| Primeira Edição |
 |
| Wellington Galvão entrega lista de médicos que pedem demissão |
Quinze médicos hematologistas e neurologistas de Alagoas protocolaram, na manhã desta sexta-feira, o pedido de demissão coletiva. Após 54 dias de greve a categoria cumpriu com as ameaças de abandonar os cargos em decorrência da falta de negociações com o governo. "Sem acordo, o estado está expulsando os médicos", afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão, um dos servidores que entregou pedido de demissão à Secretaria de Administração.
A greve da categoria já dura 54 dias, em que os médicos tentam negociar com o governo, que acena com reajuste de 5%, negado pela categoria. Apesar da mediação do Ministério Público, da Igreja e do Tribunal de Justiça, as negociações entre a categoria e o governo do Estado não progrediram.
Os médicos se reuniram em frente à Secretaria Estadual de Gestão Pública, com cartazes e carro de som, na tentativa de mobilizar o governo. O ato contou com o apoio de diversas classes sindicais, como o Sinteal e a CUT; além da presença de vereadores, deputados e representantes dos pacientes dos médicos hematologistas. O deputado Judson Cabral afirmou que apóia a greve dos médicos e considera a reivindicação da categoria justa. "A população será penalizada pelo governo e não pela classe médica", ressaltou.
A presidente da Associação dos Hemofílicos de Alagoas mostrou sua preocupação com a decisão tomada pelos médicos. "Estou mu
| Primeira Edição |
 |
| Médicos fizeram manifesto apoiando demissões |
ito preocupada com o destino, a saúde, a vida dos hemofílicos não havendo um entendimento entre o governo e os médicos", disse.
Demissões - Ao todo, quinze médicos hematologistas e neurologistas protocolaram a demissão coletiva nesta manhã. A opinião da classe é única: o médico não merece o tratamento que recebe do governo e a sociedade não merece ficar sem os médicos.
O hematologista Adriano dos Anjos Almeida foi um dos que entregou o pedido de demissão e, assim como os outros, está preocupado com a sociedade. "Fico apreensivo apenas pela população. Vai ser um verdadeiro caos. E a sociedade não pode ficar sem o atendimento, mas vamos pedir a demissão numa tentativa de resgatar a dignidade da nossa classe", disse.
De acordo com o médico, o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) possui nove especialistas, destes apenas um ainda não acatou à demissão.
O presidente do sindicato, Wellnigton Galvão, também protocolou o pedido de demissão, para ele a data é marcante e necessária. "Hoje é um dia triste e marcante para a categoria. Mas não podemos aceitar o tipo de comportamento que o governo está tendo. Quem não respeita a população é o governo e ele será responsável por to
| Primeira Edição |
 |
| Wellington Galvão: "Sem acordo, o estado está expulsando os médicos" |
do o caos que virá com a demissão dos médicos", afirmou.
Greve - As manifestações e demissões da categoria continuam. De acordo com Galvão, a partir de segunda-feira as outras especialidades devem pedir demissão em blocos, incluindo os médicos que atendem urgência e emergência.
A categoria tem um ato público marcado para o próximo dia 27, nas ruas do Centro de Maceió, que os médicos intitulam de "Dia D", quando os manifestantes devem estar vestidos de preto em uma alusão ao caos na saúde pública estadual.