Caos: Alagoas fica sem duas especialidades médicas
Hematologistas e neurologistas protocolaram a demissão coletiva nesta 6ª
(20/07/2007 13:02)
A greve da categoria já dura 54 dias, em que os médicos tentam negociar com o governo, que acena com reajuste de 5%, negado pela categoria. Apesar da mediação do Ministério Público, da Igreja e do Tribunal de Justiça, as negociações entre a categoria e o governo do Estado não progrediram. Os médicos se reuniram em frente à Secretaria Estadual de Gestão Pública, com cartazes e carro de som, na tentativa de mobilizar o governo. O ato contou com o apoio de diversas classes sindicais, como o Sinteal e a CUT; além da presença de vereadores, deputados e representantes dos pacientes dos médicos hematologistas. O deputado Judson Cabral afirmou que apóia a greve dos médicos e considera a reivindicação da categoria justa. "A população será penalizada pelo governo e não pela classe médica", ressaltou. A presidente da Associação dos Hemofílicos de Alagoas mostrou sua preocupação com a decisão tomada pelos médicos. "Estou mu
Demissões - Ao todo, quinze médicos hematologistas e neurologistas protocolaram a demissão coletiva nesta manhã. A opinião da classe é única: o médico não merece o tratamento que recebe do governo e a sociedade não merece ficar sem os médicos. O hematologista Adriano dos Anjos Almeida foi um dos que entregou o pedido de demissão e, assim como os outros, está preocupado com a sociedade. "Fico apreensivo apenas pela população. Vai ser um verdadeiro caos. E a sociedade não pode ficar sem o atendimento, mas vamos pedir a demissão numa tentativa de resgatar a dignidade da nossa classe", disse. De acordo com o médico, o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) possui nove especialistas, destes apenas um ainda não acatou à demissão. O presidente do sindicato, Wellnigton Galvão, também protocolou o pedido de demissão, para ele a data é marcante e necessária. "Hoje é um dia triste e marcante para a categoria. Mas não podemos aceitar o tipo de comportamento que o governo está tendo. Quem não respeita a população é o governo e ele será responsável por to
Greve - As manifestações e demissões da categoria continuam. De acordo com Galvão, a partir de segunda-feira as outras especialidades devem pedir demissão em blocos, incluindo os médicos que atendem urgência e emergência. por Redação |
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