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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Lula anuncia vinda a Alagoas para reforçar seu apoio a Renan Filho e Paulo Dantas

24/03/2022 09:27

 

Líder absoluto de todas as pesquisas de intenção de voto sobre a corrida ao Planalto, o presidenciável Lula (PT) anunciou que visitará Alagoas em maio próximo para contatos políticos e oficialização de apoio, viagem definida em São Paulo após encontro com o deputado Paulo Dantas e o ex-governador Renan Filho, ambos do MDB.

Durante a reunião, o ex-presidente Lula adiantou que estará em Alagoas no próximo mês de maio, a fim de reforçar seu apoio à pré-candidatura de Paulo Dantas ao governo do Estado e à de Renan Filho ao Senado Federal, os dois mandatos majoritários que estarão em disputa aqui em Alagoas.

Ao mesmo tempo, o deputado Paulo Dantas reiterou seu apoio à candidatura de Lula à presidência da República, que tem como principal projeto de governo a retomada do crescimento econômico para permitir a geração de novos empregos, além da adoção de medidas para conter a escalada do custo-de-vida.

- O Brasil parou de crescer, o povo perdeu o emprego e está passando fome. Apesar dos erros políticos nacionais, em Alagoas, com a excelente gestão de Renan Filho, conseguimos avançar muito – disse o deputado Paulo Dantas, que foi prefeito de Batalha por oito anos, sempre se compôs com os governos do PT e tem seu nome definido para se eleger governo em pleito indireto, na Assembleia Legislativa, para completar o mandato de Renan Filho e disputar a reeleição em outubro.

Já o ex-governador Renan Filho reforçou o fortalecimento do projeto de desenvolvimento econômico e social em Alagoas, “que terá continuidade com Paulo Dantas à frente do Executivo estadual a partir do dia dois de maio, afirmou: “Somos o campo popular em Alagoas. Paulo Dantas no governo do Estado, eu no Senado e Lula presidente, estamos ao lado do povo para oferecer uma vida melhor para o alagoano e para o brasileiro”.

Com a natural oscilação das tendências em um processo eleitoral de amplitude nacional, o ex-presidente Lula lidera a corrida ao Planalto com importante vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro, que tentará a reeleição depois de ter afirmado, na campanha de 2018, que iria trabalhar para acabar com a reeleição para cargos majoritários.

 

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Aposentados devem agradecer a Bolsonaro e ao seu ministro

14/03/2022 18:37

Milhões de aposentados brasileiros – o INSS estima cerca de 36 milhões – acabam de ser agraciados com uma decisão que, tomada dentro do Supremo Tribunal Federal, atende plenamente aos interesses financeiros do governo central.

Com mudança de voto do ministro Nunes Marques – o bacharel  do Piauí que o presidente Bolsonaro encaixou no STF – a chamada ‘revisão da vida toda’, aprovada logo após o Carnaval, volta à estaca zero, o que, para milhares, talvez milhões de aposentados, significa ‘nunca mais’. É simples: os inativos são idosos, cansados, doentes, pessoas muito mais próximas da morte do que Bolsonaro e seu ministro piauiense.

A ‘revisão da vida toda’ era a chance que o Supremo ia oferecer aos aposentados para correção de comprovadas injustiças nos cálculos de seus proventos. Em resumo: o INSS vem aposentados contribuintes considerando, apenas, as contribuições recolhidas a partir do advento do Plano Real, em 1994. Portanto, o que foi destinado aos cofres da Previdência Social antes de 1994, não existe para cálculo e definição das aposentadorias.

É muito provável que o ministro do Piauí tenha votado originalmente movido pelo elementar senso de justiça que a realidade lhe impunha. Mas ocorre que no Supremo Tribunal – e isso não é exclusividade de Nunes Marques – a conveniência política acaba prevalecendo sobre o direito e a justiça.

A decisão do ministro nomeado por Bolsonaro, vale anotar, não sepulta a ‘revisão da vida toda’, apenas suspende os efeitos do julgamento consolidado virtualmente e remete para um futuro sem data, um desfecho indefinido. Em outras palavras, a questão entra em compasso de espera sem data para novo julgamento.

Assim funcionam coisas no STF. Ministro não vota segundo sua consciência e, muito menos, conforme o direito e a justiça. Vota de acordo com a conveniência e os interesses do chefe que o colocou no cargo. Resta saber como reagirão em ‘outubro’ os 36 milhões de aposentados vítimas dessa malsinada intervenção.

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Um nome para agora e para daqui a quatro anos...

03/03/2022 14:37

Nesses sete anos e dois meses, com exímio planejamento, ações coordenadas e incrível capacidade de execução, Renan Filho venceu o desafio a que se propôs na campanha sucessória de 2014: transformar a realidade social e econômica de Alagoas.

Nenhum governador fez tanto – na saúde, educação, segurança, agricultura, infraestrutura, na criação de programas difusores de assistência social – e isso conferiu ao governador um status de líder só visto nos ‘bons tempos’ de Divaldo Suruagy.

O que Renan Filho não conseguiu, nem poderia, foi erradicar os bolsões de pobreza e miséria de um Estado que, durante décadas, viveu praticamente da monocultura da cana-de-açúcar. Os extraordinários avanços na saúde, por exemplo, já surtem efeitos – os alagoanos têm hoje efetiva assistência médica em sete grandes novos hospitais e dez Unidades de Pronto Atendimento – mas a revolução educacional requer mais tempo para apresentar resultados. Uma unidade hospitalar atende o povo tão logo entre em funcionamento. Um estudante precisa de ao menos quinze anos de preparação para enfrentar o mercado de trabalho.

Renan Filho também é eficiente honrando sem atrasos os pesados encargos financeiros do Estado. Superou-se, igualmente, na gestão do serviço público com uma sucessão de concursos jamais vista e com planos de cargos e salários também inéditos. Nunca o funcionalismo alagoano foi tão bem tratado em todos os sentidos.

Natural que um governo efetivo, com tal dinâmica – sem crise em um país mergulhado em crises – colocasse a população alagoana ao lado de seu governador. Pois é o que revelam todas as pesquisas de opinião, sejam as que medem o grau de aprovação popular ao governo, sejam as que apuram intenções de voto.

De fato, as sondagens sempre mostram Renan Filho com mais de 70% de aprovação popular, percentual que não oscila sequer durante a pandemia. Aliás, sua eficaz gestão da crise sanitária só concorreu para destacar Alagoas e consolidar o excelente desempenho do governo estadual em meio ao cenário de graves dificuldades, sobretudo financeiras, observadas em todo o País.

Poderia sair enumerando mais projetos, mais obras, mais ações efetivas em todos os setores do Estado, mas a síntese acima descrita embasa e justifica plenamente o título deste comentário.

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De repente, o INSS dá uma de bonzinho com os aposentados...

07/02/2022 18:18

Os assessores mais próximos do Planalto, envolvidos na luta pela reeleição de Bolsonaro e, claro, pela preservação dos cargos, estão prontos para dar sua ‘colaboração’ aos esforços para garantir a permanência do presidente no cargo.

José Carlos Oliveira é um desses assessores. Presidente do INSS, de repente ele se comoveu com milhões de aposentados e anunciou de chofre: “Fim da prova de vida”. Trata-se do comparecimento anual do inativo que recebe provento pelo Instituto a um banco ou agência da Previdência para mostrar que está vivo. Sem isso, é possível que a família de um aposentado falecido fique recebendo o ‘benefício’ indefinidamente.

A medida pode parecer justa e oportuna, mas, como foi anunciada, não passa de um lance eleitoreiro. Imagine que, a partir de agora, o INSS é quem tem que provar que o aposentado está vivo, uma absurda inversão do ‘ônus da prova”. Como vai fazê-lo? Carlos Oliveira diz que a Previdência vai cruzar dados do beneficiário e até verificar movimentação de passaporte, o documento necessário para viagens internacionais. Brincadeira.

A gentileza do governo se reveste de objetivo eleitoreiro simplesmente porque tal dispensa de prova da vida já havia sido adotada e prorrogada em razão da pandemia. No segundo semestre do ano passado, a Previdência tornou com a exigência e, agora, a oito meses das eleições, volta com a dispensa, não como medida administrativa rotineira, mas como jogada política espalhafatosa. Enquanto isso, o INSS continua sem atender milhares de requerimentos de novas aposentadorias.

No Brasil de hoje – como no Brasil de ontem – apesar de constituírem um universo com mais de 36 milhões de inscritos – os aposentados mal são lembrados em tempos de política. Como já não trabalham e não fazem greve, inexistem para as autoridades de plantão. O mais provocante no episódio atual, é que o próprio presidente do INSS, ao baixar as regras da dispensa de prova de vida, avisa que o esquema definitivo será implantado até 31 de dezembro. Portanto, depois das eleições...

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Católicos preferem não misturar Igreja com política, mas...

15/01/2022 09:22

Ao contrário dos protestantes, que são uma minoria fragmentária no universo de fiéis brasileiros, os católicos se candidatam, disputam mandatos eletivos, mas são raríssimos os casos dos que entram no jogo da política usando ostensivamente o nome da Igreja. Sacerdote, então, é figura invisível entre mandatários.

Já foi diferente. Entre as décadas de 1930 e 1960, um padre pernambucano chamado Alfredo Arruda Câmara elegeu-se deputado federal oito vezes e celebrizou-se por sua luta pessoal e ideológica contra o divórcio. Era culto. Formado em Filosofia e em Teologia Dogmática pela Universidade Gregoriana de Roma. Depois disso, nenhum outro membro efetivo da Igreja Católica assumiu posição com tanto destaque no cenário político.

Não significou ausência total dos católicos na seara político-partidária. Muitos padres se elegeram prefeitos, vereadores e deputados, mas nenhum com o brilho e a influência de Arruda Câmara. Até que o Vaticano decidiu intervir, baixando expressa recomendação para que integrantes da Igreja de São Pedro não mais participassem do processo eleitoral. A partir daí os ‘evangélicos’ entraram em ação, saíram em busca de voto e de mandato, de modo que, agora mesmo, um deles, ‘terrivelmente evangélico’, ganhou vaga de ministro no Supremo Tribunal.

Há um desequilíbrio evidente, mas o que chama a atenção é a ausência de qualquer movimento organizado por católicos com vistas a determinado resultado eleitoral. Silêncio profundo – seria simples indiferença ou descrédito no sistema? – da maioria, em flagrante contraposição aos ruídos estridentes da minoria que já constituiu até bancada organizada na Câmara dos Deputados.

Nesse cenário pouco compreensível, resta saber se e quando o conjunto majoritário do ‘povo de Deus’ despertará para, com a influência que pode exercer, também marcar presença nas decisões políticas que definem o destino da nação brasileira.

 

SANTORO É OPÇÃO FORTE PARA MANDATO ELETIVO

Sem ‘queda’ para a política, George Santoro seria, contudo, um nome fortíssimo para concorrer às eleições deste ano. Com chance real – bem entendido – de abocanhar um mandato de deputado estadual entre os mais votados. Seria, aliás, um gesto de reconhecimento do povo alagoano a esse fluminense que, esbanjando competência, deu uma turbinada incrível nas finanças de Alagoas, tão combalidas nos governos anteriores.

 

UM NOME NA ‘MEMÓRIA DOS ALAGOANOS’

Um aliado do MDB comparou Renan Filho a uma ‘Célula T’ do sistema imunológico: “Ele vai ficar na memória dos alagoanos e, por tudo que fez e está fazendo, será tranquilamente lembrado na sucessão estadual do governador que se eleger neste ano”.

 

SERVIDOR ESTADUAL NA EXPECTATIVA DE 10%

O funcionalismo público estadual, começando pelo pessoal do Poder Executivo, já vive a expectativa de ser contemplando com uma correção salarial de 10%. O percentual não é aleatório: 10,42% é precisamente o índice oficial da inflação de 2021. Ou seja, o tamanho das perdas inflacionárias em cima dos salários.

 

PESSOAL DO LEGISLATIVO CONFIANTE EM VICTOR

Os servidores da Assembleia Legislativa também estão confiantes na obtenção de um reajuste na faixa de 10% para seus ganhos. Alguns deles explicam o motivo da expectativa: “Com Marcelo Victor na presidência, no ano passado o Legislativo reajustou os salários de seus funcionários em 4,52%, mesmo valor concedido ao pessoal do Executivo”.

 

PANDEMIA NÃO ACABARÁ NO MUNDO TODO

A OMS está certíssima em um ponto: em vez de estarem gastando vacina com terceira dose ou dose de reforço, os países ricos deveriam estar doando imunizantes aos mais pobres. Por causa disso, dificilmente a pandemia de Covid acabará este ano. Ou seja, a meta de vacinar 70% não será atingida no mundo inteiro.

 

 

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