O desespero da 'grande mídia' sem 'dinheiro fácil' do governo federal

02/09/2019 09:27

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Romero Vieira Belo

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A mídia desmantelada

No enfrentamento com Bolsonaro, a chamada ‘grande mídia’ assumiu um discurso arriscado, pondo à prova o princípio básico de sustentação dos veículos de comunicação: a credibilidade.

O que antes, durante a campanha, podia parecer ‘divergências naturais’, com a vitória do capitão virou oposicionismo radical. A questão é que, sem verba de publicidade e sem nenhum aceno do presidente quanto à liberação, a mídia emite sinais de pânico.

Hoje, não se trata apenas de criticar o governo, de apontar erros do presidente. Vai muito além. Folha, Estadão, Veja, Globo rasgam a todo instante o manual de isenção e equilíbrio que deveria balizar a conduta de seus profissionais de informação.

Bolsonaro, por seu turno, não tem o menor preparo para lidar com a imprensa. Com recorrente boa vontade, responde a toda hora questões postas pelos repórteres com um único fito: arrancar comentários que possam ser usados contra o próprio presidente.

É um exercício vil e deletério ao organismo democrático. A agenda jornalística se compõe de picuinhas, de bobagens que, na redação, se transformam em doses de veneno expostas ao público (cada dia menor) para atingir o governo e seus agentes.

Nessa ânsia louca voltada à desconstrução da imagem presidencial, os jornalistas de opinião viram as costas para o essencial e, sintonizados com a orientação dos empresários, dimensionam o acessório. Incrível que, para atingir o ministro Moro os articulistas midiáticos se posicionem contra a Lava-Jato, conspirem mesmo contra um dos maiores processos de combate à corrupção da história do Brasil e do mundo.

E o pior, o mais penoso, é que o presidente, com seu jeito aberto e franco de ser e de dizer, ele próprio alimenta os espaços movediços dos meios, não se dando conta do óbvio: cada resposta sua a um repórter é manipulada para expô-lo e desgastá-lo. Ninguém questiona Bolsonaro sobre a realid

rombo orçamentário – legado da gestão petista – sobre a luta do governo para reduzir o desemprego que voltou a crescer a partir de 2014... O que interessa ao jogo da mídia desorientada – e o presidente teima em não prestar atenção – é saber se quem manda na Polícia Federal é o presidente ou o ministro...

 

CENÁRIO SEM ALIANÇA DE CUNHA COM JHC

A recente declaração de Rodrigo Cunha, de que não assumiu nenhum compromisso com o deputado JHC para a sucessão em Maceió, está sendo vista como um sinal – ainda que tênue – de possível reaproximação de Renan Filho e Rui Palmeira. Por enquanto, sem mapa desenhado para as eleições de 2022.

 

DEPUTADO NÃO INSISTIR EM CANDIDATURA

Para militantes do PSB, entretanto, dificilmente João Henrique Caldas abrirá mão de concorrer à Prefeitura de Maceió no próximo ano. Lembram que, sem alianças, ele chegou em terceiro, na corrida sucessória que, por muito pouco, não desbancou Cícero Almeida e o colocou na disputa final com Rui Palmeira.

 

A CANTILENA DO ‘BLOCO DO DESESPERO’

Com meios cada vez mais limitados, sem eco, o ‘bloco do desespero’ faz qualquer coisa para criticar e expor Renan Filho, sem resultados práticos. Uma coisa é o discurso envenenado dos inimigos políticos do governador; outra, é a avaliação que a maioria da população alagoana faz sobre o atual governo.

 

MISSA MARCARÁ UM ANO DA MORTE DE SILVÂNIO

Uma celebração litúrgica, às 19h30m da próxima sexta-feira, seis de setembro, no Ginásio do Colégio Fantástico, no Benedito Bentes, vai marcar um ano do brutal assassinato do vereador Silvânio Barbosa, maior líder comunitário de Maceió. A missa é uma iniciativa do Instituto Silvânio Barbosa, criado pelo atuante vereador e liderado por sua irmã Marcela Barbosa, já considerada “uma sucessora à altura” do político trucidado no ano passado.

 

O ‘JÚPITER’ NADA ENTENDE DE AMAZÔNIA

As queimadas na Amazônia são recorrentes, historicamente repetitivas. O espanto de Emmanuel Macron, presidente da França, tem explicação simples: ‘Júpiter’ não entende patavina de Amazonas. Por aqui, a esquerda estrilou, teatral, como se Bolsonaro tivesse tacado fogo na mata. Anedótico.

 

 

UMA CPI PARA INVESTIGAR ORIGEM DOS INCÊNDIOS

A Rede propôs a criação de uma CPI para investigar os incêndios na Amazônia. Ótimo. A bancada governista deveria apoiar. Seria interessante identificar a origem das queimadas e, ao final, divulgar o período em que se registrou o recorde de incêndios na maior floresta do mundo...

 

CRISE BOLSONARO-MORO É INVENÇÃO DA MÍDIA

Não existe crise entre Bolsonaro e Moro. A mídia se esforça em criar um entrevero para forçar a saída do ministro. O objetivo é enfraquecer o governo e, por tabela, o próprio presidente. Nos bastidores, contudo, o capitão Bolsonaro e o xerife Moro comentam a rede de intriga às gargalhadas.

Primeira Edição © 2011