine Carneiro Folha - médico
  1. Janine Maria Oliveira Dias - estudante de medicina
  1. Jessica Erculano da Silva - estudante de medicina
  1. Jéssika Lays Dos Santos Medeiros - estudante de medicina
  1. Jessyca Andrade Leite - estudante de medicina
  1. João Aderbal Raposo de Moraes – médico
  1. João Ancelmo dos Reis Neto - estudante de medicina
  1. João Ancelmo dos Reis Neto - estudante de medicina
  1. Joao Henrique Chagas Soares - médico
  1. João Marcos Rodrigues Oliveira - - estudante de medicina
  1. João Marcos Rodrigues Oliveira – estudante de medicina
  1. João Paulo dos Santos Correia - estudante de medicina
  1. João Paulo Gomes da Silva - estudante de medicina
  1. João Paulo Porto Dias - médico
  1. João Victor Campos da Silva – médico
  1. João Victor Castro Villela - estudante de medicina
  1. Jonas Augusto França Santos - estudante de medicina
  1. Jonathan Chagas Feitosa – médico
  1. Jonathan Soares Agricio - estudante de medicina
  1. José Arthur Campos da Silva - estudante de medicina
  1. José Arthur Campos da Silva - estudante de medicina
  1. José Arthur Campos da Silva - estudante de medicina
  1. José Edvilson Castro Brasil Junior - médico
  1. José Ismair de Oliveira dos Santos - estudante de medicina
  1. José Robson Casé da Rocha - estudante de medicina
  1. José Ronaldo Cavalcante da Rocha Freitas - estudante de medicina
  1. José Ruthely Silva Pacheco - estudante de medicina
  1. José Wanderley Neto – médico
  1. Judemar Pacheco de Macedo - médico
  1. Júlia Guimarães Lima - estudante de medicina
  1. Júlia Morgado Nunes da Costa - estudante de medicina
  1. Júlia Silva Ferreira - estudante de medicina
  1. Juliana Maria Palmeira canuto – médica
  1. Juliana Seara dos Santos Vieira - estudante de medicina
  1. Juliana Seara dos Santos Vieira - estudante de medicina
  1. Julio Onofre de Oliveira Tavares - médico
  1. Kamilla Peixoto Bandeira - estudante de medicina
  1. Karlos Eduardo Alves Silva - estudante de medicina
  1. Kassiele Menezes Silva - - estudante de medicina
  1. Kathia Monielly Tenorio Nunes - médica
  1. Kelvyn Melo Vital - médico
  1. Lais de Carvalho Silva - estudante de medicina
  1. Laís Elizabeth Canabarro Martins- médica
  1. Lais Gomes de Oliveira - médica
  1. Lais Quintiliano Pedroza - médica
  1. Laís Rosa Farias Magalhães - estudante de medicina
  1. Lara Moreira de Souza Farias - estudante de medicina
  1. Laura Caroline Fuhr - estudante de medicina
  1. Laura Marques Angelo Neto  - estudante de medicina
  1. Lauro José Pedroza Lima – médico
  1. Leonardo Alves Pasqua  - estudante de medicina
  1. Leonardo Lopes Fortes Melro - estudante de medicina
  1. Letícia Marques Rodrigues Lins  - estudante de medicina
  1. Letícia Moreira de Souza   - estudante de medicina
  1. Letícia Moreira de Souza  - estudante de medicina
  1. Linda Patricia Viana da Silva - estudante de medicina
  1. Luciana Constant – médica
  1. Luciene Duarte de Alencar - médica
  1. Ludercio Morais de Andrade - estudante de medicina
  1. Lycia Gama Martins - estudante de medicina
  1. Maíra de Albuquerque Viégas - médica
  1. Maitê Passos Costa - estudante de medicina
  1. Manuel Cavalcante de Lacerda Neto – médico
  1. Marco Viegas da Matta de Souza - estudante de medicina
  1. Marcos Antonio de Medeiros Rocha – médico
  1. Marcos Leonardo Farias Correia - médico
  1. Marcus da Rocha Sampaio- médico
  1. Maria Carolina de Araújo Marques - médica
  1. Maria Carolina de Araújo Marques – médica
  1. Maria Cecilia Alvim Farias ­ estudante de medicina
  1. Maria Clara Domingos de Araújo Sousa - estudante de medicina
  1. Maria Clara Motta Barbosa Valente - estudante de medicina
  1. Maria Clara Sousa Lima  - estudante de medicina
  1. Maria Gabriela Luz Macêdo - estudante de medicina
  1. Maria Helena Leitão Gomes - estudante de medicina
  1. Maria Julia Gadelha Xavier Martins - estudante de medicina
  1. Maria Paula Lima de Vilhena - médica
  1. Maria Thereza Patury Galvão Castro - estudante de medicina
  1. Mariana Cunha Melo - estudante de medicina
  1. Mariana Pércia Namé - médica
  1. Mariana Ramos Andion - estudante de medicina
  1. Marília Barroso de Sousa - estudante de medicina
  1. Marília Magalhães Morais Freire – médica
  1. Marilia Vital Veras Costa  - estudante de medicina
  1. Marina Umbelino de França Tozzi - estudante de medicina
  1. Mary Lúcia Guimarães da Rocha – médica
  1. Matheus Soares da Silva Cavalcanti - estudante de medicina
  1. Matheus Ulisses Coutinho Saraiva - estudante de medicina
  1. Mauricio Sergio Sousa Silva - estudante de medicina
  1. Mayara Da Silva Honorato - médica
  1. Melina Pimentel Cavalcante Pedrosa - médica
  1. Melissa Souza Ferreira de Morais - estudante de medicina
  1. Milena Reami Sabbadini  - estudante de medicina
  1. Mirna de Araújo Costa - estudante de medicina
  1. Monalisa Nunes dos Santos Silva - estudante de medicina
  1. Morgana Fernandes dos Santos - estudante de medicina
  1. Mylena Mayara Fonseca Vieira - estudante de medicina
  1. Natália Barros - estudante de medicina
  1. Nathalia Lopes de Oliveira - estudante de medicina
  1. Nícolas Rosal Lemos - estudante de medicina
  1. Pablo Anselmo Suisso Chagas - estudante de medicina
  1. Pablo Anselmo Suisso Chagas - estudante de medicina
  1. Patrícia Soares de Lima - - estudante de medicina
  1. Patricia Soares de Lima - estudante de medicina
  1. Paula Cintra Dantas - estudante de medicina
  1. Pedro Américo de Miranda Neto - estudante de medicina
  1. Pedro Américo de Miranda Neto - estudante de medicina
  1. Pedro Jorge Pércia name de Souza Franco - médico
  1. Priscila de Lima Catao de Andrade - médico
  1. Rafael Marinho Normande - estudante de medicina
  1. Rafael Santos Silveira de Vasconcelos - estudante de medicina
  1. Raíssa Ruperto Souza das Chagas - estudante de medicina
  1. Raquel Dantas de Andrade - estudante de medicina
  1. Raul de Lima Fontao Rodriguez - estudante de medicina
  1. Raul de Lima Fontao Rodriguez - estudante de medicina
  1. Raul Ribeiro de Andrade - estudante de medicina
  1. Rawanderson dos Santos - estudante de medicina
  1. Reinaldo Luna de Omena Filho - médico
  1. Renan Vieira - estudante de medicina
  1. Renata Cristina Caetano Barbosa - estudante de medicina
  1. Renata Torres de Andrada Ferraz - estudante de medicina
  1. Renato Cavalcanti Barreto - médico
  1. Rodrigo Dantas da Cruz – médico
  1. Rodrigo Rebouças de Castro - médico
  1. Romildo Dias de Melo Neto - estudante de medicina
  1. Romualdo Arthur Alencar Caldas - médico
  1. Romualdo Arthur Alencar Caldas – médico
  1. Rosana Vilela - médica
  1. Rose Viviane Bezerra – médica
  1. Roseana Porto Farias - médico
  1. Rozangela M de Almeida Fernandes Wyszomirska – médica
  1. Saamec Ramle - estudante de medicina
  1. Sarah Dominique Dellabianca Araujo - médica
  1. Shayanny de Souza Silva - - estudante de medicina
  1. Shayanny de Souza Silva – estudante de medicina
  1. Silvana Maria F. Cavalcante - médica
  1. Simone Cajú Wanderley- médica
  1. Sofia Soares Amorim - estudante de medicina
  1. Sophie Brandão Gonçalves  - estudante de medicina
  1. Stefany Correia - médica
  1. Suely Arruda Vidal - médico
  1. Sylvana Medeiros Torres - médica
  1. Sylvia Christina de Souza Conde - estudante de medicina
  1. Sylvia Christina de Souza Conde – estudante de medicina
  1. Syrlene Medeiros Patriota - médica
  1. Tadeu Brandão Cavalcante Júnior – médico
  1. Taime Victor Lima de Araujo - estudante de medicina
  1. Tainá de Carvalho Gonçalves - estudante de medicina
  1. Talita Quirino de Oliveira – médica
  1. Tarciane Lília dos Santos - estudante de medicina
  1. Tayná de Almeida Araújo - estudante de medicina
  1. Telmo Henrique Barbosa De Lima - médico
  1. Thairon Henrique dos Santos - estudante de medicina
  1. Thais Madeiro Barbosa Lima - estudante de medicina
  1. Thaís Manuella Ferreira - estudante de medicina
  1. Thayanne Gusmão de Azevedo  - estudante de medicina
  1. Thayná Gonçalves Alves - estudante de medicina
  1. Thays Oliveira Silva - estudante de medicina
  1. Thiago Henrique Aquino Tenório - estudante de medicina
  1. Valfrido Leao de Melo Neto – médico
  1. Valmir de Melo Gomes - médico
  1. Vanessa Galvão Alves - estudante de medicina
  1. Vanessa Santos Cavalcante Melo - estudante de medicina
  1. Victor de Macêdo Ferreira - estudante de medicina
  1. Victor José Correia Lessa- médico
  1. Victor Targino Carvalho   - estudante de medicina
  1. Vitor Lúcio Barbosa Santos - estudante de medicina
  1. Vitor Ramalho Arruda Silva – médico
  1. Vitor Sousa Peixoto – médico
  1. Viviane Maria Cavalcante Tavares - estudante de medicina
  1. Waleska Lucio Lins de Araújo - médica
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Questões para o Dia do Médico - 18 de outubro

18/10/2018 14:48

18 de outubro é o Dia do Médico. Esse tipo de data geralmente é marcada pelas comemorações e parabéns, mas raramente por uma reflexão mais profunda. Afinal, como celebrar sem enfrentar numerosos questionamentos? Eles vêm de diversas frentes, seja da sociedade, da atividade em si mesma e dos próprios profissionais.

Uma questão está na maneira como o médico é visto hoje. Antes um amigo da família, tornou-se muitas vezes um ser visto apenas como aquele que prescreve exames infinitos, muitas vezes sem conhecer os olhos do paciente ou sem sequer tocá-lo num exame inicial. Não se trata aqui de ser contra a tecnologia, mas de se posicionar pela humanidade.

Diversos fatores se conectam neste ponto, pois o próprio paciente vai hoje muitas vezes para a consulta já com o diagnóstico pronto e até com a receita definida. Espera apenas o aval do profissional e se incomoda quando o médico toma outro caminho que não seja o que ele espera.

Chegamos então ao ponto crucial desta conversa. O quadro descrito leva hoje muitos médicos a terem medo do paciente em diversas instâncias, que vão desde diagnósticos distintos do esperado ao erro médico. Nesse contexto, o Dia do Médico é para ser lembrado sim, mas menos como celebração e mais como paradigma de reflexão para construir dias melhores para os profissionais da área e para a sociedade como um todo.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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O voto no Brasil

04/10/2018 18:56

Creio que seja oportuno refletir sobre o voto nestes dias que antecedem as eleições.

         O voto, no Brasil, ao longo da História, teve sempre uma evolução progressista, nos períodos de liberdade política.  O sistema eleitoral, em nosso país, só teve retrocessos, nos períodos de ditadura.

         A Constituição imperial subordinou os direitos eleitorais à renda que o cidadão tinha que ter.

         A Constituição republicana (1891) acabou com a exigência de renda para o exercício do voto.  

         Mas como o voto não era secreto, o poder continuou nas mãos dos proprietários rurais, donos das terras e das consciências.  

         Somente a Constituição de 1934 veio a instituir o voto secreto. 

         Essa Constituição criou também a Justiça Eleitoral, o que foi um avanço. 

         O voto secreto não assegurou a plena liberdade de escolha.  Os eleitores eram coagidos porque recebiam cédulas marcadas, para escolher este ou aquele candidato.  Só a cédula única, instituída sob o regime da Constituição de 1946, assegurou realmente a liberdade de escolha, pelo eleitor.     

         A propaganda gratuita e amplamente livre, pelo rádio e pela televisão, foi outra conquista, só alcançada às vésperas da Constituinte de 1985/86.

         Ainda há muitos aprimoramentos indispensáveis no processo eleitoral.  A meu ver, são avanços que a sociedade ainda deve conquistar, dentre outros, os seguintes: 

         a) a adoção de medidas para impedir o abuso do poder econômico nas eleições, através de maior severidade da legislação e mais eficaz ação da Justiça Eleitoral.  A Justiça  precisa de instrumentos operacionais modernos e rápidos, para cumprir esta função;  

         b) a correção da distorção da representação por Estados, de modo a evitar o que ocorre atualmente, quando o número de deputados está longe de ter proporção com a população.  Esta distorção favorece o conservadorismo, uma vez que os Estados prejudicados (mais populosos) são justamente aqueles onde a organização das classes trabalhadoras é mais forte;  

         c) a efetiva representação dos pequenos partidos, através de mudança no sistema de apuração das "sobras eleitorais".  Os votos que suplantam o quociente para a eleição de um deputado devem beneficiar os pequenos partidos, de modo a favorecer a representação das minorias.

         A soberania do voto é a grande chave da Democracia. Meu voto vale tanto quanto o voto do porteiro de meu edifício. Ninguém vale mais ou vale menos. Todos somos iguais.

         A meu ver, ninguém deve abter-se de votar, ou votar em branco. Mesmo que os candidatos, de um modo geral, não sejam do agrado do eleitor, sempre é possível escolher o melhor ou o menos pior.

         Com frequência, os eleitores consideram pouco relevante o voto para o Legislativo. Esse pouco apreço à escolha dos parlamentares é um equívoco. Uma Democracia forte exige um Legisltavio forte.

 

João Baptista Herkenhoff

Juiz de Direito aposentado (ES), palestrante e escritor.

E-mail – jbpherkenhoff@gmail.com

Homepage – www.palestrantededireito.com.br

 

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É possível ser casado e não ter relações sexuais?

02/10/2018 17:26

Você já ouviu falar de casais assexuados? Na prática são casais que nunca tiveram, ou ainda aqueles que decidiram não ter mais relações sexuais. Embora nunca houve tanta liberdade no quesito vida sexual, os estudos mostram que atualmente as pessoas fazem menos sexo do que anos 90, por exemplo.
 
Um dos estudos sobre o tema foi feito pelo estatístico e professor da Universidade de Cambridge, David Spiegelhalter. A pesquisa mostrou que os encontros sexuais diminuíram drasticamente desde 1990. A média de relações sexuais naquele ano era de cinco ao mês. Em 2000, caiu para quatro e em 2010 para três. A pesquisa virou um livro, chamado Sex by Numbers. 
 
Segundo Spiegelhalter, em 2030 os casais não farão mais sexo. Para o professor, as principais razões para a perda de interesse no sexo são o uso excessivo do celular e as horas gastas nos serviços de streaming, como o Netflix, por exemplo. Em resumo, a tecnologia é a principal culpada pela queda do desejo sexual, pois trocamos os parceiros por um episódio inédito da nossa série favorita ou ainda para conversar com amigos pelo whatsApp.
 
Opinião das especialistas 
Para a psicóloga Marina Simas de Lima, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto do Casal, a falta de sexo não é mais a protagonista dos conflitos conjugais. “Realizamos, recentemente, uma pesquisa para descobrir os principais motivos de brigas entre os casais brasileiros. Esperávamos que as questões sexuais ocupassem um lugar de destaque, porém não foi o que aconteceu”.  
 
“Pelo contrário, a pouca frequência sexual apareceu em sexto lugar, enquanto que o uso excessivo do celular apareceu em segundo. Ou seja, nossa pesquisa mostrou que a hiperconectividade realmente pode levar a conflitos na vida dois, o que corrobora a opinião de Spiegelhalter quanto às motivações que podem levar à perda do interesse no sexo”, comenta Marina.
 
Para a psicóloga Denise Miranda de Figueiredo, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto do Casal, as questões para a perda do desejo no sexo são multifatoriais. “Certamente, a tecnologia tem um papel importante, porém há questões físicas, com as disfunções sexuais, doenças crônicas, tratamentos de saúde e falta de conexão entre o casal que também influenciam na vida sexual”.

Casamento sem sexo?
Mas, à parte de estudos, a pergunta é: um casamento pode se manter sem uma vida sexual ativa? Para Marina e Denise tudo depende do perfil de cada membro do casal e dos combinados feitos entre os parceiros.
 
“Hoje, as configurações familiares estão muito diversificadas e uma delas são os casais que desde o início da relação fazem esse combinado, de não ter relações. Por outro lado, alguns casais que estão em relacionamentos de longo prazo, também podem decidir não manter mais uma vida sexual ativa, por diversos motivos. O que precisamos compreender é que cada pessoa tem uma necessidade diferente quanto o assunto é sexo”, diz Marina.
 
“Isso quer dizer que existem aqueles casais que não sentem falta ou necessidade e são felizes assim. Mas, se um dos parceiros sente falta e quer ter uma vida sexual mais ativa e outro não, podem surgir conflitos sim e colocar o casamento em risco”, cita Denise.
 
Outra situação que pode acontecer é uma falsa ideia de que está tudo bem assim. “O sexo é um dos pilares da qualidade de vida e em um relacionamento afetivo é uma parte que atua na conexão e na intimidade do casal. Portanto, problemas na vida sexual podem indicar que esse casal não está tão bem quanto imagina, principalmente quando não há combinados ou as opiniões sobre sexo e o desejo são diferentes”, ressalta Marina.
 
Terapia de Casal pode ajudar
“O sexo ainda é rodeado de tabus e muitas pessoas sentem vergonha de falar sobre o assunto. Porém, a comunicação é fundamental. Assim, casais que enfrentam dilemas sobre a vida sexual podem se beneficiar da terapia de casal para ajudar a melhorar o diálogo sobre o tema”, comenta Denise.
 
“O mais importante é que o casal encontre satisfação na vida conjugal, com ou sem sexo, se é um relacionamento que traz benefícios, felicidade e parceria, pode funcionar”, finalizam Denise e Marina.

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01.10 Dia Internacional do Idoso

01/10/2018 18:28

Ter uma velhice com qualidade de vida, principalmente evitando doenças como a osteoporose, é o foco do mês de outubro, para a Abrasso

São Paulo, 28 de setembro de 2018 – Em 01 de outubro é comemorado em todo o mundo ‘O Dia Internacional do Idoso’, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o envelhecimento e alertar sobre a importância de proteger e cuidar dos idosos. Atenta às necessidades da população, a ABRASSO - Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo tem realizado, todos os anos, em outubro, a Campanha “Seja Firme e Forte Contra a Osteoporose”, aderente ao dia 20 de outubro, ‘Dia Mundial de Combate à Osteoporose’, com uma série de atividades para a prevenção desta doença silenciosa e preocupante, que atinge grandes parcelas dos idosos no Brasil e no planeta.

Cerca de 200 milhões de mulheres sofrem com a doença no mundo, de acordo com International Osteoporosis Foundation (IOF) e no Brasil, são 10 milhões de pessoas atingidas por esse problema (dados ABRASSO 2017). Levando em conta que o país tinha 28 milhões de idosos em 2016, ou 13,5% do total da população, e que em dez anos, chegará a 38,5 milhões, 17,4% do total de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), focar no esclarecimento público sobre a osteoporose é urgente e essencial.

A causa da doença é a diminuição da absorção de minerais e de cálcio, que provoca a fragilização dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Nos homens, a partir dos 65 anos, o envelhecimento se acentua e eles podem ficar mais propensos à doença. Nas mulheres, depois dos 50 anos é um período crítico, pois além do envelhecimento, esta fase está associada à pós-menopausa, quando naturalmente a mulher já tem perda de osso. Numa dieta pobre em cálcio, esse desfalque é mais acentuado, portanto, a osteoporose chega com mais velocidade. Ocorre também que muitos casos de osteoporose são genéticos, decorrem de uma herança familiar de baixa massa óssea e isto é um fator não modificável.

“A osteoporose, muitas vezes, só fica evidente quando acontece a fratura, de forma espontânea ou causada por um impacto. Quando há dor, é devido ao local lesionado ou ao desgaste ósseo. Como a osteoporose é uma doença assintomática, até o momento da fratura, é necessário que o paciente faça alguns exames para detectá-la. O exame mais importante é a densitometria óssea, que mede a densidade do osso, o quanto tem de cálcio naquele osso. Quando esta densidade está muito baixa, caracteriza-se a osteoporose, e há o maior risco de fratura. Para a mulher, na menopausa (que é a última menstruação) é a hora de se fazer o exame. No homem, como a doença acontece mais tardiamente, a densitometria é indicada a partir dos 70 anos de idade”, alerta a médica endocrinologista Dra. Marise Lazaretti Castro, presidente da ABRASSO.

A entidade recomenda o consumo diário de cálcio em 1.200mg, para a faixa etária dos 51 aos 70 anos e também acima dos 70 anos. Já a vitamina D suficiente no organismo é mais uma forma de prevenir a osteoporose. “A vitamina D vem do sol, então, a gente tem de tomar sol, de dez a quinze minutos ao dia, para ter um aporte razoável de Vitamina D, importante para absorver o cálcio no organismo”, ressalta a Dra Marise.

Em relação aos níveis de cálcio, a ABRASSO está à frente da ‘Campanha Quanto Cálcio’, onde disponibiliza uma tabela nutricional online, para todas as faixas etárias, para facilitar o cálculo de ingestão de cálcio, de acordo com o consumo diário e individual dos alimentos que contém esse mineral. Tem cerca de 210 produtos, entre leites, iogurtes, leite fermentado, queijos e outros (como sucos, requeijão, achocolatados e demais). O acesso é em http://abrasso.org.br/abrasso-lanca-a-campanha-quanto-calcio. Segundo a Dra. Marise, “o leite e derivados são as principais fontes de cálcio para o organismo. O cálcio é o principal nutriente do esqueleto, e sua ingestão inadequada pode contribuir para redução da massa óssea. Além disso, o leite tem outras vitaminas (complexo B, vitamina C, A) e minerais (fósforo, potássio, magnésio) essenciais à saúde”, esclarece.

A alimentação adequada, os medicamentos, os suplementos e a atividade física são importantes fatores para o tratamento e a melhoria do quadro de osteoporose. “Quando a pessoa não pode consumir laticínios durante a primeira infância e adolescência, especialmente, têm que ter suplementação, a complementação com cálcio medicamentoso, porque senão a criança vai ter consequências sérias em relação ao esqueleto que está se formando. Para os idosos, a combinação dos fatores de tratamento pode aumentar a qualidade e expectativa de vida e diminuir o sofrimento”, conclui a Dra Marise.

A ABRASSO tem um intenso trabalho de conscientização sobre osteoporose. Conheça mais visitando www.abrasso.org.br

Sobre a ABRASSO

A ABRASSO – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo, representa a união das três principais sociedades médicas dedicadas ao estudo da osteoporose e do osteometabolismo no Brasil: SBDENS (Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica), SOBEMOM (Sociedade Brasileira para Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral) e a SOBRAO (Sociedade Brasileira de Osteoporose).

Criada em 2011, conta hoje com cerca de 1.500 associados de diversas especialidades médicas, além de outros profissionais da área da saúde que, juntos, têm a missão de difundir o conhecimento científico, estimular o ensino e a pesquisa e realizar ações preventivas da saúde junto ao público leigo.

Serviço:

Twitter: @sbedens

Facebook: @abrassonacional

Instagram: @abrassonacional

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Primeira Edição © 2011