Investigação revela falha de companhia aérea em acidente aéreo no Paquistão

12/01/2019 11:49

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EFE

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O Conselho de Investigação de Segurança (SIB) responsável por esclarecer as causas do acidente aéreo que em dezembro de 2016 deixou 47 mortos no Paquistão encontrou uma "falha" da companhia aérea estatal Pakistan International Airlines (PIA) e uma possível má supervisão da Autoridade de Aviação Civil.

De acordo com o relatório preliminar do SIB, divulgado neste sábado em Islamabad, o deslocamento de uma pá de turbina no motor esquerdo levou este a deixar de funcionar durante o voo e contribuiu para a atividade "anormal" da hélice.

Segundo a legislação, estas pás devem ser trocadas após 10 mil horas de voo e, apesar de o motor em questão ter passado por manutenção depois das 10.004 horas um mês antes do acidente, as mesmas nunca foram trocadas.

"Deixar passar tal atividade evidencia uma falha (judicial) do PIA (Garantia de Manutenção e Qualidade) e uma possível deficiência ou falta de supervisão pela Autoridade de Aviação Civil do Paquistão", diz o relatório.

Assim, o SIB recomendou à companhia aérea cumprir com a legislação em toda sua frota, realizar uma auditoria da manutenção em áreas relacionadas, investigar a raiz da falha ocorrida e tomar medidas para que não volte a ocorrer.

A investigação, ordenada pelo Executivo paquistanês, está perto de terminar, mas o conselho quis compartilhar esta informação por requerer atenção "imediata".

O ATR-42 de PIA decolou de Chitral rumo a Islamabad em 7 de dezembro de 2016 e caiu em uma colina da cidade de Saddha Batolni, perto de Havelian, com 42 passageiros a bordo, entre eles dois austríacos e um chinês, assim como cinco membros da tripulação.

O país asiático viveu em 2010 uma de suas piores tragédias aéreas quando 152 pessoas morreram no acidente de um avião em Islamabad.

Dois anos mais tarde, outro acidente aéreo tirou a vida de 138 pessoas perto da capital.

Primeira Edição © 2011