Documentário Premiado DEUS TEM AIDS

Documentário de Fábio Leal e Gustavo Vinagre tem ao centro pessoas que convivem com HIV, e abordam a sorofobia no Brasil

12/11/2021 18:14

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Sinny Assessoria e Comunicação

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Materiais: https://1drv.ms/u/s!AuE8oJHSrL6Uho1Il-A-Yi3_qDczXg?e=FtBO2O

Teaser: https://youtu.be/Ac6aaX9KWgY

Ganhador dos prêmios de Melhor Filme pelo Júri Oficial e Júri Popular, no Queer Porto, o documentário DEUS TEM AIDS, dirigido por Fábio Leal e Gustavo Vinagre, volta suas lentes ao HIV e à AIDS no Brasil. Partindo de conversas com sete artistas e um médico ativista, todos soropositivos, o filme não apenas resgata a história desta pandemia no país como fala sobre o andamento dela nos dias de hoje, afinal, “pandemia” não se refere apenas ao coronavírus, e o HIV não está nem perto de ser erradicado. O longa também aborda a sorofobia, preconceito sofrido pelas pessoas que vivem com HIV.

Depois de sua estreia nacional online no Olhar de Cinema, o longa terá sua primeira sessão em sala no país no 29o Mix Brasil,  no dia 14 de novembro, no Cinesesc, às 20h30 (ingressos devem ser retirados na bilheteria 1h antes da sessão), como parte da mostra Competitiva Brasil – Longas e Médias. Além disso, a partir das 00:00 horas do dia 15, estará disponível para streaming na plataforma oficial do Festival, a Innsaei.tv.

DEUS TEM AIDS marca a combinação dos talentos de Vinagre e Leal. O primeiro um diretor experiente em ficção, documentários e filmes nos quais essas fronteiras estão borradas; o outro, um curtametragista cujas obras ficcionais são tingida fortemente pelo real. Da parceria surge um filme único e necessário para o nosso tempo, desistigmatizando questões que a sociedade se recusa a encarar, como a soropositivade.

O longa começa com reportagens de televisão antigas dizendo “AIDS, um fantasma para o homem moderno, uma doença que mata”, “o inimigo avança, não poupa mulheres, nem crianças”, “o vírus da AIDS nasceu na promiscuidade sexual”. São falas que marcam um momento, dos anos de 1980, mas, nesse 40 anos, o que mudou? Se é que mudou?

Por meio de entrevistas, os diretores procuram investigar “porque as imagens que vemos hoje são as mesmas de 40 anos atrás”. O documentário busca desconstruir as narrativas oficiais sobre a soropositividade e trazer uma ideia positiva sobre a questão e pessoas que convivem com o HIV. Para isso, combina entrevistas e manifestações artísticas mais variadas – do teatro à poesia, passando por intervenções públicas. Tudo isso descortina uma questão central do nosso tempo.

Depois de sua exibição no 29o Mix Brasil, DEUS TEM AIDS é um dos dois documentários brasileiros a ser apresentado, no IDFA, International Documentary Filmfestival Amsterdam, que acontece entre 17 e 28 de novembro, na Holanda. Esse é um dos festivais mais importantes do mundo para documentários.

DEUS TEM AIDS tem previsão de lançamento para 2022 pela Vitrine Filmes.

Sinopse

40 anos depois do início da epidemia de AIDS, sete artistas e um médico ativista, pessoas vivendo com HIV, oferecem novas imagens e perspectivas para lidar com a sorofobia no Brasil.

Ficha Técnica

Direção: Fábio Leal e Gustavo Vinagre

Roteiro: Fábio Leal, Gustavo Vinagre e Tainá Muhringer

Produção:  Dora Amorim, Júlia Machado, Thaís Vidal, Fábio Leal, Gustavo Vinagre

Coprodução: Julia Alves

Empresa Produtora: Ponte Produtoras, Sancho&Punta, Áspera Filmes, Carneiro Verde Filmes

Produção Executiva: Dora Amorim, Júlia Machado

Elenco: Carué Contreiras, Ernesto Filho, Flip Couto, Kaco Arancíbia, Marcos Visnadi, Micaela Cyrino, Paulx Castello, Ronaldo Serruya

Direção de Fotografia: Tiago Calazans

Desenho de Produção: Daniela Schneider

Trilha Sonora: Nicolau Domingues e Caio Domingues.

Montagem: Beatriz Pomar, Quentin Delaroche

Gênero: Documentário

País: Brasil

Ano: 2021

Duração: 82 min.

Biografias

Fábio Leal é diretor, roteirista e ator. Escreveu, dirigiu e atuou nos curtas metragens O Porteiro do Dia (lançado comercialmente em 10 países) e Reforma (Melhor Ator e Melhor Roteiro no Festival de Brasília). Lança neste ano seu primeiro longa-metragem, Deus tem AIDS (dirigido em parceria com Gustavo Vinagre), e atualmente finaliza seu primeiro longa de ficção, Seguindo Todos os Protocolos, e escreve seu próximo filme, O Vale dos Homossexuais.

Gustavo Vinagre graduou-se em Letras pela USP. É formado em roteiro pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños, Cuba. Dirigiu os filmes: Filme para Poeta Cego (2012), La Llamada (2014), Nova Dubai (2014), Os cuidados que se tem com o cuidado que os outros devem ter consigo mesmos (2016) e Filme Catástrofe (2017), Lembro mais dos corvos (2018), A rosa azul de Novalis (2019) e Vil,má (2020). Em 2021, lança o longa documentário "Deus tem aids" co-dirigido com Fábio Leal, e o longa de ficção "Desaprender a dormir".

 

Ponte Produtoras foi criada por Dora Amorim, Julia Machado e Thaís Vidal no Recife, em 2015, para produzir o trabalho de jovens realizadores. Seus filmes já foram exibidos em importantes festivais brasileiros e internacionais (Brasília FF, Rio IFF, Semana da Crítica de Cannes, Chicago IFF, IndieLisboa, Rotterdam IFF, Locarno FF). Recentemente lançou Rio Doce, de Fellipe Fernandes, ganhador do Prêmio de Melhor Longa-Metragem e Melhor Filme Brasileiro do Olhar de Cinema 2021, e Deus tem AIDS, de Fábio Leal e Gustavo Vinagre, ganhador do Prêmio de Melhor Longa-Metragem do Queer Porto 2021

 

Sobre a Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão 'O Som ao Redor', 'Aquarius' e 'Bacurau' de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são 'A Vida Invisível', de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, 'Hoje Eu Quero Voltar Sozinho', de Daniel Ribeiro, e 'O Filme da Minha Vida', de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou 'Divinas Divas', dirigido por Leandra Leal e 'O Processo', de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; “Você Não Estava Aqui”, dirigido por Ken Loach, e premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021: 'DRUK - Mais uma rodada', de Thomas Vinterberg.

Em 2021, a Vitrine Filmes apresenta mais novidades, começando a atuar diretamente na produção audiovisual e também na capacitação de profissionais, com o programa de formação Vitrine Lab. Entre as estreias deste ano estão a Sessão Vitrine edição especial de 10 anos com lançamento coletivo de quatro longas, entre eles "A Torre", de Sérgio Borges, "Entre Nós, um Segredo", de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté, "Chão", de Camila Freitas e "Desvio", de Arthur Lins; o novo documentário sobre o impeachment da Dilma, "Alvorada", de Anna Muylaert e Lô Politi; “First Cow”, da diretora Kelly Reichardt; “O Livro dos Prazeres”, de Marcela Lordy e muitos outros títulos.

 

Primeira Edição © 2011